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Domingo, Julho 25, 2021

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Tomar: “A nossa leitura é que há mão humana por trás de tantos incêndios”

Os Bombeiros de Tomar não têm tido descanso. Desde o dia 25 de julho que se contam pelo menos 30 ocorrências no concelho com mais proeminência nas freguesias de Asseiceira, São Pedro e Paialvo. Até ao momento, todos deflagraram em área de mato rural e longe das habitações mas pelo menos uma fábrica, no lugar do Grou, Asseiceira, foi afetada com o sinistro.

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Alguns dos incêndios têm início de madrugada — como aquele que deflagrou no dia 10 de agosto, no Falagueiro às 05h31, ou o que deflagrou nas Curvaceiras, no dia 7, pelas 02h45 — o que leva o Comandante da Corporação de Tomar a fazer “a leitura” de que há mão humana por detrás destes incêndios.

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Carlos Gonçalves considera que há mão criminosa por detrás de tantos incêndios. Foto: mediotejo.net

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Carlos Gonçalves, que lidera esta corporação há um ano meio, disse ao mediotejo.net que “este verão os incêndios começaram mais tarde por causa de uma Primavera chuvosa que acabou por manter os combustíveis com bastante humidade e daí que os primeiros focos de incêndio foram poucos ativos” mas que, principalmente desde o final da passada semana, começou a haver um número muito elevado de ignições no concelho, mais concretamente nas freguesias de São Pedro, Asseiceira e Paialvo.

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Incêndio em Valdonas, Tomar, no dia 6 de agosto. Foto: Beatriz Schulz

“Há uma área geográfica que confina com estas três freguesias e que regista um maior número de incêndios, Ontem (10 de agosto) foi o dia em que ocorreram mais incêndios em simultâneo, num total de cinco ocorrências. As situações acabaram por ser resolvidas com alguma rapidez embora o incêndio que se deu junto ao Grou, Asseiceira, tenha afectado uma empresa de fornecimento de betão que acabou por ficar afectada no abastecimento de energia eléctrica, causando algum constrangimento ao normal funcionamento de incêndio”, relatou.

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Incêndio na Charneca da Peralva foi o que mobilizou mais meios Foto: Joana D’Ornellas

Carlos Gonçalves – que comandou os Bombeiros de Vila Nova da Barquinha durante 23 anos – diz que praticamente todos os dias têm havido incêndios e alguns deles acontecem durante a noite. “Aqui tudo se conjuga para que haja mão humana por detrás disto, para que ocorram tantas ignições neste espaço geográfico, muitas delas durante o período da noite”, opina. Durante o dia, também há uma proximidade de horas relativamente às ignições. “Há aqui alguma leitura que possamos associar a uma situação intencional de alguém em provocar incêndios”, atesta.

Em relação aos meios que se deslocam para o Teatro de Operações, a vida fica mais facilitada porque, hoje em dia, são sempre deslocados meios de, no mínimo, três corpos de bombeiros e um meio aéreo. Na altura em que decorria esta conversa, não havia incêndios em Tomar mas os bombeiros de Tomar estavam a combater um incêndio no Cercal, em Ourém.

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Incêndio na Charneca da Peralva visto da A13. Fotos: D.R.

De todos os incêndios a que já ocorreram o que mobilizou mais meios foi o que teve lugar na Charneca da Peralva, na freguesia da Paialvo, no dia 9 de Agosto. O sinistro começou pelas 17h44 e só foi dado como extinto pelas 05h26 da madrugada, mobilizando 180 bombeiros e três meios aéreos. “Pela minha ideia terão ardido 20 hectares neste incêndio da Charneca da Peralva”, refere.

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Terão ardido 20 hectares na freguesia de Paialvo. Foto: Sérgio Nabeiro

Os Bombeiros de Tomar são constituídos por 35 bombeiros municipais e com os restantes voluntários somam um total de 78 efectivos. Carlos Gonçalves refere que, como os incêndios não se prolongam por muito tempo, os bombeiros têm conseguido descansar. “Ainda não atingimos o ponto de exaustão dos meios humanos”, refere. Em relação às viaturas de combate a incêndios, o comandante explica que estão a aguardar financiamento comunitário para as mesmas possam vir a ser substituídas.

As altas temperaturas não facilitam a vida aos bombeiros pelo que Carlos Gonçalves apela a todos para que ponham a mão na consciência. “O ideal era que não fizessem esta maldade de pegar fogo. É uma atitude que em nada beneficia ninguém”.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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