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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Tomar | Bons Sons com Salvador Sobral, Mazgani, Lena d’Água e Dead Combo (C/VIDEO)

O programa do Bons Sons foi apresentado no dia 27 de maio, e se acredita que os tempos dos amores de verão já lá vão desengane-se pois este é o mote da nona edição. A aldeia de Cem Soldos é o local do (re)encontros entre o público e a música portuguesa e às caras dos habitantes que nos recebem ano após ano juntam-se as de artistas emergentes e outros mais conhecidos, como Salvador Sobral, Mazgani, Lena d’Água ou Dead Combo. Já sabemos o que nos espera, resta aguardar com a ansiedade típica dos amores de verão pelos dias 9 a 12 de agosto.

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Longe vão os tempos em que o regresso do verão trazia ansiedade extra por marcar, não só o fim das aulas, mas também o reencontro com os amigos que se tinham deixado para trás no ano anterior. Sem sms e redes sociais, restava esperar pelas férias que quase sabiam a Natal pois traziam sempre novas “prendas”. Entre elas, aquele rapaz ou rapariga com quem se tinham trocado olhares, sorrisos e promessas.

Tempos que já não voltam… Será? A organização do Festival Bons Sons acredita que sim e a edição deste ano, apresentada esta sexta-feira, inspira-se nos amores de verão e na ânsia dos (re)encontros. O local é o mesmo, assim como as caras com quem nos cruzaremos por Cem Soldos entre os dias 9 e 12 de agosto. Se andarmos entre o público pois em cima do palco é diferente.

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Os Peltzer, de Tomar, durante a apresentação no futuro palco Zeca Afonso. Fotos: mediotejo.net

São as tais “prendas” que cada encontro sazonal traz e no de 2018 são cerca de meia centena, distribuídas por oito palcos unidos por um amor de verão que não precisa de legendas pois é genuinamente português. Seja pelos habitantes que nos recebem em casa, pelas bandas emergentes que passam pelo palco Garagem ou artistas reconhecidos. Os Peltzer, banda tomarense, e os músicos Lince e O Gajo estão entre eles e atuaram na apresentação.

Este amor de verão, apesar de breve, não tem espaço para monotonia e o Sport Club Operário de Cem Soldos (SCOCS) quer que cada (re)encontro seja inesquecível. A praça central transforma-se no palco Lopes Graça para receber Salvador Sobral, Mazgani, Sean Riley & The Slowriders, Dead Combo, Selma Uamusse, Sara Tavares, Cais Sodré Funk Connection e Lena d’Água & Primeira Dama com a Banda Xita.

Dead Combo e Sara Tavares atuam no palco Lopes-Graça. Fotos: DR

A partilhar o espaço está o palco Aguardela, onde as noites e o Bons Sons terminam ao som de Xinobi DJ set, António Bastos, Conan Osiris e Colorau Som Sistema. Este ano, o palco Tarde ao Sol, em frente à Igreja de São Sebastião, passa a chamar-se palco Amália. Por aqui vão passar Tia Graça – Toda a gente devia ter uma, Norberto Lobo, Ela Vaz, Motion Trio, Fado Violado, João Afonso, Miguel Calhaz e Moonshiners.

Entrar na igreja é entrar, também, no palco MPAGDP (Música Portuguesa a Gostar Dela Própria), onde atuam Palankalama, Patrícia Costa, Homem em Catarse, Orquestra de Foless, Vozes de Manhouce com Isabel Silvestre, Meta, Artesãos da Música e Douradas Espigas. Quem está habituado a seguir para o palco Eira terá mais uma “prenda”, pois este deixa de existir e ganha nova vertente, ainda por revelar.

Moonshiners atuam no palco Amália e Paus regressam para tocar no novo palco Zeca Afonso. Fotos: DR

Outra “prenda” é o novo palco dedicado a Zeca Afonso, com formato de anfiteatro, que será estreado por The Lemon Lovers, 10 000 Russos, Zeca Medeiro, Peltzer, Slow J, Mirror People, Paus, Linda Martini. O Palco Giacometti mantém-se no local de sempre e recebe Lince, S. Pedro, O Gajo, Monday, Jerónimo, Tomara, quartoquarto e Luís Severo. O Espaço Criança também se mantém inalterado e o antigo armazém volta a receber as atividades para famílias.

Pelo auditório a que Agostinho da Silva passou a emprestar o nome e muitos habitantes continuarão a chamar Casa do Povo da Madalena passam os espetáculos apresentados em parceria com o Festival Materiais Diversos (Minde, Alcanena) – “Sacro”, de Sara Anjo, “UM [unimal]”, de Critina Planas Leitão, e “Filhos do Meio” – e os filmes da parceria com a Festival Curtas em Flagrante (Castelo Branco). Será também local privilegiado de conversas centradas na temática do espaço rural.

O palco Aguardela recebe o DJ Xinobi e o palco MPAGDP recebe Patrícia Costa. Fotos: DR

Conversámos com Luís Ferreira, mais uma cara que se (re)encontra ano após ano, e quisemos saber o que é afinal este “amor de verão” que só se vive em Cem Soldos. Responde que “primeiro, é o amor à camisola de uma aldeia inteira que se mobiliza para fazer um evento desta envergadura” e acrescenta-lhe “o amor do público que anseia por este evento todos os anos”.

Um amor de verão que se torna coisa séria pois “casa a música e a aldeia” e quer assegurar a continuidade da relação com a vontade de se ir reinventando. O surgimento do palco Zeca Afonso faz parte dessa vontade e Luís Ferreira destaca que a sua criação é “mais do que justa” pois “era quase um pecado nosso não o homenagearmos como um dos músicos mais importantes do século XX, que trabalhou a sua cultura e foi um homem de presente”.

Lince e O Gajo estiveram na apresentação e regressam em agosto. Fotos: mediotejo.net

Outra homenagem é a transformação do palco Tarde ao Sol para Amália, que este considera ser “a voz mais internacional da música nacional”, assim como a atribuição do nome de Agostinho da Silva ao auditório de Cem Soldos, na sua opinião “um dos pensadores mais importantes da cultura nacional”. Com tudo isto, o Bons Sons “continua a ser uma plataforma da cultura nacional e é também um momento de inspiração”.

E porque os amores de verão se vão construindo, também o festival se constrói de ano para ano e ajuda a aldeia a crescer. As receitas desta edição contribuirão para o CAAL – Casa Aqui Ao Lado, projeto que Luís Ferreira considera “importante e emblemático” para a vida quotidiana da aldeia.

O edifício anexo à sede do SCOCS, depois de recuperado, receberá residências artísticas e atividades culturais e funcionará como unidade de alojamento turístico.

Apresentação do Bons Sons 2018. Salvador Sobral, João Afondo, Sara Tavares, Dead Combo, Lena d'Água, Mazgani, Selma Uamusse, Xinobi, Conan Osíris, Paus, Linda Martini, Luís Severo, Sean Riley, Norberto Lobo… De 9 a 12 de agosto, em Cem Soldos, Tomar.

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 27 de Abril de 2018

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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