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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Taça do Ribatejo | Na lotaria dos penaltis o prémio foi para Santarém e terminação ficou no Pego (c/fotos e audio)

CASA DO POVO DO PEGO 1 – UNIÃO DESPORTIVA DE SANTARÉM SAD 1
(2-4 nas grandes penalidades)

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Taça do Ribatejo – Oitavos de Final
Campo de Jogos
Pego
22-12-2016

O jogo entre Pego e União de Santarém teve bons momentos de futebol. Foto: mediotejo.net

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A equipa da Casa do Povo do Pego, fruto dos bons resultados no seu campeonato, tinha boas razões para acreditar numa vitória no seu recinto sobre o primodivisionário União de Santarém. A Taça do Ribatejo, tal como todas as competições a eliminar, é fértil em surpresas e o fator casa, por vezes, é decisivo.

As equipas entraram a procurar encaixar uma na outra num jogo que opunha dois técnicos experimentados. O primeiro momento de entusiasmo aconteceu aos sete minutos quando Paulito disparou de muito longe para defesa fácil de Coli.

Coli chega primeiro.

O primeiro tempo não foi fértil em ocasiões de golo. Jogava-se muito sobre o meio campo, longe das balizas. À passagem do quarto de hora Serginho conseguiu entrar na área pegacha pelo lado esquerdo e rematou para defesa atenta de Mário Lopes.

Aos 23 minutos, em lance semelhante, foi a vez de Fabinho colocar o guarda redes do Pego em ação. Pouco depois veio a resposta por Luís Rodrigues que se isolou na área escalabitana e na cara de Coli rematou ao lado.

Pego procurou surpreender U.Santarém.

Aos 26 minutos o guarda redes da casa, Mário Lopes, brilhou a grande altura ao defender uma cabeçada de Bexiga com o selo de golo. Gritou-se golo e reclamou-se que a bola teria ultrapassado a linha fatal. Não foi esse o entendimento do juiz da partida.

Quando o cronometro assinalava a meia hora de jogo o União beneficiou de um livre direto em boa posição. Leo atirou sobre o travessão. No minuto seguinte João Rodrigues tentou ser feliz, de pontapé de bicicleta, mas o remate passou ao lado do poste da baliza de Coli.

Lance acrobático no meio campo pegacho.

As equipas iam partilhando a posse de bola e as ocasiões, parecendo a equipa de Santarém mais perigosa e mais perto de marcar. Aos 34 minutos, na sequência de um canto, Jú rematou por cima. De seguida foi Pratas que entrou na área da equipa da casa e rematou ao lado.

No melhor período da equipa da capital do distrito a soberana oportunidade de marcar surgiu no minuto 36, numa rápida transição ofensiva, com a bola a girar por vários jogadores unionistas até isolar Fabinho que, com Mário Lopes desamparado, atirou rente ao poste!

Jú foi dos mais inconformados da União.

Fabinho viria a protagonizar um lance estranho junto aos bancos quando, com o jogo parado, João Rodrigues apareceu caído no solo, muito queixoso. Reclamaram os da casa de uma alegada agressão. O árbitro Daniel Sousa decidiu-se pela amostragem dum cartão amarelo sob um enorme coro de protestos. Pediu-se o cartão vermelho…
Serenados os ânimos o jogo prosseguiu sem grandes motivos para entusiasmo.

União tenta organizar o ataque.

A excepção veio de um livre direto, batido por Paulito, a passar muito perto da baliza à guarda de Coli aos 42 minutos. Os jogadores pareciam ansiar pelo descanso e pouco depois o árbitro fez-lhe a vontade.

Apitou pela derradeira vez no primeiro tempo. Resultado aceitável. O União de Santarém apenas se podia queixar de si próprio tal a incapacidade para marcar quando esteve por cima no encontro. O Pego foi competente a defender.

O futebol também tem imagens divertidas…

O técnico Mário Ruas sabia que era necessário fazer mais para não hipotecar a passagem aos “quartos” e o União regressou do descanso transfigurada para melhor.
Com linhas muito subidas começou a encostar a equipa da “aldeia das casas baixas” junto do seu último reduto e as oportunidades começaram a surgir.

Assédio unionista foi uma constante.

Logo no primeiro minuto um cruzamento do lado esquerdo criou dificuldades a Mário Lopes.
No minuto seguinte o guarda redes pegacho foi obrigado a uma defesa enorme quando Pratas surgiu a rematar junto ao poste direito. No décimo minuto do segundo tempo uma jogada de envolvimento, muito bem desenhada, veio acabar com a resistência da equipa da casa com Bexiga a encostar e a inaugurar o marcador, culminando uma entrada sufocante da sua equipa.

Mário Lopes foi impotente para travar remate de Bexiga.

Os escalabitanos não desaceleraram e aos 12 minutos, num livre direto, Roni atirou ao poste da baliza pegacha. À hora de jogo o Pego reagiu e num canto obrigou Coli a uma “sapatada” de recurso para afastar o esférico.

Aos 63 minutos Luís Vieira voltou a ameaçar a baliza unionista com um venenoso centro remate que saiu por alto. O Pego mostrava inconformismo e Luís Rodrigues testou a meia distância e a atenção de Coli. Na resposta Bexiga imitou-o e Mário Lopes defendeu com facilidade.

O duelo entre Luís Vieira e Nuno Afonso durou todo o encontro.

O experimentado técnico Fernando Rosado tinha no banco jogadores “tocados” mas como representam valor acrescentado resolveu lançá-los no jogo a meio da segunda parte. Entraram Fábio Santos e Diogo Rosado duma assentada.

O Pego passava a apresentar uma equipa de matriz mais atacante e o escalabitano Jú testou a atenção do guarda redes Mário Lopes. Aos 74 minutos Luís Vieira cruzou para a área à procura de Fábio Santos, agora a referência pegacha na área da União. Coli resolveu com dificuldade. Entretanto Pedro Rosado aparece no chão, dentro da área. O árbitro Daniel Sousa, bem colocado, mandou jogar.

Era o melhor período do Pego e o União de Santarém já só atacava com critério. Aos 80 minutos, na sequência de um livre, um defensor pegacho abordou mal o lance e caiu sobre a bola com os braços. Lance casual bem analisado pela equipa de arbitragem.

A insistência da equipa da casa viria a dar frutos aos 83 minutos, num momento de descontração dos unionistas. O cruzamento bem medido encontrou Diogo Rosado no coração da área e este repôs a igualdade e começou a acreditar-se na decisão por grandes penalidades.

Jú e Roni vigiam Luís Vieira.

Essa solução não agradava à equipa de Mário Ruas, que voltou a carregar. Aos 86 minutos, um venenoso cruzamento de Jú obrigou ao corte temerário de um defesa da equipa da casa para a sua baliza. Valeu a enorme defesa de Mário Lopes a impedir o auto golo.

A dois minutos do tempo regulamentar Ganhão ensaiou um remate de meia distância que embateu na trave da baliza de Mário Lopes com estrondo e perdeu-se para lá da linha final.
Já em tempo de desconto Leo tentou de longe sem qualquer resultado prático.

Capitão Bexiga foi “pedra” importante na estratégia de Mário Ruas.

Quando o árbitro Daniel Sousa deu por terminado o jogo o resultado aceitava-se. A haver um vencedor teria de ser o União de Santarém. A boa reação do Pego rendeu o empate e levou a decisão para os pontapés da marca dos onze metros. Aí os escalabitanos foram mais eficazes e venceram por 2-4 com Adilson a marcar a penalidade decisiva.

Arbitragem, com queixas de ambos os lados, não deixou de ter algum mérito. É um jovem árbitro com ampla margem de progressão. Os quartos de final da Taça do Ribatejo disputam-se no dia 27 de janeiro de 2019, e o União de Santarém recebe o Amiense.

Mário Lopes defendeu uma penalidade.
Não chegou…

FICHA DO JOGO

CASA DO POVO DO PEGO:
Mário Lopes, Daniel Patrício, Fábio Duque, Pedro Alves (Fábio Santos), João Roldão, Pedro Rosado, André Batista, João Rodrigues (Diogo Rosado), Paulito, Luís Vieira e Luís Rodrigues.
Suplentes não utilizados: João Rosa, Filipe Paulo, Marco Lino, Rúben Fernandes e Gonçalo Silva.
Treinador: Fernando Rosado.

Casa do Povo do Pego.

UNIÃO DESPORTIVA DE SANTARÉM SAD:
Coli, Roni, Rui Simões, Bexiga, Fabinho (Adilson), Leo, Jú, Nuno Afonso, Pratas (Telmo), Ganhão e Serginho.
Suplentes não utilizados:
Rúben, Nuno Martins, Bruno Duarte e Duarte.
Treinador: Mário Ruas.

União Desportiva de Santarém SAD

GOLOS: Diogo Rosado (Pego) e Bexiga (U.Santarém).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Daniel Sousa, Mário Vieira e David Silva.

Equipa de arbitragem: Daniel Sousa, Mário Vieira e David Silva com os capitães.

O mediotejo.net foi ouvir os técnicos de ambas as equipas:

Fernando Rosado-Treinador da CP Pego.

 

Mário Ruas-Treinador do U.Santarém.

*Com David Belém Pereira (fotos).

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013.

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