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Quinta-feira, Setembro 16, 2021

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“Tempos modernos”, por Vasco Damas

Desde que há memória que a cidadania, a ética e a cultura são três argumentos que, utilizados em conjunto, sempre se transformaram numa arma poderosíssima que podemos e devemos utilizar na defesa individual e coletiva contra o autoritarismo, a injustiça e a ignorância.

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Curiosamente, ou talvez não, os tempos modernos colocam-nos nos antípodas destes valores, onde a prática nos mostra que nos demitimos dos deveres de cidadãos, atirando com a ética “às urtigas” e acreditando que a cultura é própria de uma minoria “pseudo elitista”.

Fico ainda mais preocupado quando me cruzo com cidadãos que, como eu, defendem a ética e a cultura, e que se sentem ameaçados, quase derrotados e sem força para continuar a lutar contra um “modus operandi” que se transformou em algo sistémico, propagando de forma contagiante o embrutecimento coletivo para não correr o risco de perder o controlo contra aqueles que acham desafiante tudo aquilo que envolva estímulos intelectuais.

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Em limite, defende-se um pensamento binário porque toda a complexidade que vá além disso se torna demasiado perigoso e completamente “démodé”.

Convidam-nos a que nos formatemos e que pensemos como aqueles que fazem o favor de pensar por nós. A tática não será nova e certamente já foi usada em utopias e principalmente em distopias porque o objetivo é eliminar a dúvida que se vai perdendo “ad eternum” atrás da opacidade de verdades absolutas construídas artificialmente.

Querem fazer-nos crer que perguntar é perigoso porque ofende se nos aproximarmos da verdade. Daquela que se esconde e que fazem questão que continue escondida. E se nos aventurarmos e fizermos o que não querem, continuam a dizer-nos apenas o que querem e não aquilo que devem.

Quem não deve não teme e é aqui que percebemos que temem porque devem. E se não devem de outra forma devem certamente socialmente, moralmente ou eticamente transformando-se assim em dignos representantes dos tempos modernos. Daqueles em que vivemos mas onde há uns que vivem muito mais do que outros.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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