Terça-feira, Março 2, 2021
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Tomar | Alunos com computadores, internet e vales de compras para refeições no ensino à distância

Em Tomar está tudo a postos para o arranque de mais uma fase de ensino à distância, com os computadores portáteis a voltar a ser distribuídos por empréstimo aos alunos do concelho, sendo essa distribuição feita e gerida por cada Agrupamento de Escolas, uma vez que são os responsáveis pelos equipamentos cedidos e adquiridos pelo Município de Tomar desde o primeiro confinamento em março de 2020. Também no que toca à internet existem 200 dispositivos de internet móvel 4G disponibilizados para que os Agrupamentos possam ceder aos alunos com maior dificuldade de acesso em zonas de fraca cobertura. No que toca às refeições, vão continuar a ser distribuídas em regime take away ou ao domicílio quando assim se justifique no perímetro urbano. Novidade é o novo modelo de atribuição de vales de compras para comparticipação das refeições escolares para os alunos residentes nas restantes 10 freguesias em espaço rural.

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Cada agrupamento escolar faz “a triagem das maiores necessidades, até porque haverá situações em que até um smartphone poderá ser suficiente para entrega de trabalhos ou outras situações”, começa por dar conta o vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão.

Vereador com o pelouro da Educação, Hugo Cristóvão explicou que os equipamentos informáticos já começaram a ser preparados e atribuídos durante esta semana.

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“Na primeira fase da pandemia adquirimos e disponibilizámos aos dois agrupamentos escolares do concelho cerca de 230 portáteis e tablets e 200 dispositivos de internet móvel (pen usb)”, refere o vereador, dando conta de que as situações são diversas, havendo casos em que falta apenas acesso à internet, outros em que os computadores não servem para as exigências em termos de acesso a plataformas ou casos onde tudo acaba por ser necessário.

Hugo Cristóvão deu ainda conta de que chegarão mais cerca de 410 tablets com teclado, por via de uma candidatura feita pelo município. Esses equipamentos irão ser distribuídos pelos agrupamentos enquanto reforço. ” Em termos totais teremos cerca de 640 equipamentos informáticos distribuídos entre os dois agrupamentos escolares”, contabiliza.

“Estes computadores não são para ficar propriedade dos alunos. São propriedade municipal, que está entregue aos agrupamentos escolares para gestão e, nesta fase, são distribuídos e depois têm de ser devolvidos para uso nas escolas. É diferente dos computadores que o Ministério da Educação está a ceder aos alunos, esses sim são para ficar propriedade desses alunos”, esclarece, indicando que ainda surgem algumas dúvidas sobre esta forma de empréstimo dos equipamentos, pertença do município, mas cedidos às escolas para o seu normal funcionamento e, no caso, para apoio no ensino online à distância.

Foto: DR

Segundo Hugo Cristóvão a totalidade dos equipamentos cedidos pela autarquia são atribuídos aos alunos, pois tal verificou-se durante a preparação da nova fase de ensino à distância, que volta a ser realidade no dia 8 de fevereiro.

“Sabemos que há mais alunos a precisar, e é nesse sentido também que reforçamos com a aquisição de mais equipamentos, mas também com intuito de melhor apetrechar as escolas. Temos cerca de 4 mil alunos no concelho, e os alunos que não têm capacidade de acesso ao ensino online são mais dos que conseguimos dar resposta”, assume.

Tal, segundo o vereador, depende de vários contextos e fatores, desde o caso de existirem vários alunos de diferentes níveis de ensino na mesma família que necessitam de equipamentos independentes/individuais, naturalmente precisam de mais equipamento. “Isso também é uma gestão que a própria família tem de fazer. E também é verdade que haverá quem os solicite quando, na verdade, não precisará assim tanto e poderia facilitar uma distribuição mais fácil para quem mais precise. Mas é claro que a escola não consegue apurar isso ao detalhe. Os alunos que são subsidiados, por exemplo, têm prioridade, tendo algum computador em casa ou não”, diz.

No que toca à cobertura da rede de internet, Hugo Cristóvão assume que será um pouco pior “onde não chega fibra ótica, nomeadamente nas freguesias mais afastadas do centro da cidade e as que estão mais na zona da albufeira de Castelo de Bode, é onde as ligações são um pouco piores”.

Tal, refere, tem a ver com as “ligações mais deficientes” e não com a carência dos alunos, mas é algo que as operadoras têm vindo a melhorar e têm projetos para reforço da colocação de antenas. “Mas há de facto algumas zonas que têm ainda ligações mais fracas, e a verdade é que há muito mais pessoas em casa e a estar online em simultâneo, e há muitas pessoas que vieram de outros pontos do país e que têm ficado aqui no concelho em teletrabalho, o que creio que venha também sobrecarregar a cobertura”, alega.

Novo modelo de distribuição de refeições escolares inclui atribuição de vales de compras em supermercados nas freguesias rurais

Vão ser distribuídos aos alunos das 10 freguesias rurais vales de compras que variam entre 50 a 25 euros conforme o escalão de ação social. As compras devem ser feitas nos supermercados aderentes em cada freguesia e mediante listagem de produtos viáveis. Fonte: CM Tomar

Esta é a novidade nesta segunda fase de ensino à distância durante a pandemia de covid-19. Já no primeiro confinamento o Município de Tomar assumiu, de forma pioneira, a logística com apoio de algumas freguesias para fazer entrega ao domicílio de refeições a alunos carenciados, além da disponibilização em regime de take away em duas escolas da cidade.

Acontece que agora há mais alunos, com inclusão do escalão B, e há maior dificuldade em ter recursos humanos disponíveis para o processo, que “requer uma grande logística e um esforço muito grande, com centenas de quilómetros percorridos por dia para entrega das refeições nas freguesias rurais”, tornando inviável o modelo até agora praticado. A situação com a escassez de recursos humanos nas escolas tem-se verificado nomeadamente por questões de isolamento profilático, baixas médicas ou apoio a familiares, que têm tornado difícil a disponibilização mais robusta de assistentes operacionais e funcionários.

“Nos últimos 15 dias definimos um modelo que vamos iniciar a partir do dia 8 de fevereiro, sendo um modelo misto. Na cidade, com a freguesia urbana, vamos manter o modelo de confeção na cantina das escolas, e os alunos do perímetro urbano ou os seus familiares poderão ir levantar. No caso de estarem mais afastados, será entregue ou pela junta urbana ou pelos serviços municipais”, explica Hugo Cristóvão, também responsável pelos recursos humanos da autarquia.

Nesta situação contabilizam-se cerca de 160 alunos apoiados diariamente, mas o número total poderá chegar aos 500 alunos, segundo cálculo da autarquia.

Já nas restantes 10 freguesias rurais, inicia-se um novo modelo. “Vamos entregar um vale de compras nos supermercados e minimercados aderentes dessas freguesias, e onde as famílias poderão adquirir produtos para confecionarem elas próprias a refeição nas suas casas”, menciona.

Estão definidos os produtos que não podem ser adquiridos com os vales de compras na comparticipação de refeição escolar durante o ensino à distância. Fonte: CM Tomar

Trata-se de vales no valor de 50 euros para os alunos de escalão A e 25 euros para os alunos de escalão B, válidos para a quinzena, havendo uma lista de alimentos e produtos que não podem ser adquiridos com este vale (ver imagem acima).

A autarquia refere que “a cada quinzena, dependendo do evoluir da situação o processo será revisto ou renovado”. Para já, esta medida abrange cerca de 252 alunos de escalão A e 214 alunos de escalão B.

Hugo Cristóvão refere que a atribuição destes vales representa alguma poupança e rentabilização de recursos nesta fase, quer para o município quer para as freguesias envolvidas. “Os recursos humanos, que são escassos, acabam por poder estar canalizados para as suas várias tarefas de dia-a-dia, que nesta fase são muitas”, diz.

Acontece que este novo modelo de comparticipação das refeições escolares acaba por ser um sistema com várias linhas de apoio, uma vez que apoia não só os alunos mas também as suas famílias e também o comércio local nas freguesias.

“Muitas vezes percebíamos que estas refeições escolares acabam por ser, para muitos destes alunos, as principais do dia. E percebemos que, muitas vezes essas refeições acabavam a ser partilhadas com outros elementos do agregado familiar. Portanto, com este valor que é superior ao da refeição escolar que o aluno sem qualquer apoio paga, na ordem dos 2,40 euros. O valor atribuído nos vales é superior na lógica de que possa haver ganho de escala para compra de bens essenciais para confecionar refeições para todo o agregado e não apenas para a criança que tinha direito à refeição. É um apoio mais alargado às famílias e acaba por ser um apoio às empresas do espaço rural, minimercados e supermercados”, conclui.

Locais aderentes para utilização dos vales de compras nas freguesias (a lista poderá vir a ter outros espaços adicionados):

Além da Ribeira Pedreira
Supermercado dos Vales – Vales
Supermercado Chambel & Silva – Pedreira
Asseiceira
Supermercado Frouco – Linhaceira
Minimercado Moço – Asseiceira
Carregueiros
Mercearia D’Aldeia – Carregueiros
Casais e Alviobeira
Alvio.Super – Alviobeira
Bombas de combustível – Azeites de Alviobeira
Madalena e Beselga
Lojinha da Aldeia – Cem Soldos
Minimercado de Mónica Dias – Cem Soldos
Frutas & Legumes, César Domingos – Porto da Lage
Casa Ferreiritas, Lda – Carvalhal Grande
Café Mercearia Azinheira – Vale do Calvo
M.F Lopes e Sousa (Vina) – Porto Mendo
Olalhas
Minimercado Fernando Henriques – Olalhas
Mercearia O Desenrasca – Vendas do Rijo
Minimercado Graças&Chalaças – Montes
Paialvo
Supermercado Natália Ferreira – Vila Nova
Supermercado O Carlos – Paialvo
Supermercado Bela Vista – Charneca da Peralva
Supermercado L & C – Charneca da Peralva
Supermercado Odete Atalaia – Paialvo
S. Pedro de Tomar
Minimercado 190 – Bemposta
Sabacheira
Minimercado O Santo – Monchite
Café Central (Casa das Tripas) – Suimo

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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