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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Tomar | Câmara cede EB1 Infante D. Henrique para campos de férias este verão

A Câmara Municipal de Tomar aprovou a cedência temporária, por dois meses, do edifício da escola EB1 Infante D. Henrique para realização de campos de férias para crianças e jovens durante o verão. Uma das contrapartidas do protocolo para a cedência é a empresa dinamizadora prescindir de quatro inscrições por semana para crianças desfavorecidas do concelho, integradas em articulação com a Ação Social do Município de Tomar. Por outro lado, indica a autarquia que o edifício da Infante D. Henrique deverá acolher a sede do clube CALMA, um espaço para os serviços da Educação e Ação Social da autarquia e demais associações do concelho.

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A situação surge pelo facto de, devido à pandemia de covid-19, não se realizem os habituais campos de férias ou férias desportivas por parte da Junta urbana e do Ginásio Clube de Tomar, diminuindo a oferta de ATL no concelho.

A vereadora Filipa Fernandes lembrou, na passada reunião de executivo camarário, que a escola Infante D. Henrique ficará desativada e encerrará antes do ano letivo 2020/2021, num processo que a autarquia já desenvolve há mais de um ano, tendo sido estabelecido que os alunos serão integrados na Escola Básica de Santa Iria.

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O Município reuniu com a empresa Run & Slide, Atividade e Formação, liimitada, “uma empresa jovem que se está a instalar em Tomar”, e é responsável por gerir os campos de férias da EDP no Castelo de Bode, tendo a empresa feito proposta para a realização de “campos de férias abertos para crianças e jovens, sem dormida”.

A autarquia entendeu como “pertinente” a proposta da empresa, “uma vez que muitos pais se encontram perdidos sobre a ocupação das crianças em tempo não letivo, pois nem todos têm familiares para acompanharem as crianças e nem todos os ATL vão abrir portas”, crendo que esta seria uma “nova resposta no território” face às atuais necessidades sentidas.

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Foi solicitado ao município apoio para as instalações, tendo ficado acordada a cedência de um dos blocos da EB1 Infante D. Henrique, mas como não há regulamento que possa aplicar uma renda para utilização do espaço, o município impôs como contrapartida, no âmbito da Ação Social, que a empresa ceda quatro inscrições por semana/turno a crianças carenciadas.

Tal representa um custo de 80 euros por semana, ou seja, 320 euros que a empresa prescinde pelas quatro inscrições, oferecendo em contrapartida a entrada das quatro crianças por semana.

Foto: mediotejo.net

A cedência acontece apenas por dois meses, o tempo de realização do campo de férias. Após este período, a empresa deve entregar o espaço tal e qual como o encontrou.

Filipa Fernandes referiu que se trata ainda de um apoio à fixação de uma empresa jovem no concelho, cujo gabinete de atendimento já se encontra instalado na Rua Infantaria 15.

O edifício Infante D. Henrique, indicou Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia, já tem utilização pensada para o futuro, no sentido de impedir a sua degradação e que fique devoluto. Indicou o vereador que um dos blocos deverá ser usado por serviços do Município do setor da Educação e Ação Social, que tem tido instalações “deficitárias”.

O restante espaço (dois blocos) deverá servir associações locais, sendo que um dos blocos será para ceder ao CALMA (Clube de Actividades de Lazer e Manutenção), organizador de uma das mais antigas provas de atletismo, as “3 Léguas do Nabão”, e com quem o vereador indica que o município tem uma “dívida moral”.

“O clube estava em instalações que durante anos andaram em Tribunal, a situação terminou em terminou há alguns meses atrás. O Município arranjou instalações provisórias muito exíguas, mas é moralmente justo que a autarquia reponha a situação para com uma das associações importantes do concelho. Um bloco autónomo daquele edifício, após vir a reunião de Câmara, deverá ser cedido ao CALMA”, deu conta Hugo Cristóvão.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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