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Tomar | Antiga escola da Charneca da Peralva será novo ninho de empresas

A antiga escola primária da Charneca da Peralva, freguesia de Paialvo, em Tomar, vai ser reaproveitada num outro conceito, dando lugar a um ninho de empresas no concelho. A autarquia aprovou em sede executivo camarário as normas de atribuição e gestão dos espaços. Em causa estão três espaços para instalação de empresas, podendo em caso de necessidade utilizar-se um quarto espaço de menor dimensão. Cada cedência é feita por 5 anos, que poderão ser renovados consoante avaliação da autarquia. A renda mensal simbólica é de 50 euros e as despesas com água, luz e telecomunicações ficam a cargo das empresas que ocupam o local.

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O espaço será reaproveitado tendo em conta a estrutura do edifício. A autarquia entendeu que seria uma das antigas escolas do concelho que merecia outro tipo de aproveitamento.

“Não só pela qualidade do edifício e do seu estado de conservação, apesar de estar fechado há bastantes anos e ter terminado a sua atividade letiva há bem mais de uma década. Pela sua localização estratégica, muito próxima do nó da Asseiceira, conjugado com outras estratégias achou-se sempre que poderia ser um espaço interessantes para colocar em funcionamento um ninho de empresas”, referiu Hugo Cristóvão, vice-presidente da CM Tomar.

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Segundo a autarquia apareceram empresas interessadas em instalar-se naquele espaço, caso de uma pequena empresa tomarense que está sediada no concelho de Santarém e que mostrou interesse em instalar-se em Tomar.

As instalações permitem a ocupação de três espaços (duas salas de aula no edifício frontal e outro espaço nas traseiras) com hipótese de utilização de um quarto espaço se houver esse interesse, sendo que este último é mais pequeno que os restantes. O prazo de ocupação previsto é de 5 anos.

“São normas muito simples e que pretendem regular, essencialmente, o período em que as empresas podem permanecer ali, a forma de atribuição e a renda muito simbólica de 50 euros mensais, um valor em que tentámos minimamente ter como referência os valores praticados noutros locais. É uma renda que pode ser atrativa para este espaço que pode acolher empresas que se estejam a lançar, ainda mais com a particularidade de ser em espaço rural, com boa acessibilidade”, frisou Hugo Cristóvão.

Foi ainda incluído artigo nas normas, após deteção de falha no documento, que estipula que as despesas a nível de água, luz e telecomunicações sejam assumidas pelas empresas que ocupam o espaço.

A autarquia aprovou em reunião de executivo camarário as normas de atribuição e gestão de espaços do ninho de empresas de Tomar por maioria, com três votos contra do PSD.

O PSD, apesar de congratular o município por este projeto, discordou da aprovação de normas para gestão do ninho de empresas, defendendo que deveria ser aprovado antes um regulamento, que deveria ir a discussão pública e por fim ser aprovado em sede de Assembleia Municipal.

Propôs a oposição retirar o ponto da ordem do dia, para “em conjunto podermos dar os nossos contributos, até porque há situações em relação às normas que deveriam ser revistas”, mas a autarca Anabela Freitas (PS) não acedeu ao pedido.

O PSD lembrou ainda que, desde início de mandato, têm defendido a criação de uma incubadora de empresas como forma de incentivo e apoio ao empreendedorismo no concelho. “Tomar é dos poucos municípios de média dimensão do distrito que não tem qualquer estrutura de apoio à criação de empresas”, disse Luís Ramos, vereador do PSD, que recordou terem sido aprovadas propostas por unanimidade, em reuniões de 11 de junho de 2018 e 13 de maio de 2019, apresentadas pelos vereadores do PSD neste sentido e que não foram implementadas.

Hugo Cristóvão (PS) referiu que o objetivo era “não complicar, até porque se está a falar em apenas três espaços”, entendendo que poderia a utilização e atribuição dos espaços funcionar de acordo com normas à semelhança de outros mecanismos municipais que são regidos neste modelo.

Segundo a autarquia, “podem candidatar-se ao Ninho de Empresas de Tomar todas entidades privadas com fins lucrativos, sob qualquer forma jurídica, ou pessoas singulares, desde que maiores de dezoito anos, individualmente ou em grupo, e que tenham uma ideia de negócio que pretendam concretizar a curto prazo através da criação de uma empresa”.

“No caso da empresa ainda não se encontrar constituída deverá a sua constituição efetuar-se no prazo de três meses. Caso já exerça atividade, só serão aceites as candidaturas desde que esse exercício não seja superior a um ano, a não ser que a empresa esteja sediada em concelho diferente e pretenda transitar para o concelho de Tomar”, adianta a CM Tomar.

As candidaturas podem ser apresentadas através do preenchimento de requerimento dirigido à Presidente da Câmara Municipal de Tomar, por via eletrónica, e preferencialmente após reunião presencial sobre a intenção.

A avaliação e seleção das candidaturas terá em consideração os critérios de “adequação do projeto aos objetivos do Ninho de Empresas; exequibilidade e viabilidade económica do mesmo; relevância económico-social; potencialidade de criação de emprego qualificado; e grau de envolvimento dos candidatos e seu potencial empreendedor”, termina.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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