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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Souto | Um doce Festival para partilhar experiências e conviver entre coletividades (c/fotos)

Está aberto o VII Festival de Doçaria e Artesanato, evento que decorre até este domingo no Souto, freguesia do norte do concelho de Abrantes. Este ano, a organização do evento é da Sociedade Recreativa do Souto em parceria com a Junta de Freguesia de Aldeia do Mato e Souto. Reúne durante três dias (13, 14 e 15 de julho), na sede da coletividade, participantes das freguesias do norte do concelho de Abrantes: Aldeia do Mato e Souto, Carvalhal, Fontes, Martinchel e Rio de Moinhos, com o envolvimento das respetivas Juntas de Freguesia.

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São três dias de Festival de Doçaria e Artesanato que conquistam anualmente “perto de um milhar de visitantes”, disse ao mediotejo.net o presidente da União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Álvaro Paulino. Os almoços e jantares servidos durante o Festival, da responsabilidade das freguesias, chegam a juntar à mesa 300 convivas que por estes dias escolhem o evento para apreciar a doçaria tradicional da região, escutar grupos de cantares, bombos ou bandas filarmónicas e comprar artesanato em mais de uma dezena e meia de expositores. Em 2018 a festa faz-se na localidade de Souto.

“Este evento, desde a primeira hora, foi, é, e será sempre importante para todas as freguesias envolvidas” defende Álvaro Paulino. Muito pela “partilha de conhecimentos, de experiência e de convívio entre as associações das várias freguesias” O presidente da Junta enaltece este tipo de iniciativas quando decorrem em freguesias, como Aldeia do Mato e Souto, “com perda de população e cada vez mais isoladas”.

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Apesar da União, para o Festival de Doçaria e Artesanato os organizadores continuam a considerar “seis freguesias. Todos os presidente de Junta concordaram em manter dois eventos na União. Este ano no Souto, no próximo ano será em Aldeia do Mato, ainda não está definido o local”, passando nos anos seguintes pelas restantes quatro freguesias: Martinchel, Fontes, Rio de Moinhos e Carvalhal.

Edição de 2018 do Festival de Doçaria e Artesanato. Souto.

O Festival conta também com serviço de refeições da responsabilidade das freguesias participantes. Na sexta-feira, dia 13, o jantar foi servido pela freguesia de Carvalhal. Este sábado o almoço fica a cargo da União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto e o jantar a cargo da freguesia de Fontes. No último dia do Festival o almoço será servido pela freguesia de Martinchel. “Rio de Moinhos este ano não participou nas refeições” participará em 2019, assegura Álvaro Paulino.

Cada ano, o evento “é dinamizado pela Junta de Freguesia que trabalha como elo de ligação entre as associações parceiras das várias freguesias, com expositores no Festival, e o organizador, uma coletividade da freguesia”, explica.

O vereador João Gomes inaugurou o certame e também enalteceu o empenho das entidades organizadoras, tendo destacado a importância do mesmo pelos momentos de partilha e convívio entre as populações de aldeias vizinhas. Referiu ainda a importância na divulgação e reconhecimento do que de bem e de bom se faz na zona do norte do concelho.

Doces a concurso no VII Festival de Doçaria e Artesanato. Souto

O também vice-presidente da Câmara Municipal de Abrantes, que há sete anos ,aquando do nascimento da ideia da realização de um festival gastronómico era presidente da Junta de Aldeia do Mato, João Gomes, integrou o júri do concurso de doçaria e artesanato, com Conceição Pereira, coordenadora da Tagus, o padre Pedro e Joaquim Serras, da Associação Comercial e Empresarial dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei.

O concurso, que decorreu no final da tarde de sexta-feira, elegeu a melhor peça de artesanato entre cinco a concurso, o melhor doce tradicional e o melhor doce criativo entre dez a concurso. Uma peça com peixes talhados em madeira numa referência o rio Zêzere conquistou o primeiro lugar no artesanato e nos doces, os coscorões (doce tradicional) e a tarte florida (doce criativo) foram os preferidos do júri. Esta peça de artesanato bem como os doces encontram-se à venda no certame catalogados como vencedores do 1º lugar do Festival de Doçaria e Artesanato. E domingo são premiados os doceiros e o artesão responsável pela peça a concurso.

Peças de artesanato a concurso no VII Festival de Doçaria e Artesanato. Souto

Luís Pedro, presidente da Sociedade Recreativa do Souto, lembra “todo o trabalho para conseguir dignidade” que a associação merece, ao encontrá-la há 16 anos “um bocadinho abandonada. Não foi fácil, mas conseguimos” conta ao mediotejo.net.

A Sociedade Recreativa do Souto considerou-a como “uma mais-valia para a terra” por ser “um lugar de convívio, o único local da freguesia onde há um bar aberto”. Nos meses de inverno “é complicado e até dá prejuízo, mas não fechamos porque a associação tem uma função social”, refere, acrescentando que Souto conta com cerca de 170 habitantes, na maioria idosos. “Se a associação não tiver atividades para dinamizar e trazer algumas pessoas, a terra morre”, garante Luís.

A ideia nasceu há sete anos dentro da Sociedade Recreativa do Souto “quando o presidente da Assembleia Geral, Jorge Meneses, pensou em dinamizar a gastronomia” depois o caminho fez-se “batendo à porta de muita gente. A primeira porta foi a de João Gomes pensando num festival de gastronomia do norte do concelho. Depois com outras conversas pensámos em doçaria e artesanato. Foi muito difícil!”, conta.

Mas conceber uma ideia e conseguir os respetivos apoios não bastava para manter o Festival, “era necessário arranjar alguém que pudesse dar continuidade ao projeto e trabalhar. Pensamos, e bem, em entregar o evento às juntas de freguesia”. Rio de Moinhos, por não pertencer geograficamente ao norte do concelho de Abrantes, chegou ao Festival posteriormente. “Quis associar-se e nós queremos é gente a participar” salienta Luís Pedro.

Inauguração do VII Festival de Doçaria e Artesanato no Souto. João Gomes, Luís Pedro e Álvaro Paulino

Recorda a primeira edição como “um sucesso brutal”. O evento ao domingo encerra às 18h00 e “naquele domingo tivemos pessoas às 19h00 e 20h00 a pedir jantares”.

Este ano, a Sociedade Recreativa do Souto, como organizador, decidiu inserir no Festival a iniciativa ‘Cabica’ com atividades de caminhada, canoagem e bicicleta. Registando “falta de voluntários” nas coletividades e “com muita gente da direção a viver em Lisboa”, admite dificuldades em organizar dois eventos em julho. A opção passou, então, por realizar os dois eventos no mesmo fim-de-semana.

O responsável deu ainda conta da inscrição de “70 canoas para andar na albufeira de Castelo de Bode. Pessoas que não são da região e vêm todos os anos fazer canoagem”, disse, considerando a albufeira “uma mais-valia”. Os trabalhos da Sociedade Recreativa do Souto não ficam por aqui: “domingo à noite entra uma equipa de triatlo de Lisboa que vem estagiar na associação durante 15 dias”.

Atuação do grupo Arrebimbá Fundo no VII Festival de Doçaria e Artesanato. Souto.

A edição de 2018 do Festival de Doçaria e Artesanato abriu assim as portas esta sexta-feira, 13 de julho, pelas 18h00, com a atuação dos Arrebimbá Fundo. O dia 14 (sábado) é dedicado à atividade física com a iniciativa ‘Cabica 2018’ inserida no Festival. Durante a manhã canoagem na albufeira da barragem de Castelo de Bode e caminhada pelo trilhos do Souto. Durante a tarde aula de zumba e jogos tradicionais. Também nessa tarde a animar o Festival o Grupo de Cantares Brisa do Tejo, a Filarmónica União Sardoalense e o Grupo de Cantares Envelhecer com Dignidade (Martinchel). À noite a animação fica a cargo do Grupo de Cantares do Souto e de Igor Alves.

O domingo de manhã (dia 15) começa com uma missa, às 11h30, no recinto do Festival. Durante a tarde o Racho Infantil “Os Retalhinhos” de Martinchel e o Racho Folclórico “Os Moleiros” da Casa do Povo de Rio de Moinhos, vão subir a palco. Às 17h00 serão entregues os Prémios do Concurso de Doçaria e Artesanato.

A freguesia do Souto foi a primeira do Norte do concelho a receber o Festival de Doçaria e Artesanato na sua edição de 2012. Este evento identitário das freguesias do norte do concelho conta com o apoio da Câmara Municipal de Abrantes e da TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, entre outros.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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