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Temperaturas vão ultrapassar os 42º, DGS recomenda proteção e muita hidratação

As temperaturas vão subir para valores superiores a 40º, pelo que a Direção-Geral da Saúde (DGS) renovou os alertas para a necessidade de a população se hidratar, bebendo muita água, proteger-se do calor e ter cuidados com as intoxicações alimentares.

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Este domingo será, previsivelmente, o dia mais quente, com a temperatura máxima a chegar aos 42º/43º, esperando-se ainda uma sequência de 3/4 dias com temperaturas altas e dias e noites muito quentes.

Por isso, a subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, alertou para a necessidade de ter cuidados preventivos para evitar a desidratação, já que com as temperaturas extremas adversas, sobretudo se as variações forem bruscas, o corpo perde a sua capacidade de regular a temperatura.

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Esta situação é particularmente grave nos idosos e nos doentes crónicos, que não têm mecanismos de regulação térmica tão afinados como as pessoas mais jovens e saudáveis.

Graça Freitas chamou a atenção para a necessidade de beber muita água ao longo do dia, tisanas, sumos naturais e consumir frutas e hortícolas.

Entre as bebidas são desaconselhadas as que contêm cafeína, as açucaradas, ou as alcoólicas, devendo ser consumidas com moderação “porque levam a que o organismo não poupe água”.

Outra medida fundamental, para se perder o mínimo de líquidos possível, é proteger o corpo do calor, com roupas frescas e largas, e manter a casa e o local de trabalho frescos, nomeadamente fechando portadas e janelas durante o calor e abrindo-as quando a temperatura baixa, nos casos em que não haja ar condicionado.

Como o calor propicia o consumo de alimentos mais frescos, como saladas, a responsável alertou para o risco de consumir molhos como as maioneses (que se estragam facilmente com o calor), que podem provocar intoxicações alimentares e, consequentemente, desidratação.

Graça Freitas apelou ainda a que as pessoas mais fragilizadas, como os doentes e os idosos, que não tenham capacidade sozinhas de beber água sem terem vontade, sejam ajudadas por familiares, amigos ou vizinhos.

De acordo com Vanda Pires, do IPMA, este é o segundo verão mais quente desde 1931 (o primeiro foi em 1989) e julho foi o mês com a temperatura máxima mais alta desde essa altura.

Os dias mais quentes do mês foram 4, entre 14 e 29, e entre 23 e 29, com valores muito altos de temperatura máxima e mínima, sendo que esta última foi quase sempre superior a 20º.

No entanto, as temperaturas elevadas não se refletiram significativamente em termos de procura dos serviços de urgência ou de mortalidade.

Quando julho terminou, todo o mês não registou aumento de procura de urgências, houve dias que compensaram outros dias. Chegamos ao fim de julho, em termos de procura de serviços no mesmo valor que de anos anteriores”, afirmou.

Relativamente à mortalidade, no total verificaram-se 843 óbitos, “mas compensando para a diferença dos outros meses em que se estava a morrer mais, eventualmente o efeito das temperaturas resultaram em mais 372 óbitos”, distribuídos ao longo do mês, não tendo havido aqui “um impacto dramático”, sublinhou.

Agência de Notícias de Portugal

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