Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Tancos | Ainda há explosivos por recuperar e Ministério Público considera que “está em causa a segurança nacional”

A notícia do Expresso caiu como uma bomba nos meios políticos nacionais. A manchete revela que “ainda há explosivos de Tancos à solta”. Segundo o semanário, “para poder manter sob escuta seis suspeitos do assalto a Tancos”, os procuradores do Ministério Público (MP) encarregados da investigação “revelaram num recurso que, ao contrário do que tinha sido veiculado pelo Exército e pelo Ministério da Defesa, ainda há granadas e explosivos que não foram devolvidos”.

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O jornal acrescenta ainda que “o material de guerra pode ser usado em atentados terroristas ou para arrombar portas blindadas, e o MP diz mesmo que a segurança nacional está em perigo enquanto os assaltantes não forem capturados”.

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O furto de material militar de Tancos – instalação entretanto desativada – foi detetado a 28 de junho de 2017, durante uma ronda, por um sargento e um praça ao serviço do Regimento de Engenharia 1. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições.

A 18 de outubro passado, a Polícia Judiciária Militar recuperava, na zona da Chamusca, todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos – e ainda uma caixa de petardos que não estaria inventariada. Todo o material teria sido abandonado. Contudo, segundo o Ministério Público, uma parte estará ainda em parte incerta.

A notícia do Expresso levou Marcelo Rebelo de Sousa a fazer um comunicado na página oficial da Presidência da República, reafirmando a exigência de esclarecimentos cabais de modo “ainda mais incisivo e preocupado”.

Na sequência da manchete do Expresso, PSD e CDS-PP já exigiram este sábado esclarecimentos urgentes ao Governo e não fecharam a porta à realização de uma comissão parlamentar de inquérito. O PCP também pediu esclarecimentos sobre o caso, nomeadamente no âmbito do inquérito do Ministério Público, e só tomará posição sobre uma eventual comissão parlamentar de inquérito perante uma proposta concreta.

O PSD promete, para já, confrontar na terça-feira o ministro da Defesa com este assunto. “Está em causa a segurança nacional. O roubo aconteceu em instalações das Forças Armadas, a investigação foi feita pela Polícia Judiciária Militar e o resultado é a total falta de transparência”, criticou o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão. Na sexta-feira, no debate do Estado da Nação, Negrão já tinha dito que o Governo “não está interessado em apurar a verdade sobre este caso”, acusa ainda o Executivo de “não cuidar das funções de soberania” nem da segurança dos portugueses.

Numa nota enviada à Lusa, o deputado do PSD Pedro Roque, coordenador da bancada social-democrata na Comissão parlamentar de Defesa, considera que “a gravidade do noticiado, a ser verdade, é de uma gravidade extrema”. Pedro Roque salientou tratar-se de “material de guerra letal que, em mãos erradas, pode ser usado em atentados terroristas”. Consequentemente, “o tratamento deste assunto pelos responsáveis políticos e operacionais deve ser rigoroso e transparente”, defende.

Com Lusa

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