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Taça do Ribatejo: Fazendense carimbou em Ourém passagem aos quartos (com áudio)

7 de fevereiro de 2016, 15 horas, Ourém

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Taça do Ribatejo – Oitavos de Final

Clube Atlético Ouriense 0 – Associação Desportiva Fazendense 2

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Crónica do jogo por Jorge Beirão

Jorge Beirão
Jorge Beirão

Equipas muito concentradas no seu sistema defensivo, com linhas muito juntas e uma preocupação de na perda de bola todos se situarem atrás da linha da mesma, sem demonstrarem pressões altas e quando sentiam sobre esta junto às áreas, não haver contemplações colocando a bola fora ou enviá-la para longe da área. Em situação de posse da bola trocá-la de pé para pé, a toda a largura do terreno, por parte da equipa Ouriense, enquanto o Fazendense preferia mais vezes o corredor esquerdo do seu ataque, procurando a velocidade e a facilidade no “passe e corre”, bem como no duelo 1×1, principalmente do camisa 15, Tiaguinho.

Durante o primeiro tempo os poucos lances de perigo junto das balizas foram alcançados através de lances de bola parada, quer de livres de canto quer de faltas cometidas longe das áreas, porque nesse aspeto os blocos defensivos procuraram evitar cometer qualquer irregularidade junto das respetivas áreas e por outro lado, o senhor Gonçalo Antunes árbitro do encontro, não caiu nas poucas simulações tentadas.

Portanto uma primeira parte muito cautelosa (até de mais) por parte do Ouriense o que proporcionou aos homens de Fazendas de Almeirim o maior tempo de posse de bola e algum descanso para o guardião Sérgio. Ao intervalo o 0-0 perfeitamente de acordo com a prestação das duas equipas em confronto e a de arbitragem em bom plano.

IMG_6444
Na primeira parte tanto as defesas como os guarda-redes foram superiores aos ataques. Aqui é Stefan que faz uma defesa vistosa.

O segundo período iniciou com a mesma toada e estratégia da primeira parte, apenas com uma nuance. O Atlético Ouriense mudou o sistema ofensivo com um futebol mais direto, tentando explorar a velocidade dos homens da frente, mas a experiência de Fred e do capitão Fábio procurando o contacto físico – dentro das leis do jogo, no sentido de travar a velocidade do adversário – surtia os seus efeitos. A partir dos sessenta minutos foi o treinador Marco Ramos a tentar mexer com os acontecimentos no sentido de alterar o marcador. Faz sair o esgotado Matias e entra Filipe Capão, no sentido de dar mais velocidade na frente do seu ataque e maior capacidade no futebol aéreo, o que até começou por surpreender.

Só que seis minutos volvidos a defensiva da equipa de Ourém, que até aí chegava para as “encomendas” com Pedro Vieira e Mário Wilson em bom plano, comete um erro ao ficar parada num ressalto de bola à entrada da sua área e depois de uma grande intervenção do guarda-redes Stefan, Peralta  sempre de olhos na bola consegue dominá-la e frente ao desamparado Stefan inaugura o marcador para o Fazendense.

1º golo nº9
A defensiva do Ouriense ficou a pedir uma irregularidade não atendida pela equipa de arbitragem e Peralta não se fez rogado, atirando a contar.

A partir deste momento assistiu-se a um jogo completamente diferente, pese embora dois ou três minutos depois de ter sofrido o golo a equipa do Ouriense parecesse atordoada com o ocorrido. Alterou a sua postura e acreditou que poderia alterar os acontecimentos. Gonçalo Silva ao verificar que estava a “perder” o meio campo, tira o esgotado Gabri e faz entrar Salcedas, tendo Marco Ramos respondido com duas substituições de uma assentada, saindo Patrick e Toni e entrando para os seus lugares Zuca e Palheta. Este seria o melhor período do Ouriense que tenta a todo o transe inverter o placard do encontro e só não acontece por falta de discernimento na finalização por parte do seu ataque, para exemplo recordamos um lance em que Zuca foge à marcação, ligeiramente descaído sobre a esquerda, dentro da área Fazendense e melhor colocado que os seus colegas em vez do remate, optou pelo passe e a surpresa do gesto deixou sem reacção os companheiros, tendo a defensiva contrária agradecido.

Bola na barra da baliza do Fazendense que vencia 1-0
No seu melhor período, o melhor que os ourienses conseguiram fazer foi acertar na barra da baliza de Sérgio.

Perdida do CAO
Nova perdida do ataque ouriense. A bola sai a centímetros da barra.

Insistiu o Ouriense com mais duas oportunidades mas sempre os centrais Fábio e Fred, muito bem secundados por Tiago e Licá protegiam o atento guardião Sérgio. Aos oitenta e cinco minutos, Gonçalo Silva faz a segunda substituição, guardando a terceira, pensamos nós, para uma eventual queima de tempo, entrando Pereira para o lugar de Isas. Em boa hora o fez porque é Pereira que vai marcar o segundo golo da partida e do Fazendense, numa altura em que o árbitro assistente Pedro Sousa tinha acabado de mostrar a placa com os quatro minutos que o seu chefe de equipa entendeu dar a mais de compensação.

2º golo (2)
Pereira (número 11) marcou o golo da tranquilidade fazendense já nos descontos.

Sem tirar o mérito ao jogador Pereira ou à sua equipa, diremos que este golo nasce no período em que a equipa da casa tentava o tudo por tudo. Na nossa perspetiva e em conclusão diremos que a vitória assenta bem ao vencedor, a margem mínima seria o mais correto, premiando a boa organização defensiva e a persistência do seu ataque.

Quanto ao derrotado diremos que pagou aquilo em que o desporto de equipa é fértil e o futebol em particular, quem erra mais arrisca-se a perder, e ainda por outro lado, “quem não arrisca não petisca”. Por se situarem uns furos acima dos seus companheiros, gostámos das prestações de Stefan, Pedro Vieira, Mario Wilson, Dino e de Filipe Capão.

A equipa de arbitragem, chefiada por Gonçalo Antunes, tendo como primeiro assistente Rui Cabeleira e segundo assistente Pedro Sousa, realizou um bom trabalho, com o árbitro sempre em cima dos lances com diagonais bem cumpridas e muito bem coordenado com os seus assistentes. Mostrou a cartolina amarela por duas vezes a Jota e Peralta, respectivamente do Ouriense e Fazendense, por estes cortarem à margem das leis, lances de perigo utilizando as pernas.

Ficha do jogo

Campo da Caridade

Árbitros: Gonçalo Antunes, Rui Cabeleira e Pedro Sousa

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Trio de arbitragem. Pedro Sousa, Gonçalo Antunes e Rui Cabeleira

CA Ouriense

Stefan, Lagoa, Pedro Vieira, Mário Wilson, Toni (Palheta), Jota, Diogo, Dino, Matias (Fiipe Capão), Zim (Zuca) e Patrick

Suplentes: Rafa, Filipe Capão, Pedro Ruas, Zuca, Pedro Gordo, Jesus e Palheta

Treinador: Marco Ramos

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Clube Atlético Ouriense

AD Fazendense

Sérgio, Tiago Santos, Fred, Fábio, Licá, Zé Miguel, Gabri (Salcedas), Luisinho, Peralta, Isas (Pereira) e Tiaguinho

Suplentes: Nuno, Salcedas, Melro, Miguel Dionísio, Pereira e José Costa

Treinador: Gonçalo Silva

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Associação Desportiva Fazendense

Marcadores: Peralta (66′) e Pereira (90’+2)

A opinião dos treinadores:

Marco Ramos (Ouriense)

Marco Ramos
Marco Ramos

Gonçalo Silva (Fazendense)

Gonçalo Silva 1
Gonçalo Silva

Tem 41 anos e uma profissão que tudo tem que ver com jornalismo e informação... Engenheiro Eletrotécnico. O gosto pela informação desportiva ganhou-o ainda criança com o pai e a mãe na rádio. A informação escrita é uma nova aventura. Acredita que o desporto é fator de promoção e desenvolvimento regional e de aproximação "das gentes", pelo que noticiá-lo é um imperativo. Praticou várias modalidades, foi treinador e árbitro de basquetebol. É casado e tem uma filha que o obriga a correr. Colabora na Antena Desportiva da rádio Antena Livre, sendo a rádio uma das suas maiores paixões.

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