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Tomar: Anabela Freitas reúne com Ministro da Saúde para pressionar regresso da Medicina Interna

A presidente da Câmara de Tomar, a socialista Anabela Freitas, vai reunir com o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na quarta-feira, 23 de dezembro, com o propósito de debater a questão do regresso da Medicina Interna ao Hospital Nossa Sra. da Graça, em Tomar.

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Uma decisão tomada após uma reunião que envolveu executivos das Juntas de Freguesia, Comissão de Saúde da Assembleia Municipal e o presidente daquele órgão autárquico que teve lugar na tarde desta terça-feira, 15. Já na passada semana, a edilidade tinha anunciado que se pretendia reunir com o Secretário de Estado da Saúde a propósito deste mesmo assunto. Isto logo após ser anunciada a reabertura da Medicina Interna em Torres Novas em janeiro do próximo anos.

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Reunião de 15 de Dezembro

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Uma posição que a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo ( CHMT) –  que agrega os Hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes – não entende uma vez que, argumentam em resposta ao mediotejo.net, no último ano têm sido reforçadas várias valências na Unidade de Tomar. “Tem sido um compromisso deste Conselho de Administração devolver ao CHMT a robustez a e a coerência clínica que permitam o desenvolvimento de uma actividade clínica que corresponda às efectivas necessidades em saúde dos seus cerca de 250 mil utentes e no cabal aproveitamento dos recursos, em cada momento, disponíveis”, responde o CHMT.

O Centro Hospitalar recorda que, no decurso do presente ano, “foram reforçados –  e só na Unidade hospitalar de Tomar –  quer o Hospital de Dia de Oncologia, quer o Hospital de Dia de Diabetes, que adquiriu a valência pediátrica, no esforço em curso de valorização do Centro Hospitalar do Médio Tejo, como um todo”. Acrescentam ainda que foi aberta, na mesma Unidade hospitalar de Tomar, uma enfermaria de internamento cirúrgico com 26 camas e iniciou-se a prática cirúrgica em Ortopedia, contemplando nestas especialidade várias áreas anatómicas. “Também preocupados com as patologias associadas ao aumento dos níveis etários da população foi, na Unidade hospitalar de Tomar, reforçado o programa cirúrgico em cataratas – oftalmologia – procurando-se possibilitar um expressivo aumento da qualidade de vida da população mais idosa”, complementa o CHMT nas respostas enviadas ao mediotejo.net

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Presidentes de Junta manifestaram-se

Para a edilidade tomarense, “é importante a existência de urgências diferenciadas e medicina interna no Hospital de Tomar, sem qualquer prejuízo na prestação de cuidados nas outras unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT)” pelo que, da reunião de terça-feira, saiu “a vontade unânime de partir para o diálogo com a administração do Centro Hospitalar e a tutela, com vista à resolução deste problema que prejudica toda a população destes concelhos”. A autarquia avisa que não coloca de parte “a eventualidade de recorrer a tomadas de posição mais firmes caso não seja possível chegar a um consenso”.

Contactada pelo mediotejo.net, a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS),  refere que nunca foi contra o facto da Medicina Interna reabrir em Torres Novas: “A posição do município de Tomar, sempre foi o de querer, independentemente do equilíbrio das diferentes especialidades, que existisse nas três  unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo (Tomar, Torres Novas e  Abrantes), urgências diferenciadas (médico-cirúrgicas em complementaridade nos termos do despacho do Ministério da Saúde que instituiu a rede de urgências em 2006) e medicina interna”, esclarecem.

No entender da autarquia, “não  existe um verdadeiro Hospital sem urgência, digna desse nome e sem Medicina Interna, onde os doentes possam fazer a sua recuperação em  proximidade, quer aos cuidados de saúde urgentes, quer em relação à sua
área de residência, para serem melhor acompanhados pelas respetivas famílias.”

Questionada a comentar o facto da medicina interna de Tomar não existir desde 2012, com o consentimento da própria autarquia, Anabela Freitas recusa essa posição, realçando que a  informação que foi prestada foi a de que “o início deste ano, fruto do plano de contingência da gripe, haviam sido criadas algumas camas em  Tomar que funcionaram como “medicina Interna” e de forma “provisória”, face às necessidades dos utentes e ao natural funcionamento em pleno dos blocos operatórios.

“Nem o município de Tomar, com tomadas de posição públicas nos seus  diferentes órgãos (Câmara e Assembleia) e muito especialmente a sua atual presidente, aceitaram ou desistiram de voltar a ter em Tomar uma urgência  digna desse nome ou o serviço de medicina interna, espinha dorsal de  qualquer unidade hospitalar, não tendo em nenhum momento concordado, quer com a concentração dos serviço de urgência médico-cirúrgica em Abrantes, quer com o encerramento da Medicina Interna em Torres Novas e em Tomar”, vincou.

Questionada sobre o facto de tomarem esta posição pública logo depois de terem sido anunciada a abertura de 26 camas em Torres Novas, a Câmara de Tomar recusa a ideia de que tal se deve devido a uma questão de “umbigos” mas sim de querer,  independentemente do equilíbrio das diferentes especialidades, que existisse nas três unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, “um  Hospital onde os doentes possam fazer a sua recuperação em proximidade, quer aos cuidados de saúde urgentes, quer em relação à sua área de residência, para serem melhor acompanhados pelas respectivas famílias”, pode ler-se na resposta enviada por email ao mediotejo.net.

Na missiva, pode ainda ler-se que “o município de Tomar, com tomadas de posição públicas nos seus diferentes órgãos (Câmara e Assembleia) e muito especialmente a sua atual presidente, aceitaram ou desistiram de voltar a ter em Tomar uma urgência digna desse nome ou o serviço de medicina interna, espinha dorsal de qualquer unidade hospitalar, não tendo em nenhum momento concordado, quer com a concentração dos serviço de urgência médico-cirúrgica em Abrantes, quer com o encerramento da Medicina Interna em Torres Novas e em Tomar”, sublinham ao mediotejo.net.

A autarca refere, em jeito de conclusão, que em momento algum pretendem os autarcas de Tomar que haja qualquer prejuízo na prestação do serviço público de cuidados Hospitalares no Médio Tejo, não estando assim contra qualquer reabertura de Medicina Interna na unidade de Torres Novas.

O que pretendem, sublinham,  é que “os seus cidadãos sejam melhor servidos e não obrigados eles e as suas famílias a  deslocações penosas de dezenas de quilómetros, quando havendo unidade  hospitalar em Tomar, esses serviços podiam ser prestados com maior  proximidade”, quer às populações do concelho de Tomar, quer às dos concelhos de Ferreira do Zêzere e Ourém.

Em relação às criticas de que tem sido alvo, o Conselho de Administração do CHMT respondeu ao mediotejo.net que prefere não tecer comentários. “Pelo respeito que nutre à Instituição Câmara Municipal de Tomar e a todos os utentes do mesmo concelho, que são parte dos 250 mil utentes que este Centro Hospitalar serve, não comentará em público as afirmações em diversos momentos proferidas pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Tomar e a propósito da abertura de uma enfermaria de medicina interna na Unidade hospitalar de Torres Novas”, pode ler-se na resposta enviada ao nosso jornal.

 

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.
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