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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Tancos | Ministro da Defesa sem certezas sobre se foi recuperado todo material militar

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, admitiu esta quarta-feira, dia 12 de setembro, não saber se o material militar recuperado em outubro de 2017 corresponde ao roubado quatro meses antes dos paióis de Tancos.

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“Não digo nem que sim, nem que não”, afirmou o ministro durante uma reunião da comissão de Defesa, no parlamento, pedida pelo CDS-PP, centrada nas alegadas discrepâncias dentro do Governo e no Exército sobre o material furtado em junho de 2017 e o que foi recuperado em outubro desse ano, na Chamusca.

“Continuo sem ter a certeza sobre se falta material ou se é uma falha de inventário. Não digo nem que não, porque não tenho elementos para validar qualquer das teses. E aguardo tranquilamente que o Ministério Público diga de sua justiça”, afirmou Azeredo Lopes em resposta a uma pergunta do deputado do BE João Vasconcelos.

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Antes, respondendo ao deputado do CDS-PP João Rebelo, o ministro insistiu que foi mais categórico nas afirmações que fez, sobre a recuperação do material, em outubro, por se basear num comunicado, na altura, da Polícia Judiciária Militar.

As “declarações foram feitas de boa fé”, em outubro de 2017, e partiram do “comunicado da Polícia Judiciária Militar”, disse.

Numa audição parlamentar em 31 de julho, o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Rovisco Duarte, disse que este ramo “nunca deu garantias de que o material encontrado correspondia ao material furtado”.

Tanto o ministro da Defesa, como o primeiro-ministro, António Costa, se congratularam com a recuperação do armamento, em outubro.

Hoje, o ministro recusou a ideia de contradições entre os responsáveis do Governo e o chefe do Exército, alegando que a investigação foi feita pela Polícia Judiciária Militar e não pelo Exército.

O material furtado e depois recuperado ficou apenas à guarda deste ramo das Forças Armadas, assim se podendo explicar o seu desconhecimento, estando em segredo de justiça as perícias feitas durante a investigação, acrescentou.

Azeredo Lopes sublinhou que quem conduziu a investigação às armas desaparecidas foi a Polícia Judiciária Militar, logo não cabia ao Chefe de Estado Maior do Exército saber se as armas encontradas correspondem às que foram furtadas nos paióis de Tancos.

Tentando contrariar receios quanto aos riscos de segurança nacional colocados pelo material militar ainda não recuperado, depois de o Expresso ter dado essa notícia, o ministro recordou as afirmações das secretárias-gerais do Sistema de Informações da República e da Segurança Interna de que não foi necessário “aumentar o nível de segurança” no país.

O furto de material militar dos paióis de Tancos – instalação entretanto desativada – foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro passado, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do que tinha sido furtado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.

Citando partes do inquérito do MP relativos à investigação judicial ao furto de Tancos, o jornal Expresso referia, em 14 de julho, que, além das munições de 9 milímetros, há mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva e cargas lineares de cor.

PSD admitiu pedir audição do primeiro-ministro

O PSD admitiu na quarta-feira, dia 12 de setembro, pedir a audição do primeiro-ministro, António Costa, na comissão parlamentar de Defesa Nacional sobre o caso do furto de material militar de Tancos para esclarecer se o Governo mentiu aos portugueses.

A hipótese foi colocada pelo deputado do PSD Bruno Vitorino durante a audição do ministro Azeredo Lopes na comissão parlamentar de Defesa Nacional, sobre o roubo de material militar de Tancos, em junho de 2017, e as discrepâncias nas declarações de responsáveis governamentais e do Exército sobre o armamento recuperado quatro meses depois.

“O senhor ministro mentiu aos portugueses ou mentiram-lhe a si?”, questionou Bruno Vitorino, adaptando depois a mesma pergunta para António Costa: “O senhor primeiro-ministro mentiu aos portugueses ou mentiram-lhe?”

Tendo em conta as respostas que obtiver, acrescentou, o grupo parlamentar social-democrata “reserva-se o direito de requerer a audição do primeiro-ministro” na comissão parlamentar de Defesa Nacional para se saber porque “não disse a verdade”.

Na audição parlamentar, o ministro criticou o PSD pela “falta de decoro” e insistiu nas críticas ao líder social-democrata, Rui Rio, que no fim de semana defendeu que o país tem de exigir ao Ministério Público (MP) que rapidamente faça a “acusação correta” no caso de Tancos, considerando o Governo “incapaz de dar mais respostas” sobre o caso.

O furto de material militar dos paióis de Tancos – instalação entretanto desativada – foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro passado, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do que tinha sido furtado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.

Citando partes do inquérito do MP relativos à investigação judicial ao furto de Tancos, o jornal Expresso referia, em 14 de julho, que, além das munições de 9 milímetros, há mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva e cargas lineares de corte.

CDS-PP vai manter na sua agenda o inquérito parlamentar

O CDS-PP vai manter na sua agenda o inquérito parlamentar ao furto de material militar de Tancos, em 2017, após a reunião da comissão de Defesa em que voltou a pedir a demissão do ministro Azeredo Lopes.

“É uma questão que merece ser ponderada, obviamente. O CDS não exclui qualquer cenário”, afirmou o deputado centrista António Carlos Monteiro após a reunião da comissão parlamentar de Defesa Nacional, que se prolongou por quase duas horas, sobre o roubo de armamento em Tancos.

O CDS-PP, acrescentou, “não exclui qualquer cenário”, face “à gravidade [da situação] para a qual o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas tem vindo a chamar a atenção”.

António Carlos Monteiro apontou contradições entre o que o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse depois de ter sido recuperado parte do armamento, em outubro de 2017.

Azeredo Lopes insistiu hoje que se referiu à recuperação das armas com base num comunicado da Polícia Judiciária Militar (PJM) que não fazia referência, alegou o deputado do CDS-PP, à falta das munições de 9 milímetros.

Para o CDS-PP, Azeredo Lopes “não tem condições para continuar a ser ministro” e os centristas voltaram a pedir a sua demissão.

Durante a reunião, o deputado democrata-cristão João Rebelo acusou o Governo e o ministro de não esclarecerem o que aconteceu e insistiu na pergunta sobre quem o informou de que todo o material tinha sido recuperado em outubro.

“Doze meses depois, o senhor ministro continua sem saber o que lá havia, sem saber o que lá aconteceu e sem saber o que de lá desapareceu”, afirmou.

Para António Carlos Monteiro, que repetiu argumentos de João Rebelo, Azeredo Lopes “demonstrou hoje que já não devia ser ministro”.

“Disse que tinham sido recuperadas as armas. Hoje sabemos que enganou os portugueses e diz que já não pode dar essa mesma garantia”, exemplificou Carlos Monteiro.

O furto de material militar dos paióis de Tancos – instalação entretanto desativada – foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro passado, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do que tinha sido furtado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.

Citando partes do inquérito do MP relativos à investigação judicial ao furto de Tancos, o jornal Expresso referia, em 14 de julho, que, além das munições de 9 milímetros, há mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva e cargas lineares de corte.

Agência de Notícias de Portugal

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