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Sábado, Outubro 16, 2021

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Tomar avança com projeto de salvaguarda das artes e ofícios da Festa dos Tabuleiros (c/áudio)

A Câmara Municipal de Tomar submeteu candidatura ao Programa Tradições, da EDP, apresentando o projeto de Salvaguarda e Revitalização das Artes Tradicionais da Festa dos Tabuleiros. Em reunião de Câmara foi aprovada a minuta de protocolo com a EDP, que servirá a concretização do mesmo, nomeadamente através de ações de formação e workshops com os artesãos envolvidos no saber-fazer associado à Festa tomarense, caso da olaria, cestaria, confeção de flores e rodilhas, e outros.

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O objetivo é partilhar estes saberes e preservá-los para memória futura enquanto identidade de um povo, destacou a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Tomar, Filipa Fernandes.

Áudio | Filipa Fernandes, vereadora da CM Tomar

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O projeto foi apoiado parcialmente, em 50%, e visa promover iniciativas em torno das artes e saber-fazer da Festa dos Tabuleiros, “para partilha destas artes e ofícios e para que não se perca a essência”.

Segundo a EDP, o prémio “irá contribuir para a criação de um acervo digital, que irá ajudar a dar visibilidade ao património da Festa dos Tabuleiros. Neste acervo estarão incluídas todas as categorias patrimoniais associadas à Festa, nomeadamente a olaria, a latoaria, a cestaria, a confeção de flores em papel e a confeção de rodilhas. A par disso, o projeto pretende também recolher testemunhos orais sobre as técnicas de produção de artefactos, contribuindo para a procura de significados e memórias dos objetos”, com vista à passagem intergeracional de testemunho destas artes tradicionais, assegurando a sua continuidade.

O município prevê ainda, no verão, promover na Moagem uma mostra das artes e ofícios e artesãos que integram o projeto, para dar início à Mostra Artesanal da Festa dos Tabuleiros.

“Esta medida está referenciada como medida de salvaguarda junto da DGPC, que muito veio engrandecer e enaltecer a nossa proposta de classificação como Património Nacional”, referiu a vereadora. 

Recorde-se que Tomar entregou na DGPC o dossier de candidatura da Festa dos Tabuleiros a Património Cultural Imaterial (PCI) Nacional, que aliás está desde o verão passado em análise, num processo que foi o culminar após um ano e meio de preparação com inventariação e pesquisa. Esta candidatura conta com trabalho de investigação e aconselhamento do antropólogo André Camponês e é coordenado pela Divisão de Divisão de Turismo e Cultura do Município de Tomar.

O próximo objetivo no horizonte é a candidatura a Património da UNESCO, sendo que um dos requisitos passa por obter reconhecimento enquanto Património Nacional.

Foto: Arlindo Homem

Também está previsto, integrado na candidatura a Património Nacional, a implementação de um Centro Interpretativo da Festa dos Tabuleiros na Casa Vieira Guimarães.

“É um trabalho que temos estado a desenvolver, englobado na candidatura a Património Cultural Imaterial Nacional. Temos estado em contacto com a DGPC porque têm estado a ser pedidas reavaliações de textos feitos pelo município. Acreditamos que esteja na última análise e que esteja para breve a notícia de que a Festa dos Tabuleiros foi classificada como Património Nacional, algo que nos vai engrandecer e que é desejável pelos tomarenses, dando depois continuidade ao processo de podermos solicitar a classificação de Património da UNESCO”, mencionou a vereadora.

Em paralelo decorre o levantamento de conteúdos para o Centro Interpretativo, estando técnicos do Município de Tomar a trabalhar com docentes do Instituto Politécnico de Tomar na produção de conteúdos, por via de uma candidatura financiada.

“Estamos a preparar conteúdos e a definir o que o Centro Interpretativo deve conter, que tipo de informação e que objetos faz sentido estarem presentes. Está previsto que a Casa Vieira Guimarães seja readaptada a esse fim”, concluiu.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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