Tomar: Câmara cede terreno a Associação de Cultura Canto Firme

A Câmara de Tomar deliberou esta segunda-feira, 29 de fevereiro, por unanimidade, ceder o terreno onde se encontra construída a sede da Canto Firme – Associação Cultural a esta coletividade.

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Trata-se de uma promessa antiga de Anabela Freitas (PS). A autarca tinha prometido, há um ano, durante a sessão solene de aniversário da Canto Firme proceder à passagem da propriedade onde a Canto Firme tem a sua sede, na D. Lopo Dias de Sousa, aos dirigentes e sócios da Associação mas, até hoje, ainda não se tinha concretizado. O vereador dos Independentes por Tomar, Pedro Marques, considerou que o mesmo deve ser feito em relação ao terreno onde se encontra a Sociedade Filarmónica Gualdim Pais.

No passado sábado, 27 de fevereiro, no decorrer da sessão comemorativa do 36º aniversário daquela associação de cultura, a autarca recordou a promessa e depois anunciou que seria, finalmente, cumprida.  

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No momento em que anunciou que o Município iria cumprir essa promessa –  indo ao encontro das pretensões daquela Instituição – a autarca   lembrou aos dirigentes da Colectividade que “esta é uma decisão que vai implicar despesa por força da escritura que terá que ser celebrada” e os custos que a esse acto estão associados.

A Presidente da Câmara de Tomar recordou o esforço dos últimos meses a que todos naquela Associação foram obrigados face ao não pagamento das verbas relativas ao ensino artístico e profissional, uma situação que afectou as escolas congéneres de todo o país e no caso de Tomar também a escola da Sociedade Filarmónica Gualdim Pais. Um “esforço acompanhado” pelo Município, lembrou Anabela Freitas, acrescentando que “pouco ou nada podia fazer para a minimizar a não ser colocar-se ao lado de todos os que sofreram com a situação”.

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Um esforço que foi confirmado por Simão Francisco, presidente da Direcção da Canto Firme, no início da sessão solene. De acordo com o mesmo, foram meses “matizados de cores negras” em que mais uma vez “a falta de respeito por parte do poder político” afectou e muito o normal funcionamento da Canto Firme, disse Simão Francisco. Mas também “momentos de aflição” que permitiram à Canto Firme “mostrar a sua coragem e determinação”. Uma contenda que só foi possível vencer com o  “apoio, dedicação, amizade, entrega, sacrifício e compreensão” entre todos, sublinhou Simão Francisco.

E, porque depois da tempestade vem a bonança, o ano civil que agora se iniciou “está a ser pautado por uma enorme vitalidade” , disse o dirigente, sendo exemplo disso mesmo o regresso do Coro Misto da Canto Firme ao Convento de Cristo com a apresentação do espectáculo “Visita em Viagem” já em março.

 

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