Suinicultores estão a bloquear armazém do Intermarché em Alcanena

Um grupo de suinicultores está a bloquear com os seus veículos a saída da base de abastecimento do Intermarché em Alcanena, Santarém, em protesto contra o incumprimento da lei da rotulagem da carne de porco.

“Estamos aqui e vamos continuar de noite e de dia, para impedir a saída dos carros que abastecem as lojas do Intermarché”, disse à agência Lusa João Correia, porta-voz dos suinicultores em protesto.

Depois de se terem concentrado pelas 19:30 na estação de serviço da A1 em Santarém, os suinicultores decidiram fazer mais uma ação contra o incumprimento da lei da rotulagem da carne de porco e optaram armazém do Intermarché em Alcanena.

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João Correia disse que no local “estão muitos suinicultores e que não vão deixar sair ninguém”.

Os suinicultores queixam-se de que a rotulagem é muitas vezes ignorada e consideram que as contínuas promoções “em nada dignificam o produto em si e que a opinião pública começa a desconfiar de que a carne de porco não tem qualidade”.

No dia 27 de dezembro, cerca de 200 suinicultores realizaram uma ação de sensibilização no talho do Pingo Doce do centro comercial Braga Parque, em Braga, denunciando a falta de rotulagem na carne de porco vendida naquela grande superfície, conforme obriga a lei em Portugal.

Na sequência desse protesto, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), recolheu as embalagens de carne de porco não rotuladas no Pingo Doce do Braga Parque.

Além do incumprimento da lei da rotulagem nalguns estabelecimentos comerciais, João Correia salientou que o suinicultor português perde, em média, 45 euros por cada porco que vende, ou seja, estão a vender “abaixo do custo de produção”, colocando em causa “200 mil postos de trabalho diretos e mais 200 mil indiretos”.

Estão registados em Portugal cerca de quatro mil suinicultores industriais, havendo no total quase 14 mil explorações. Portugal produz cerca de 55% da carne de porco que consome.

 

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