Taça de Portugal | Autogolo ditou continuidade do Sertanense frente ao Benfica de Castelo Branco

Sertanense jogou em casa. Foto arquivo: mediotejo.net

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE 1 – SPORT BENFICA CASTELO BRANCO 0
Taça de Portugal – 1ª Eliminatória
Campo Dr. Marques dos Santos – Sertã
27-09-2020

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No Campo de Jogos Dr. Marquês dos Santos na Sertã tinham encontro marcado para as 15 horas de domingo duas equipas a militar na Série E do Campeonato de Portugal que, curiosamente, haviam empatado na jornada inaugural do campeonato.

Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos na Sertã.

A equipa da Sertã, com um histórico deveras interessante na “prova rainha” do nosso futebol, onde costuma ir longe e defrontar os “tubarões” da I Liga, não quereria dar grandes veleidades aos vizinhos albicastrenses.

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As “águias”, com uma equipa com poucas “mexidas” e mantendo Pedro Barroso no comando das operações, tinha bons argumentos para tentar prosseguir na competição.

Com duas equipas vizinhas, a militarem na Série E do Campeonato de Portugal, tudo se poderia resolver num pormenor.

O jogo teve início em toada de equilíbrio, com a bola a viajar pelos terrenos à guarda de ambos os conjuntos mas algo longe das áreas, sendo os guarda redes meros espectadores.

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Numa das primeiras vezes que o Sertanense entrou na área adversária, aos 17 minutos, pediu-se grande penalidade por mão na bola que até pareceu ter existido mas de forma casual. O árbitro Pedro Ramalho mandou jogar.

Minutos depois lance idêntico na outra área levou a um coro de protestos desta vez dos albicastrenses e o àrbitro nada assinalou. Em ambos os lances terá avaliado bem.

Jogo começou com protestos numa e noutra área.

Aos 24 minutos o Benfica de Castelo Branco ganhou um canto e na sequência voltou a pedir-se grande penalidade por suposta mão na área. O árbitro voltou a não atender.

Dois minutos depois João Silva introduziu o esférico na baliza dos visitantes mas o lance estava anulado por posição irregular. João Silva queria ficar na história do jogo e aos 28 minutos ensaiou a meia distância, num remate em arco, obrigando o guarda redes Miguel Assunção a defesa atenta.

Guarda redes albicastrense esteve bem quando solicitado.

Este lance “espicaçou” os benfiquistas e Amadu Touré, numa excelente incursão pela ala esquerda, obrigou à cedência de canto. Na sequência da marcação os atacantes da capital do distrito provocaram falta atacante. Com os “encarnados” no seu melhor período surgiu um dos melhores momentos do jogo.

Um cruzamento muito chegado à baliza quase traía Leo Turossi que tirou com uma palmada. Dentro da área Kalunga executou um vistoso pontapé de bicicleta na direção da baliza onde apareceu, em cima da linha fatal, Luís Martins a esconjurar o perigo. Bonito lance de futebol.

Benfica de Castelo Branco tomou conta do jogo a meio do primeiro tempo, sendo a equipa mais atacante.

Aos 33 minutos Fábio Gaião fez falta dura a meio campo travando desse modo um rápido contra ataque dos visitantes. Foi brindado com a cartolina amarela.

Minutos depois, na sequência da marcação dum pontapé de canto conquistado pelos sertaginenses, caiu na área das “águias” um jogador da casa. Reclamou-se grande penalidade que o juiz da partida não atendeu, aproveitando Amadu Touré para contra atacar com muito perigo. O remate saiu ao lado.

Árbitro não condescendeu com entradas duras.

A faltar um minuto para o descanso João Silva roubou a bola a meio campo, ganhou metros no terreno, tirou as medidas à baliza e quando se preparava para desferir o remate foi carregado por Amadu Touré que viu o cartão amarelo. O livre, em zona frontal, muito perto da grande área, levou perigo com Vitor Hugo a rematar muito perto do poste.

O empate justificava-se ao intervalo já que o desempenho de ambos os conjuntos foi marcado pela pouca eficiência atacante e pela segurança defensiva. Lutou-se muito a meio campo num espetáculo interessante de seguir.

Apesar dum ligeiro ascendente dos visitantes o empate ajustava-se ao intervalo.

O segundo tempo começou exatamente como havia terminado o primeiro. Com uma postura mais atacante o Benfica de Castelo Branco ia mantendo a equipa de Natan Costa longe da sua baliza, sendo a equipa mais perigosa no relvado.

Amadu Touré comandava o ataque à baliza de Leo Turossi e logo no segundo minuto um remate de trivela de muito longe criou alguma ansiedade nas hostes sertanenses mas a bola saiu um pouco ao lado. A impulsividade de Touré ia-lhe valendo a marcação de faltas atacantes.

Amadou Touré foi protagonista da boa reentrada dos albicastrenses.

Aos 50 minutos assistiu-se a uma mudança de protagonista. Foi o capitão dos albicatrenses que assumiu o jogo e num remate de ressaca levou a bola a rasar a baliza de Turossi.

Três minutos depois o Sertanense sacudiu a pressão e conseguiu, num cruzamento muito largo, colocar a bola no coração da área onde saltaram vários jogadores. O árbitro entendeu que o guarda redes Miguel Assunção foi carregado na área de proteção e assinalou a respetiva falta.

Bruno Rafael (3) numa abordagem infeliz marcou na própria baliza e fixou o resultado.

Aos 56 minutos o zambiano Kalunga fez um falta feia a meio campo passível da amostragem da cartolina. O árbitro Pedro Ramalho condescendeu no cartão mas assinalou a falta.

O livre marcado de forma bombeada para a entrada da área dos benfiquistas permitiu que um aglomerado de jogadores disputassem o esférico nas alturas. A abordagem infeliz de Bruno Rafael levou-o a cabecear por cima do guarda redes Miguel Assunção que entretanto saíra de entre os postes. Um chapéu perfeito, na baliza errada, colocou a equipa da casa na frente do marcador ainda com muito para jogar.

Sertanense, a vencer, passou a controlar o jogo.

O Benfica de Castelo Branco lançou-se deliberadamente à procura do golo que anulasse a vantagem sertaginense e expôs-se a venenosos contra ataques.

Aos 65 minutos o colombiano Daniel Rodriguez parou uma tentativa de contra golpe e viu o cartão amarelo. Quatro minutos depois Júlio Melo, entrado já no decorrer da segunda parte, tentou surpreender rematando de fora da área para defesa segura de Leo Turossi.

Após um período de acalmia e maior equilíbrio, Jorge Teixeira conseguiu isolar-se, aos 80 minutos, obrigando o guarda redes Miguel Assunção a sair da sua grande área para defesa atenta, defendendo com os pés o forte remate.

Era a vez do Sertanense controlar as operações. Com maior posse de bola e criando lances de algum perigo conseguiu manter os visitantes longe da sua área. Matheus, com um forte remate de longe, obrigou o guarda redes das “águias” a defender para canto quando faltavam cinco minutos para o tempo regulamentar.

Nem de bola parada o marcador se moveu.

Em cima dos 90 minutos um canto levou o pânico ao extremo reduto sertaginense. Na sequência da marcação do pontapé livre, Luís Martins atrasou para Leo Turossi de forma temerária. Por pouco não correu mal…

Já no segundo minuto dos quatro de compensação dados pelo árbitro a título de compensação Cyrille isolou-se na área mas o jogador do Burquina Faso acabou desarmado, gorando-se uma boa ocasião para ampliar a vantagem.

Com a compensação esgotada Bruno Torres sofreu falta à entrada da área e o próprio se encarregou da cobrança. A bola embateu na barreira e saiu pela linha de fundo. Já não houve tempo para a cobrança.

Festa da equipa da casa.

Era tempo de festa para as cores da casa que segue em frente esperando um sorteio generoso que possa trazer à Sertã um dos “grandes” do nosso futebol.

Num jogo muito equilibrado o Sertanense teve a sorte do jogo vencendo com um golo fruto do azar alheio. Alguém teria de vencer, logo, a vitória assenta bem aos da casa.

A arbitragem de Pedro Ramalho, apesar das reclamações por situações dentro da área, não se intimidou e conduziu o jogo sem problemas. Bem auxiliado, constituiu com os assistentes Jorge Roque e João Marques uma equipa discreta, coesa e competente.

Boa arbitragem num jogo correto.

Ficha do jogo

SERTANENSE FUTEBOL CLUBE:
Leandro Turossi, Luís Martins, Hamed Doukouré, João Silva (Cyrille Kpan), Matheus (Tiago Santos), Iago (Bruno Torres), Sunday Akoh, Miguel Pinéu, Vitor Hugo, Fábio Gaião e Jorge Teixeira (Bruno Lopes).
Suplentes não utilizados: Pedro Farinha, Rafa e Ibouka.
treinador: Natan Costa.

Sertanense Futebol Clube.

SPORT BENFICA CASTELO BRANCO
Miguel Assunção, Bruno Rafael, Babia Coulibaly, Guilherme Campos (Caetano), Miguel Lopes (Lucas Reis), Miguel Abreu, Amadu Turé (Júlio Melo), Kalunga, André Cunha, Wyner Rosero e Clayton Leite.
Suplentes não utilizados: André Caio, Miguel Campos, Fábio Trindade e Diogo Preto.
Treinador: Pedro Barroso.

Sport Benfica e Castelo Branco.

GOLO: Bruno Rafael (autogolo).

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Pedro Ramalho, Jorge Roque e João Marques (AF Évora).

Equipa de Arbitragem: Pedro Ramalho, Jorge Roque e João Marques, com os capitães de equipa.

No final ouvimos os técnicos de ambas as equipas:

Natan Costa-Treinador do Sertanense.

 

Pedro Barroso, treinador do Benfica de Castelo Branco.

*Com David Belém Pereira (multimédia).

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