Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Agosto 5, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“Suspensão”, por Massimo Esposito

A “arte” em Portugal está mesmo a separar-se completamente. Uma, é a arte que o povo gosta, que inúmeros artistas recriam e desenvolvem com carinho e destemor, outra é a “Arte Institucional”. A arte que só alguns, poucos, muito poucos, gostam. Mas que “é fina”. Neste caso refiro-me à “Suspensão”, uma ideia pirosa e sem jeito da sempre presente Joana de Vasconcelos. A peça é feita de contas brancas, tem 26 metros e vai ser iluminada pela primeira vez na noite de 12 de Maio, quando o Papa Francisco entrar no santuário de Fátima.

- Publicidade -

Apesar de achar uma ideia muito pouco artística, que só pode estar em tom com aquela enorme catedral, aquele esquelético Cristo ferrugento e os volumosos montantes recebidos, não sei como se pode chamar escultura ou obra de arte, a uma “coisa destas”.

Mas lembro também que já existe uma “escultura” similar, um outro terço suspenso, criado em 1998 por Osmar Sales, um médico de 61 anos e cuja nova versão foi inaugurada a 5 de Abril em Vila Velha, no Estado brasileiro de Espírito Santo.

- Publicidade -

Naturalmente surgiram imediatamente acusações de plágio, que a artista portuguesa rebate com estas subtis palavras

“Há símbolos que são símbolos de todas as pessoas, como carros, sapatos, e que são tratados por vários artistas. As pessoas trabalham os símbolos conforme a sua perspectiva e conforme a sua maneira de ser. Os símbolos não são de ninguém”, argumenta Joana Vasconcelos, em declarações ao PÚBLICO, acrescentando que “símbolos incríveis como o terço são de uma cultura, são das pessoas em geral”.

E é aqui que a quero apanhar, o terço não é um símbolo católico, lembro que Muçulmanos, Hindus e Budista têm também “terços” para relembrar as repetitivas litânias do culto a que pertencem. Por esta razão também falhou o alvo.

Mais ainda é ofensiva porque diz, em relação à outra obra: ”Não é uma coisa pendurada entre duas palmeiras”. Se aquela brasileira  é uma “coisa” também a sua é uma “coisa”.

É é isto que a considero, UMA COISA, não quero tocar a sensibilidade dos católicos, ou de outra ideia religiosa, que respeito profundamente, mas falo especificamente deste “absurdo visual” que as instituições, os críticos e infelizmente também os partidos obrigam a pagar ao povo “coisas” destas, sem pedir uma consensualidade ou debate público e espetam a torto e a direito “Coisas”.

Uma pergunta para os mais preparados por mim em escultura. Não havia um outro escultor, ou dois, a interpelar em Portugal para apresentar outro projeto?

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

- Publicidade -
- Publicidade -

4 COMENTÁRIOS

  1. Há coisas que só são arte se tiverem determinada assinatura. Caso contrário são uma tentativa falhada de desenho ou escultura.
    Se fosse eu que tivesse apresentado está ideia, seria ridículo. Mas eu não me chamo Joana.

  2. Sobre “arte” é difícil falar porque é imensamente abrangente, já sobre o esta senhora faz, são autenticos atestados de ignorância a quem apoia estes mamarrachos. Sabemos que mais vale cair em graça do que ser engraçado, assim é com esta senhora, e quando hesistem interesses económicos associados… Depois há a questão da ética, do respeito que ela revela não ter. Já trabalhei de perto em projectos desta senhora, conheço a arrogância. Qualquer leigo vê que este projecto de Fátima é uma cópia estilizada pela distância no tempo. Plágio puro e simples, e a forma como classifica a obra Brasileira, (uma coisa pendurada entre duas palmeiras), identifica o nível, a estrutura moral desta senhora.

  3. Continuo a achar que confudem ARTE com DESIGN e isso vai matar a arte…. ou não.
    O que é certo é que “ARTISTA PLÁSTICA” JOANA VASCONCELOS vai facturando milhões atrás de uma pseudo-arte… só dela e de alguns eleitos, passando um atestado de estupidez a quem discorda.
    Mas… a culpa é nossa… o resto é conversa…
    Eu não sou artista… gostava de ser, mas neste país não tenho categoria nem conhecimentos e nem cunhas para isso… limito-me a observar estas “Chicas-espertices”… com um véu foleiro chamado ARTE. E graças a Deus que não sou artista nem nada que se pareça… sou da opinião daquele lunático chamado Almada Negreiros… esse enegumeno que nada peecebia de arte comparada com estes “experts” e dizia que… “Isto não é um país… é um lugar… e ainda por cima mal frequentado” acho que já Eça de Queiróz teria feito uma alusão á coisa. Mas honestamente… não perco tempo com isto— ela quer é isto…. polémica e … euros…. muitos euros. Arte?.. QUE É ISSO??????
    Mas não liguem… eu sou maluco.

    Abraço Massimo mie arti fratello … di nostre arti

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome