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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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SOS Racismo assinalou 25 anos de luta contra a discriminação racial

A Associação SOS Racismo assinalou no sábado 25 anos de “luta contra a discriminação racial” e de denúncia de atos de discriminação contra os “diferentes”.

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Após 25 anos de luta, o dirigente do SOS Racismo, José Falcão, disse à agência Lusa que continua a fazer sentido a existência da associação, porque as atitudes racistas e xenófobas continuam a existir, apesar de já terem sido dados alguns para as combater.

“Basta ver aquilo que é dito sobre as minorias étnicas para mostrar que infelizmente o SOS Racismo tem que continuar a existir para lutar contra estes estereótipos”, sublinhou.

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Segundo José Falcão, “alguma coisa mudou nestes 25 anos, mas Europa está a mudar outra vez e os crimes de ódio continuam a aumentar”.

Para o ativista, é “muito importante” perceber que os passos dados de “nada servem” se não forem inseridos “numa política séria de combate à discriminação racial”.

Portugal tem uma “lei de discriminação racial, que não serve para absolutamente nada e é pintada como uma coisa absolutamente fabulosa lá para fora”, lamentou.

Entre os “poucos passos” que foram sendo dados, José Falcão destacou “o reconhecimento da existência da discriminação racial e do racismo”.

“Há 25 anos a culpa de haver racismo era do SOS e ainda hoje há gente que diz que se não fossemos nós não havia racismo. O disparate é tão grande que chega a este ponto”, sublinhou.

Os 25 anos da associação foram marcados pela denúncia de casos de “violência policial” de atos da extrema-direita, bem como da “violência dos tribunais face aos mais desprotegidos”.

A luta pelo “direito de voto para todas e todos” e “contra os estereótipos na educação, na imprensa, na sociedade, na academia, nas instituições” também marcou estes anos da associação.

Ao mesmo tempo, a associação desenvolveu atividades culturais no teatro, no cinema, mas também palestras nas escolas, nas autarquias para alertar para esta realidade e combatê-la.

“No âmbito destas comemorações vamos fazer o que sempre temos feito até agora: percorrer centenas de quilómetros pelas escolas, participar na luta pelos direitos de todas e todos aqueles que aqui vivem e aqui deviam votar”, frisou.

A efeméride foi assinalada com uma festa que decorreu no sábado, em Lisboa, e que contou com a presença, entre outros, de Capicua, Maria Viana, António – Homem Estátua, Boss e Pedro Branco.

Agência de Notícias de Portugal

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