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Domingo, Setembro 19, 2021

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Tomar | Assembleia Municipal voltou a ter a Tejo Ambiente como tema de debate

A Assembleia Municipal de Tomar reuniu no dia 3 de setembro, para a sua quarta sessão ordinária, a última do presente mandato autárquico. Na sessão, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal António Cartaxo da Fonseca, foram feitos balanços destes quatro anos de mandato e a Tejo Ambiente voltou de novo a ser tema nas intervenções. 

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Antes da Ordem de Trabalhos da sessão, vários deputados pediram o uso da palavra. O deputado António José Dias (CDU), voltou ao tema da empresa Tejo Ambiente, para o assunto “não cair no esquecimento” e feito recordar que, através da informação interna da divisão financeira do município de Tomar que abordava o impacto da transferência de 812.953,37 para a Tejo Ambiente, se aferiu que os desvios foram de 380% em relação ao previsto, ou seja, “havia uma previsão de 700 e tal mil euros de resultados positivos, e afinal foram 2 milhões e 280 mil euros de resultados negativos”, afirmou.

O eleito da CDU pediu um ponto da situação atual da Tejo Ambiente e questionou se já existe um estudo sobre a sua viabilidade económica e se já está encomendada a auditoria externa, feita por empresa credenciada, para se apurar o que realmente falhou – situação aprovada em moção por unanimidade – e qual o ponto de situação.

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António José Dias aproveitou ainda para “relembrar” a situação da instalação da ETAR pelo município de Ourém na freguesia da Sabacheira, que “acabou por ficar com a poluição que não tinha e onde ainda não construíram a rede de saneamento que prometeram”. A Coligação Democrática Unitária vai assim exigir que se cumpram os acordos feitos para a construção da ETAR na freguesia da Sabacheira, no âmbito de um conjunto de investimentos que está previsto para a despoluição do Nabão.

Questionando qual a posição da socialista Anabela Freitas, presidente do município tomarense, sobre os cortes de água em várias localidades de Tomar e o que está a ser feito para evitar esta situação, António José Dias terminou a sua intervenção dizendo que “a Tejo Ambiente está num caminho muito errado, mas ainda há quem pense que está no caminho certo”.

Américo Pereira, presidente da União de Freguesias de Serra e Junceira, pelo Movimento de Cidadãos Independentes do Nordeste, por sua vez, lamentou “profundamente” que vários presidentes de junta não tenham comparecido sistematicamente às reuniões magnas do concelho e criticou ainda os orçamentos participativos municipais por estes serem “mal dimensionados, direcionados e regulamentados”, sendo que muitos deles foram balizados em 100 mil euros e “triplicaram e outros quase quadruplicaram” o seu valor.

Respondendo ao deputado da CDU, relativamente à falta de água, o deputado Américo Pereira referiu que a Tejo Ambiente “funciona muito mal”, mas que as falhas de água em Serra e São Pedro ocorreram devido a avarias, que são “coisas imprevisíveis”.

Maria da Luz Lopes, deputada pelo Bloco de Esquerda, demonstrou ter dúvidas que Tomar tenha mudado para melhor: “não se tornou mais inclusivo, não se tornou mais solidário, não captou novos residentes, não conseguiu mais empresas para trabalhar, não tivemos melhorias na habitação”.

“Nestes quatro anos pouco se fez, é a nossa opinião, e o Bloco de Esquerda vai continuar a lutar pelas coisas que sejam verdadeiramente importantes na vida da comunidade”, disse a deputada bloquista.

Consonante entre todos os intervenientes foram as palavras de agradecimento e de louvor ao trabalho realizado por José Pereira, atual presidente da mesa da Assembleia Municipal, à qual presidiu pela última vez, depois de oito anos no exercício do cargo.

José Pereira, presidente da mesa de Assembleia Municipal. Foto: DR

No que à ordem de trabalhos diz respeito, o primeiro ponto, relativo à Transmissão de propriedade dos terrenos onde se encontra implantada a unidade de Tomar do Centro Hospitalar do Médio Tejo, foi aprovado por unanimidade pelos 29 deputados presentes e aptos a votar.

António José Dias (CDU) congratulou os investimentos efetuados mas inquiriu a presidente do município quanto à abertura de concursos para a admissão de técnicos para trabalharem com os equipamentos e se pode ser dada a garantia de que não vão ser dadas concessões a privados para a utilização desses equipamentos, “como já aconteceu em tempos”.

Em resposta, Anabela Freitas referiu que a Câmara não está em condições de assegurar nada relativamente à questões colocadas pelo deputado da CDU, uma vez que mesmo que sejam lançados concursos, “nada garante que estes não fiquem desertos”, remetendo para a Comissão Municipal de Saúde, que “pode intervir e questionar diretamente o CHMT”.

Transportes Urbanos de Tomar. DR

Relativamente à aquisição de miniautocarros elétricos para os transportes de Tomar (ponto 2), este foi também aprovado por unanimidade.

Por sua vez, o ponto 3, relativo à alteração do plano de pormenor das Avessadas e prorrogação do prazo de vigências das medidas preventivas, foi aprovado com 16 votos a favor, 10 contra e 3 abstenções.

A presidente do município nabantino, Anabela Freitas, tomou a palavra perto do final da sessão, para referir que gostava que a Assembleia Municipal tivesse sido mais interventiva, “nomeadamente naquilo que é o trabalho das várias comissões municipais, que são constituídas no seio da assembleia”, terminando a sua intervenção ao dizer que “Tomar saberá votar e que, independentemente da posição em que aqui estejamos, dia 27 estamos unidos para continuar a defender Tomar”.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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