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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Tomar | À Mesa com Luís Ferreira no Bons Sons (c/ fotos e vídeo)

Convidámos Luís Ferreira para se sentar connosco à mesa durante o Bons Sons, que decorre entre 9 e 12 de agosto na aldeia de Cem Soldos. A conversa teve como entrada a mini-atuação de Salvador Sobral atrás do palco Lopes-Graça e como sobremesa os concertos de outros artistas do primeiro dia como Lince, Jerónimo, Selma Uamusse ou Slow J. Não podemos partilhar o petisco de meio da tarde, mas partilhamos a conversa e alguns momentos deste festival de referência nacional construído por mãos locais.

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O arranque do Bons Sons deu-nos o motivo ideal para nos sentarmos à mesa com Luís Ferreira, a cara mais visível do festival criado em 2006, inicialmente com formato bienal e que desde 2014 leva, anualmente, milhares de festivaleiros a Cem Soldos no mês de agosto. Esta é uma cara entre as dos outros habitantes da aldeia que participam de forma ativa na preparação desta iniciativa e das restantes organizadas pelo SCOCS – Sport Club Operário de Cem Soldos ao longo do ano.

O Bons Sons de 2018 é o primeiro em que Luís Ferreira não está à frente do SCOCS, cuja direção se encontra agora nas mãos de Jorge Silva. A ligação ao evento que ajudou a nascer mantém-se forte e revela que as “dores de parto” se sentem todos os anos enquanto se prepara um festival de música portuguesa que foi muito além das fronteiras locais. No final, “vale a pena” e a vontade de fazer algo genuíno mantém-se oito edições, 278 concertos e 238.500 visitantes depois.

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Luís Ferreira durante a entrevista. Foto: mediotejo.net

As novidades de cada ano não deturpam o sabor original que se mistura com os servidos nos cerca de 20 espaços e equipamentos de restauração presentes na aldeia por estes dias em que se pode comer pratos “de faca e garfo” ao pão com chouriço, passando pelo porco no espeto e os caracóis. Luís Ferreira escolheu um deles e foi na esplanada do “Quintal do Largo” que conversámos acompanhados por pataniscas de vegetais e salada de broa com tomate e pepino.

A cerveja na caneca de plástico do Bons Sons não podia faltar, claro, e quem repetir a dose ao longo dos dias, este ano não tem que se preocupar com a precisão dos trocos uma vez que se adotou o sistema cashless. O plafond com que se carrega o chip da pulseira do festival é definido por cada festivaleiro e basta apresentá-la para efetuar os pagamentos dentro da aldeia onde Luís Ferreira provou os primeiros sabores.

Quais são os primeiros sabores de Cem Soldos de que te recordas?

Os primeiros sabores eu não sei, não os tenho assim tão claro na minha cabeça. Lembro-me de alguns pratos que eu como hoje, mas lembro-me da minha mãe fazer caldo de farinha e eu adorava. Era um dos petiscos, doces lanches que eu lembro-me da minha mãe fazer muito bem. Recordo-me muito bem dos doces de bolacha. Era tudo doces. Eu era muito guloso.

E continuas a ser?

Sim, mas não tão especialmente. A minha vizinha também fazia um bolo, pão de ló, e sumo com maracujás naturais… Lembro-me mais desses lanches, desses momentos e não tanto dos petiscos. Claro que tenho recordações da comida que a minha mãe fazia, a comida da mãe, mas não são necessariamente os primeiros sabores, até porque o que eu mais gosto agora não é necessariamente aquilo que eu comia naquela altura.

Mini-concerto de Salvador Sobral para a imprensa atrás do palco Lopes-Graça. Vídeo: mediotejo.net

Gosto de tudo o que é ligado… o Cozido à Portuguesa, as moelas e mais não sei o quê. É o que gosto bastante e a minha mãe faz bem. Até porque o que estamos a comer agora foi feito por ela (ri-se). Pronto, não tenho assim um sabor, é muito difícil escolher o que quer que seja.

Ou seja, alguns dos teus sabores de infância são sabores que vão ser servidos durante o Bons Sons pois o festival tem esta particularidade de alguns pátios locais se transformarem em espaços de restauração com cozinhados dos habitantes. Estando tu, neste momento, em Ílhavo, regressar para o Bons Sons é também regressar para os sabores da aldeia.

Sem dúvida. Uma das coisas que tentamos mostrar aqui é a aldeia de hoje, o presente, aquilo que queremos identificar como especial para nós. É uma questão de partilha. Isto é nosso e estamos a partilhar com os outros. Aqui, literalmente, é porque a minha mãe é uma das cozinheiras. Não na vida real, mas aqui, na vida mágica do Bons Sons.

E são pessoas que… pelos campos de férias, as colónias, tudo aquilo que fazíamos em miúdos, são aquelas pessoas que nos habituámos muito a ver nestes papéis. É a comida das mães e não necessariamente da nossa mãe, pegando naquela ideia da loba que toma conta de vários. Portanto, eu conheço a comida de muita gente. São, para mim, os sabores de Cem Soldos e tanto gosto das saladas mais veraneantes, como dos tachos do inverno.

Partilhámos a mesa com Luís Ferreira no “Quintal do Largo”. Foto: mediotejo.net

Falando em miúdos, em Cem Soldos existe a ligação entre as gerações mais velhas e as mais novas. Vê-se habitantes de todas as idades, mas há aqui uma camada muito jovem que, inclusivamente, não é muito comum encontrar noutras aldeias. Isto é algo único daqui?

Se é único eu não sei, mas aqui aquela ideia de que quando tens 18 anos é que te lembras de ir à vida ativa não existe. Isto é uma escola, tens que estar no meio disto, tens que cheirar isto, saborear isto desde muito miúdo. Na Festa de Cem Soldos já ajudava a minha mãe na cozinha e cortava os tomates. Era miúdo. Depois vais fazendo outras coisas, vais crescendo e adquirindo outras funções. Vais experimentando e vais-te desafiando.

Hoje em dia, os miúdos não fazem trabalhos manuais, não têm destreza, e aqui vês claramente eles a ganharem capacidades… O nosso projeto é um projeto de capacitação, de iniciativa, deles testarem coisas, de cortarem… de usarem várias ferramentas. “Abebezámos” toda a gente e retirámos o perigo ou a gestão do perigo das crianças e o Bons Sons ultrapassa um bocadinho isso.

(Ri-se) Às vezes, aqui até é ao contrário, nos momentos de necessidade é “bora lá”. Por exemplo, estas pérgulas que nós estamos aqui a ver foram feitas por jovens de 18 anos. Em lado nenhum isto acontece. Há um ano não faziam estas coisas e há dois anos faziam outras. Se, à partida, pensávamos que iam fazer isto, não. E eles terem feito isto, mostraram aos amigos e chamam os pais.

Por falar em amigos, noutros sítios há quem os convide para uma festa em casa. Em Cem Soldos faz-se um festival na aldeia e convida-se todo o país, aliás, o resto do mundo…

Cem Soldos tem muitos amigos e não cabiam em casa, não. Há uma diluição do espaço público e do espaço privado. No festival nunca sabes bem se estás dentro do espaço público ou do espaço privado, se é a estrada, se é a associação. É muito esse o espírito, nunca sabes bem quem é quem e isso não interessa, também. Não é esse o mote. És bem-vindo em qualquer sítio. Acho que isso é, basicamente, a utopia do Bons Sons: todas as pessoas têm um lugar e todo o lugar é para as pessoas.

Luís Ferreira a escolher o petisco. Foto: mediotejo.net

Falamos também aqui, no início de uma edição em que no meio destes ingredientes todos surge um novo, o dos “amores de verão”. Porquê este mote?

O amor é bastante lato e aberto. O que nós representamos aqui com o amor de verão foi um gancho importante. Estamos numa lógica de mudança, mudámos muita coisa este ano e isso foi um elemento catalisador para explicarmos essa mudança que, no fundo, traduz muito bem a sensação que temos e que sentimos que as pessoas têm.

Eu não consigo retratar o que é o Bons Sons, o que foi… O que é até sei, o que o foi não. Uma ideia muito esfumada, meio a pairar. Existe uma energia e um estímulo imenso. Sinto que as pessoas vivem isto… o calor, os sabores, os cheiros de uma forma intensa e que esperam por este momento. É aquela coisa do amor de verão que é algo com princípio e fim. As pessoas vivem isso com muita intensidade, tanto os músicos, como o público, como a aldeia. Há um anseio, uma expetativa.

Referiste a questão de não saber o que era o antes do Bons Sons, mas existe um elemento transversal a todas as edições, que é a música portuguesa. Ou seja, quando falamos do festival também estamos a falar dos sabores musicais típicos de todo o país. Não só dos mais conhecidos, mas também dos que muitas vezes são provados pela primeira vez aqui.

Do país e também a música portuguesa de uma forma aculturada, de música que tem pontos com o mundo inteiro. A cultura tem que ser aberta e viva, tem que ter portas para sair e para entrar. Não podemos dizer “isto é assim, isto tem que ser desta forma”. Quando o estamos a fazer, estamos a matar, estamos a secar a fonte. É uma água sempre em movimento e o Bons Sons é um festival de hoje, de 2018. Apresenta a música que se faz hoje, seja por consagrados, seja por revelações.

Ambos vivem neste contexto geográfico, com este calor ou com este frio, com estas mudanças políticas, com os incêndios, com tudo. Todos nós vivemos o lugar de hoje e acredito que a música que se faz tem esse denominador comum, o contexto. O tempo e o lugar. Nós queremos muito representar e ser uma plataforma do que se faz cá em Portugal. Primeiro quando isso não existia e agora, felizmente, existem muitos graças ao nosso estímulo.

A salada de broa com tomate e pepino. Foto: mediotejo.net

Acho que fomos bastante importantes nessa lógica. Ninguém gosta daquilo que não conhece e nós queremos dar a conhecer. Algumas pessoas vão gostar de uma coisa, outras vão gostar de outra. Uns vêm por uma coisa e levam outra Há uma liberdade de escolha sem a capa prisioneira do “antigamente era assim, o genuíno é isto, a aldeia tem que ser isto”. Quer-se sempre traduzir a aldeia num museu pouco vivo que reserva uma memória que ninguém sabe o que é.

As memórias são completamente falaciosas. Conseguimos ter discursos românticos sobre momentos de fome em que só havia uma cebola para comer ao jantar, mas como éramos mais novos, a vida era mais fácil. A memória é a coisa mais perigosa se a levarmos a sério. Se a usarmos como um gancho para comunicar, como um ponto de partida para um pensamento, então é isso que nós fazemos.

Trabalhamos muito e, acima de tudo, mais do que dizermos o que nós fomos é dizer o que somos ou então o que queremos ser. Isto é um festival de anseios e de vontades e, às vezes, o discurso vem primeiro do que a realidade. Porque, às vezes, é importante criar um discurso artificial para que ele seja catalisador de algo que nós queremos que venha a acontecer e o Bons Sons é, sem dúvida, isso.

Luís Ferreira durante a entrevista. Foto: mediotejo.net

Falas no plural e quando se pensa em Bons Sons, associa-se automaticamente na associação que o organiza e que, por seu lado, é quase sinónimo de Cem Soldos. Fazendo a ligação aos sabores, o SCOCS é a cozinha onde tudo se prepara com um ritmo que raramente abranda durante o ano.

A associação não pára, são 365 dias de atividade. Tem vários projetos sociais, com esse carinho e essa ação diária. Tem projetos pontuais de promoção cultural, projetos ligados à escola, ao envelhecimento ativo, ao turismo, à valorização dos produtos locais… O projeto “Cem Soldos – Aldeia Cultura” é muito abrangente e engloba todas as ações do SCOCS. Eu fiz parte da direção durante 18 anos, portanto, foi até atingir a maioridade (ri-se) e este ano deixei de ser o presidente, que agora é o Jorge [Jorge Silva].

A atual direção mantém o mesmo ritmo e a mesma vontade de dinamizar, ativar e manter… A associação é muito importante para manter a comunidade porque a estimula todos os dias. Era impossível fazer o Bons Sons sem ela. Só há Bons Sons porque existe uma associação que tem uma dinâmica que a ativa constantemente e o Bons Sons alicia e cria mais brio no resto que se faz. As restantes atividades estão a mudar bastante, seja na componente da comunicação, design, das competências. Se o Bons Sons me obriga a subir na escala, não vamos fazer mal os outros. Começa-se a puxar e a querer…

Existe também esta interligação de eventos. Por exemplo, os Os Zhérois 2.1. atuaram ontem na Festa de Receção ao Campista porque venceram o festival Por Estas Bandas, igualmente promovido pelo SCOCS. Existe uma interligação, as iniciativas não surgem isoladas.

Não pode ser. Isto é muito duro, é muito trabalho. Se o trabalho não é consequente então é desesperante. Faz-se um ano, faz-se dois, mas não se faz um Bons Sons assim durante 12 anos. É importante que cada projeto alimente outros… Por exemplo, a Festa de Cem Soldos ajuda em algumas estruturas, que já ficam para o Bons Sons. Senão é de loucos. É essa a lógica do nosso trabalho.

Apesar de teres deixado a direção do SCOCS, não te desligaste das iniciativas que organizam. Como consegues conciliar esta ligação e a vida que tens fora daqui, em Ílhavo [Luís Ferreira é diretor e programador do projeto 23 Milhas, que junta quatro equipamentos culturais do município de Ílhavo – Cais Criativo, Fábrica das Ideias, Laboratório das Artes e Casa da Cultura – desde 2016]?

Antes de ir para Ílhavo já estava em Lisboa. Não vivo cá desde os 17 anos. Já vivi nas Caldas da Rainha, Vila Velha de Ródão, Lisboa e agora vivo em Ílhavo.

As canecas de plástico do Bons Sons foram uma novidade do ano passado. Foto: mediotejo.net

E nesses sítios onde tens estado, longe dos sabores de Cem Soldos, és tu quem cozinha?

Sim.

E qual é o ingrediente que não pode faltar numa receita tua?

(ri-se) O picante. É um tempero, não é um ingrediente. Ingredientes não sei, mas gosto muito de fazer petiscos e os meus amigos gostam é até que os faça. Adoro fazer moelas, pica-pau, bacalhau à não sei o quê. Gosto muito dessa lógica da cozinha típica para o petisco, para o encontro. Quando cozinho só para mim é saudável, minimal, saladas… Não tenho muita paciência se não for um estímulo tão forte. Gosto de comer bem, portanto tenho essa sorte de não ser um esforço. Gosto.

Cozinhados de outros locais à parte e regressemos aos sabores da terra natal. Há quem saia e comece a encará-la como o local onde sabe bem voltar de vez em quando e, a dobrar, no Natal. Isso não aconteceu contigo porque voltas regularmente.

Isso é quando estás numa lógica de vir visitar os pais, mas aqui eu venho ao meu lugar. Venho ao sítio que me faz sentido e onde tenho, também, uma obrigatoriedade de vir devido às várias atividades que me obrigam a fazer isso, então nunca me desliguei. Lembro-me que na faculdade vim todos os fins-de-semana, todos, e demorava seis horas até chegar às Caldas da Rainha [onde estudou Design].

É muito duro e esta semana disse mal da minha vida quinhentas vezes, que nunca mais vou fazer isto, que isto é de loucos. (ri-se) Depois chega o primeiro dia, as dores de parto passam e, de repente, já nem lembro disso. Até quis fazer um áudio para que o Luís da semana passada dissesse ao Luís da semana que vem que isto não faz sentido, que se acabou. Tudo no sentido de que isto é muito duro de construir, mas depois vale sempre a pena.

Na esplanada começa-se a ouvir música vinda do palco Zeca Afonso, uma das novidades da edição deste ano, que os The Lemon Lovers estrearam mais tarde.

O Bons Sons (re)constrói-se de ano para ano. Como já referimos, a música portuguesa é transversal, mas surgem sempre novidades. Uma das de 2018 está associada aos sabores pois não é apenas o que vem no prato que se come…

Sim, as taças e os pratos também são comestíveis. Não é este caso [os nossos eram descartáveis].

O telemóvel esteve sempre presente. Foto: mediotejo.net

No ano passado surgiram as canecas de plástico em substituição dos copos descartáveis para reduzir a pegada ecológica [o festival foi reconhecido com o “Sê-lo Verde” em 2017, medida do Ministério do Ambiente financiada pelo Fundo Ambiental]. Este ano também existe a preocupação com as pessoas que têm mobilidade reduzida. Como surgem estas ideias? Juntam-se todos num brainstorming?

Para todos os efeitos, há o problema da “invasão” do festival na aldeia e a aldeia também é a unidade mínima desta lógica do desenvolvimento sustentável. Nós somos economicamente sustentáveis. Não somos, mas muito sustentáveis pois 80% das nossas receitas são próprias. Temos a dimensão ecológica porque a aldeia é um ecossistema que deve ser preservado e pensado. Esta “invasão” não pode ser uma pegada pesada e tentamos diluir nesse sentido. Depois existe o facto importante de envolvermos o lugar numa dimensão social, envolvendo a população e utilizando os recursos endógenos.

Música portuguesa e envolvimento social. Temos aqui os principais ingredientes do Bons Sons. Se te pedisse para definires o sabor deste festival, qual seria? Numa palavra, o Bons Sons é o quê?

(a resposta surge de forma quase imediata) Amor.

É isso que as pessoas vão ter aqui?

Vão ter, vão procurar e vão dar.

Chegamos à última pergunta e costumamos convidar os nossos entrevistados a brindar ao que pretenderem. No teu caso, brindas a quê com a caneca do Bons Sons?

Brindo às aldeias de Portugal. Acho que são merecedoras e necessitam de um brinde, de ego, de estímulo e mostrar que há lugar para as aldeias em Portugal, que não são o passado. Esta visão muito frustrada de que “queremos ser uma cidade”, não. Nós não queremos ser mais do que uma aldeia. Nós só queremos ser uma aldeia e isso é que é a luta. Trabalhamos para nos mantermos como uma aldeia.

O meu brinde é para as aldeias de Portugal e com uma vontade de se inspirem no nosso trabalho. Não para fazerem um Bons Sons, como é óbvio, mas para fazerem os Bons Sons delas, os projetos delas, seja na cultura, no desporto, na gastronomia, no turismo, no que for. Acho que se queremos mudar a desertificação, os incêndios, tudo isso, temos que habitar Portugal e as aldeias têm um papel muito importante nisso. A lógica da proximidade, da entreajuda, do conhecimento, do apropriares-te do terreno e seres uma extensão dele. Por isso, um brinde às aldeias.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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