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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021
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Tejo | Governo cessa secagem de bagaço de azeitona na Centroliva e impõe medidas ambientais

O ministério do Ambiente anunciou hoje a cessação compulsiva da atividade de secagem de bagaço de azeitona na Centroliva, localizada em Vila Velha de Ródão, depois de detetadas descargas de águas pluviais contaminadas provenientes da empresa.

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Em comunicado, o ministério do Ambiente refere que a empresa, localizada em Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco, que se dedica à produção de energia elétrica a partir da combustão de biomassa (bagaço de azeitona e resíduos florestais), foi intimada a tomar medidas para retomar a atividade.

A tutela esclarece que a 04 de novembro, na sequência de uma ação de inspeção realizada pela Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), “foi verificada a descarga de águas pluviais contaminadas, provenientes da empresa Centroliva” localizada na área de influência da bacia do Rio Tejo.

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Na segunda e na terça-feira, a IGAMAOT realizou nova ação de inspeção e determinou a “cessação compulsiva da atividade de secagem de bagaço de azeitona, desenvolvida por esta empresa, sem que para tal fosse detentora de licença válida”, e um conjunto de medidas onde se inclui “a cessação imediata de toda e qualquer receção e armazenamento de bagaço de azeitona na lagoa junto à Unidade de Secagem”.

A empresa tem ainda de enviar à IGAMAOT, no prazo de cinco dias úteis, um “plano calendarizado de remoção e encaminhamento dos produtos contidos na referida lagoa” e outro plano, este para a remoção de águas ruças (um efluente resultante do processo de produção de azeite”, que o ministério do Ambiente dizem estar “contidas num tanque circular e numa lagoa designada por lagoa quadrada”.

As medidas propostas nos referidos planos terão de ser concretizadas “no prazo de 20 dias úteis”, com envio à tutela dos comprovativos da sua implementação e do encaminhamento “para destinatários autorizados” dos produtos em causa.

A 30 de outubro, a autarquia de Vila Velha de Ródão anunciou ter solicitado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma “intervenção rápida e adequada” na empresa Centroliva, alegando “inconformidades ambientais graves” na sua laboração.

Em comunicado divulgado na altura, o presidente da Câmara, Luís Pereira, evidenciava “uma situação completamente intolerável, com impacte direto na saúde e bem-estar da população” e assinalava a preocupação da autarquia e dos habitantes de Vila Velha do Ródão para com a laboração da unidade industrial da Centroliva, constatando que as inconformidades ambientais não tinham, até aquela data, constituído motivo suficiente para impedir efetivamente a continuidade da atividade da empresa.

“Acresce ainda à nossa convicção o facto de todas as madrugadas a sede de concelho se apresentar envolta numa neblina densa e nauseabunda, cujo odor denota inequivocamente a proveniência da fonte poluente, sendo uma evidência clara do aumento da intensidade de laboração noturna da unidade”, lia-se no documento.

Neste sentido, o município apelava à APA para que, no âmbito das suas competências e atribuições, e “com caráter de urgência”, promova as ações que entenda adequadas para resolver esta questão, de forma definitiva.

Agência de Notícias de Portugal

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