Tomar | Aprovado protocolo com o INEM para constituição de Posto de Emergência Médica

Reunião de CM de Tomar

O Executivo municipal de Tomar aprovou, esta segunda-feira, 20 de agosto, por unanimidade, a realização de um protocolo a estabelecer com o INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica para a constituição de um Posto de Emergência Médica (PEM).

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A presidente, Anabela Freitas (PS), garantiu, em reunião de Câmara, justificarem-se dois postos de emergência médica em Tomar, dado o número de ocorrências. O protocolo, que será assinado na próxima semana, visa substituir a ambulância do INEM que dentro de dias ficará inoperacional.

Também o PSD considerou “um bom protocolo” com a aquisição da ambulância a rondar os 50 mil euros, mesmo já existindo uma outra ambulância de socorro. Com esta nova ambulância, que deve chegar por época do Natal (devido ao procedimento de contratação pública que demora cerca de três meses), o vereador José Delgado (PSD) questionou se estarão colmatadas todas as necessidades do concelho.

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Anabela Freitas respondeu afirmativamente. Explicou que além da ambulância comprada pelo Município, o concelho possui uma ambulância INEM “muito antiga”, mas atendendo ao número de ocorrências em Tomar, considera justificáveis dois postos de emergência médica.

A presidente lembra sobre a decisão do Governo Central no sentido de todos os concelhos tirem “pelo menos” um PEM. “Há concelhos à nossa volta que o número de ocorrências por mês é igual ao número que Tomar tem numa semana”, notou.

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Anabela Freitas avança a intenção do Executivo: “Vamos a seguir negociar que fique em Tomar a ambulância antiga”, juntando a uma outra ambulância de socorro adquirida há três anos “conseguimos fazer face às nossas ocorrências. Ficamos com uma boa capacidade de resposta, e isso é a missão dos bombeiros: prestar socorro de emergência à população e não o transporte de doentes não urgentes”, vinca.

Por seu lado, a vereadora Célia Bonet (PSD) sugere uma redução de 500 euros ao valor do subsídio trimestral o que implicaria uma redução de dois mil euros anuais. Em contrapartida o INEM ficaria comprometido em formar quatro bombeiros por ano com o curso de tripulante de ambulância de socorro.

Notou que a formação deste curso numa empresa externa “custa em média por formando cerca de 700 euros” ou seja, “ao invés do Município voltar a recorrer a este tipo de formação externamente, esta solução permitiria realizar uma poupança de 200 euros” por cada elemento que se traduz 800 euros anuais, 4800 no final do contrato (seis anos). Para além desta poupança conseguia formar 24 bombeiros” durante esse tempo, entendendo o PSD ser uma “valência importante” duplicando o número de bombeiros com esta certificação.

Anabela Freitas explicou que o problema do corpo de bombeiros de Tomar “não tem a ver com TAS – Tripulantes de Ambulâncias de Socorro, porque em 2016 o Município formou mais 12 bombeiros com TAS. “Quase todos os bombeiros do corpo municipal, que reúnam condições para poder aceder ao curso, possuem a formação”, disse.

Nessa oportunidade deu conta da abertura de um procedimento concursal para a contratação de 14 bombeiros. “Vamos admitir ao quadro mais 14 bombeiros que irão ter essa formação”, disse.

Estas ambulâncias são destinadas à estabilização e transporte de doentes que necessitem de assistência durante o transporte até às unidades de saúde e a sua tripulação é disponibilizada pelos corpos de bombeiros. Dispõe de equipamentos de Suporte Básico de Vida, como por exemplo, o desfibrilhador automático externo, um importante recurso para a assistência a vítimas de paragem cardiorrespiratória. Estas ambulâncias são acionadas como os restantes meios de socorro, através do número europeu de emergência, o 112.

Para melhorar as condições de operacionalidade do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e reforçar a sua capacidade de resposta aos pedidos de ajuda recebidos através do Número Europeu de Emergência – 112, o INEM iniciou em julho de 2017 o processo que permitiu completar a Rede Nacional de Ambulâncias, investindo 850 mil euros para subsidiar a aquisição e o equipamento das Ambulâncias, a que se juntam cerca de 500 mil euros anuais para funcionamento dos 17 novos PEM entretanto criados. O INEM paga ainda um prémio de saída aos Corpos de Bombeiros por cada vez que estas Ambulâncias são acionadas para acudir a situações de emergência médica

A proposta foi aprovada por unanimidade.

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