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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Tomar | Altice vai levar fibra ótica a mais de 85% do concelho até final do ano

Decorreu na quarta-feira, dia 14 de abril, a assinatura de protocolo de cooperação entre a Altice Portugal e o Município de Tomar, com vista à expansão da cobertura de rede de fibra ótica por todo o concelho. Segundo a Altice, o compromisso firmado é que até final de 2021 se alcance mais de 85% das habitações do concelho com esta expansão da infraestrutura.  Anabela Freitas, presidente da CM Tomar, referiu que nos dias que correm a infraestrutura tecnológica passou a ser uma infraestrutura básica para assegurar qualidade de vida à população, e por isso deixou o desafio para que a empresa possa, em 2022, alcançar a meta dos 100% de cobertura no concelho.

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Em vista estão também projetos de transição digital, a serem trabalhados a nível intermunicipal com as Comunidades Intermunicipais do Médio Tejo, Lezíria e Oeste, no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio, do Plano de Recuperação e Resiliência e da iniciativa REACT-EU.

A Altice Portugal ingressou num périplo a vários pontos do país, tendo visitado no distrito de Santarém os concelhos de Tomar e Vila Nova da Barquinha, depois de ter estado em Castelo Branco. A empresa veio anunciar um conjunto de novos investimentos que vêm reforçar as infraestruturas digitais e tecnológicas nomeadamente no interior do país.

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“Levar as novas tecnologias a todo o território é fundamental para aumentar a inclusão digital, o acesso a serviços avançados, e o desenvolvimento social, algo que se revelou ainda mais premente no contexto atual”, defende a empresa.

A estratégia da Altice Portugal é continuar a investir na expansão da rede de fibra ótica no concelho de Tomar, de forma a aumentar a área de cobertura deste território, e daí surge a assinatura de um protocolo entre a Altice Portugal e o Município de Tomar, visando o estabelecimento de uma relação de cooperação entre as duas entidades tendo por objetivo a expansão da rede de fibra ótica e a utilização recíproca das condutas que lhes pertençam.

Anabela Freitas, presidente da Câmara de Tomar, sublinhou durante a sessão que os presidentes de junta – também presentes na sessão a par do presidente da Assembleia Municipal, vereadores da CM Tomar e representantes de diversas entidades e forças de segurança – têm reivindicado a necessidade de a fibra ótica chegar aos territórios das freguesias, essencialmente em espaço rural.

Foto: mediotejo.net

“Em pleno século XXI, temos de pugnar para ter a 100% aquilo que são as infraestruturas tecnológicas. Se há cerca de um ano estamos a viver tempos diferentes, estes tempos também nos trouxeram novas aprendizagens, nomeadamente de que é possível estar, por exemplo, na Albufeira de Castelo de Bode a trabalhar para o mundo. Mas para isso é necessário existirem infraestruturas tecnológicas”, refere.

Anabela Freitas sublinhou que “este protocolo é muito importante, para dotar os fogos habitacionais do concelho de uma cobertura de 85% até ao final do ano 2021. A nossa ambição é dotar o concelho com uma cobertura de 100% até ao final de 2022. O segundo desafio que lanço [à Altice Portugal] é que possamos trabalhar no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência e do próximo quadro comunitário de apoio, onde a transição digital se assume como um processo muito importante de forma a tornar o território mais competitivo, mais atrativo, e não só atrair, mas também ajudar a reter talento”.

Em declarações ao mediotejo.net, a presidente de Câmara frisa que “as infraestruturas básicas têm que incluir a infraestrutura tecnológica, e se nos queremos assumir enquanto um concelho que faz parte de uma região competitiva na atração de pessoas mas também de empresas”.

A autarca confirmou que durante a pandemia se acentuou a necessidade de reforço da infraestrutura tecnológica, uma vez que as famílias optaram por ficar no concelho em teletrabalho e com ensino à distância a decorrer, o que fez com que a infraestrutura se revelasse insuficiente para a procura.

“Hoje em dia, a partir de qualquer ponto do concelho de Tomar pode-se trabalhar para o mundo. Mas para isso é necessário que existam infraestruturas. Já temos vindo a negociar há vários meses com a Altice processos que estavam em curso e que a pandemia abrandou. Chegámos agora a bom porto, e é importante pois para reter as pessoas temos de ter condições para lhes oferecer”, nota.

Foto: mediotejo.net

Também presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Anabela Freitas reconhece que ainda há um longo caminho pela frente para posicionar todos os 13 concelhos integrantes na estratégia desejada, estimulando a fixação de população e aumentando a qualidade de vida através da oferta de melhores condições para a competitividade, atratividade e dinamismo empresarial no território muito assentes na transição digital.

“Estamos a construir uma estratégia em duas fases, diretamente à CCDR Centro e outra na sub-região que estamos a criar com as Comunidades Intermunicipais da Lezíria e do Oeste, e um dos eixos estratégicos já definido e acordado entre as entidades é o da transição digital, e por isso necessitamos da infraestrutura. É um eixo em que vamos apresentar um conjunto de projetos para que o que está a acontecer hoje em Tomar seja estendido a todos os concelhos da CIM do Médio Tejo e das outras Comunidades Intermunicipais com quem estamos a trabalhar”, referiu, mencionando que o objetivo incontornável é tornar o território mais competitivo a diversos níveis.

Vídeo | Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo

Por sua vez, o CEO da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, anunciou o investimento de reforço da rede de fibra ótica que “chegará a mais de 40 mil pessoas”. O compromisso assumido é de “até final do ano levar a fibra ótica a mais de 85% de agregados familiares de Tomar”.

“É um primeiro passo, mas é importante, sabemos que a fibra ótica hoje é fundamental. Foi graças a isso que foi possível irmos para casa, em confinamento, para trabalhar, estudar, consumir conteúdos, comunicar, cumprindo os confinamentos com sucesso. Em grande parte foi devido à robustez das ligações de fibra ótica e banda larga que temos vindo a levar ao território”, frisa o responsável.

“Queremos acreditar que investir nas redes de fibra ótica de nova geração é decisivo no caminho da modernidade, do progresso, para continuar mais investimento, o que significa criar postos de trabalho, reter população e o talento, fruto do trabalho das instituições de ensino superior do país. Temos a obrigação de os reter e de garantir que têm a possibilidade de desenvolver o seu projeto de vida, o seu projeto empresarial e familiar na terra onde nasceram. Para isso é fundamental que as infraestruturas tecnológicas proliferem”, notou.

Foto: mediotejo.net

O investimento tem como premissa “a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, todos os portugueses, onde quer que vivam”, reconhecendo Alexandre Fonseca que “a conetividade e a literacia digital são fatores decisivos, e é isso que as redes de fibra ótica e as redes móveis asseguram, sendo que as redes móveis em Tomar chegam a mais de 99% da população, em particular o 4G”.

O CEO da Altice Portugal releva o facto de este ser um “investimento voluntário, privado, sem subsídios ou financiamentos” e que se trata de “um investimento que se substitui muitas vezes ao investimento social que o Estado deveria fazer nestas regiões”.

Os novos paradigmas da economia global precisam das “autoestradas de informação”, assentes na via digital, que “garantem às gerações do futuro a competitividade do país, a coesão territorial e a possibilidade de desenvolver projetos na nossa terra natal”.

Vídeo | Alexandre Fonseca, CEO/Presidente Executivo da Altice Portugal

A Altice Portugal esteve na região do Médio Tejo esta quarta-feira, dia 14 de abril, anunciando investimentos em tecnologia de última geração com expansão das infraestruturas fixas. O objetivo é o “aumento da inclusão tecnológica e digital” tendo sido protocolado nesta senda um reforço e expansão da rede de fibra ótica até ao final de 2021 de 85% em Tomar e de 90% em Vila Nova da Barquinha.

A empresa refere que atualmente são já mais de 5,6 milhões de habitações e empresas que têm cobertura da maior rede de fibra ótica do país num investimento de mais de 500 milhões de euros por ano que a Altice faz em Portugal, que assenta numa lógica de “serviço público” com “investimento voluntário, autónomo, e proveniente de capitais totalmente privados”, assumindo-se a Altice como “parceiro dos municípios portugueses” com intuito de os “dotar de tecnologia de última geração e de rede móvel de excelência”.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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