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Tomar: “Amigos do Aqueduto” escrevem ao Ministro em defesa do monumento

O Grupo dos “Amigos do Aqueduto do Convento de Cristo” enviou na passada semana uma carta ao Ministro da Cultura sobre Aqueduto do Convento de Cristo em Tomar, onde transmitem as conclusões do colóquio, organizado por este mesmo grupo, subordinado ao tema “Aqueduto do Convento de Cristo – Legado e Desafios”, Esta acção foi integrada no programa oficial das comemorações do Dia da Cidade de Tomar, realizada a 5 de março, na Quinta dos Pegões, Carregueiros – Tomar.

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Grupo de “Amigos do Aqueduto do Convento de Cristo” escreveu ao Ministro da Cultura

No documento enviado ao Ministro apelam para “a urgente tomada de medidas em defesa e preservação” daquele monumento que integra o conjunto monástico do Convento de Cristo – Património Mundial da Humanidade e dele é parte absolutamente indissociável.

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“O Aqueduto do Convento de Cristo, em Tomar (também conhecido Aqueduto dos Pegões) é uma obra de engenharia hidráulica genial e exemplar, construída entre os finais do Séc. XVI e XVII, para abastecer o Convento de Cristo com água potável. A solução encontrada pelo monarca Filipe I e pelo seu arquitecto, o italiano Filipe Terzi, foi a construção desta imponente obra que, rompendo montes e transpondo vales, com mais de 6 quilómetros de extensão, se destinou à captação da água de quatro nascentes, através de mera força gravitacional, com chegada ao extremo nordeste da cerca conventual que marca a entrada do Aqueduto no Convento de Cristo, na Casa de água e tanque da Cadeira d’El Rei”, salientam na missiva.

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Ministro da Cultura esteve no Convento de Cristo na passada semana

Os Amigos do Aqueduto consideram que, para além da preservação da vida conventual e das suas múltiplas atividades, o Aqueduto do Convento de Cristo “constitui uma obra de arte monumental, com particular destaque para o troço que atravessa o denominado Vale dos Pegões, com 612 metros de extensão e onde a sua arcaria dupla atinge uma altura de cerca de 30 metros”. A jusante da imponente arcada, a casa de decantação e fresco representa um marco em todo o conjunto, quer pela sua localização e pelos traços renascentistas que apresenta, tanto no interior como no exterior.

“Não obstante o que sumariamente antes se expôs, inexplicavelmente, o Aqueduto não foi considerado parte integrante do Conjunto Monástico do Convento de Cristo de Tomar para efeitos da Classificação como Património Mundial da Humanidade, atribuída pela UNESCO, em 1983”, lamentam.

Para os signatários, a exclusão do Aqueduto do Convento de Cristo daquele âmbito da classificação, viria a impedi-lo de obter o status e reconhecimento oficial indispensáveis à sua conservação e salvaguarda, “sem esquecer as inerentes vantagens para o desenvolvimento turístico, económico e cultural desta região e do país”.

Recordam que no ano 2000, o Ministério da Cultura, através do então designado Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), anunciou no seu Livro “2000-2006 Património – Balanço e Perspectivas”, um criterioso programa de ações a desenvolver no Convento de Cristo, incluindo, especificamente, o seu Aqueduto. Lembremos, então: Restauro do Aqueduto e dos Sistemas Hidráulicos – 1.ª Fase – 2000/2002. Restauro do Aqueduto e dos Sistemas hidráulicos do Convento de Cristo.

“O Sistema hidráulico do Convento de Cristo é, no seu conjunto, uma das peças distintivas da arquitetura do edifício, com reflexo, aliás, na sua manutenção ao longo dos tempos. Do mesmo modo, o Aqueduto dos Pegões constitui uma das peças mais marcantes da paisagem tomarense e limítrofe, merecendo incontestavelmente, um trabalho gradual e realista, de valorização”, consideram.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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