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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Sónia Lobato recandidata-se a presidente da União Distrital das IPSS de Santarém (C/ÁUDIO)

A União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Santarém vai novamente a votos no dia 18 de setembro, poucos meses depois de Sónia Lobato ter sido eleita presidente para um mandato de quatro anos (2021-2024). As eleições antecipadas devem-se a “conflitos” insanáveis entre elementos da equipa, tendo Sónia Lobato, também dirigente do Lar Evangélico Nova Esperança, de Alcanhões, explicado os motivos que originaram a realização de novo ato eleitoral e alguns dos objetivos da sua recandidatura.

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Sónia Lobato, que tomou posse a 13 de janeiro deste ano como presidente da direção da UDIPSS de Santarém, concorre com o lema “Vamos ser mais UDIPSS Santarém” e “uma equipa de mulheres e homens com uma única agenda: compromisso com o setor social. Não com a banca, não com o mercantilismo. A nossa agenda é com as Instituições, defendendo posições sem medos, seja com o governo, seja com a CNIS”, disse a dirigente ao mediotejo.net.

Tendo feito notar que os membros da sua equipa, “na sua maioria, são dirigentes do terreno com propostas de soluções muito práticas e exequíveis”, uma das propostas passa por “estimular a participação das gerações vindouras”, propondo a “bonificação de pensão/reforma dos dirigentes, à semelhança dos ex-Combatentes do Ultramar e bombeiros”.

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“Temos dificuldades em ocupar os lugares dos órgãos sociais. Daqui a 10 anos não teremos voluntários. Quem quer exercer um cargo, em que os deveres e obrigações crescem a cada dia que passa? Ninguém”, afirmou, assegurando “verdade, rigor, legalidade, competência e sentido de compromisso” por parte da equipa que lidera.

A lista com que se candidata integra representantes de 13 das 186 instituições associadas da UDIPSS e apresenta quatro objetivos centrais: Redução da TSU para o terceiro setor; “Bonificação de tempo de serviço para efeitos de pensão/reforma para todos os dirigentes voluntários; Acesso à prescrição de REM – Requisição Eletrónica de Meios Complementares de Diagnóstico, pela celebração de acordos/convenções com as respetivas ARS, e Aumento do valor inscrito nos acordos de cooperação (muito aquém do custo real por utente)”.

União Distrital das IPSS de Santarém vai a votos a 18 de setembro, poucos meses depois de ter eleito Sónia Lobato para presidente. Foto: UDIPSS

ÁUDIO | SÓNIA LOBATO, PRESIDENTE E RECANDIDATA À DIREÇÃO DA UDIPSS:

O que aconteceu para em cerca de 6 meses a direção cair e ir novamente a votos?

Efetivamente estamos a falar de 6 meses de vida e não se pode, embora tenhamos de falar do presente, ignorar que quando entramos em janeiro antecede uma queda de uma direção que também esteve empossada pouco menos de um ano. Portanto temos aqui dois acontecimentos que de forma sucessiva acontecem – com elementos em comum, é um facto – que provocou a queda de duas direções. Claro que é mau para uma União e é mau em primeiro lugar porque existem problemas no 3º setor que exigem que estas plataformas, estas uniões distritais, que estão em guerrilhas internas no lugar de estarem com os olhos na causa, no social, no compromisso com a solidariedade.

O que aconteceu foi como em tudo na vida, acho que é isto que no terceiro setor tem de melhor e pior, quem está no terceiro setor tem de ter paixão por isto, e quando estamos em regime de voluntariado a paixão tem de ser elevada e tem que se trabalhar com confiança. Há pessoas que conseguem engolir a ausência desse fator, eu não consigo, é uma forma de estar na vida, eu não a inventei quando cheguei à UDIPSS, portanto, na minha instituição, tenho de ter confiança no trabalho, nas pessoas, não é sermos pessoas perfeitas, mas tenho de ter confiança, saber que estamos todos com uma mesma agenda, a trabalhar para o mesmo fim, e isso não aconteceu. De facto houve conflitos entre mim, a vice-presidente e o tesoureiro, e portanto a dada altura tive de por as cartas em cima da mesa, se eu me demitisse ela seria a presidente, coisa que não se podia admitir porque era funcionária da casa, mas também não podia continuar a trabalhar com eles, e é um direito que me assiste. E então, como não tenho poder de eleger nem destituir, pedi à presidente da mesa que promovesse um ato eleitoral e eles acabaram todos por se demitir, eu não me demiti – atenção – e portanto acabou por provocar um ato eleitoral, porque era insuportável para mim continuar quatro anos sem confiança mas demitir-me também não era solução. E portanto vamos a eleições, o que naturalmente não é bom, claro, mas seria pior se tivéssemos a cingir uma paz podre, pois assim não estaríamos a fazer pelo terceiro setor. Portanto, vamos nós uma vez mais, oxalá seja a que confirme um mandato de quatro anos e que efetivamente seja agora, que seja de vez, para que possamos normalizar o nosso terceiro setor que precisa de uma voz ativa no distrito.

Portanto o trabalho e plano de ação que tinha delineado para o mandato, que assumiu este ano, estava de alguma forma a ser “minado” por alguns elementos?

Eu tenho uma forma de estar, e essa ficou bem clara, nós temos os locais próprios, pese embora nem todos o respeitem. Aos associados o que é dos associados e à direção o que é da direção. E em ata está documentado, reunimos várias vezes, ficou bem documentado e está por demais evidente para consulta dos nossos associados, o que não resultou. E portanto quando os interesses não convergem é impossível trabalhar. Quando eu tenho o interesse no coletivo e outra pessoa tem um interesse individual, um tem de recuar, e a meu ver eu não recuo num interesse coletivo perante um individual, não quando estou à frente de uma União.

Até que ponto os problemas com que está hoje a debater-se são os mesmos do anterior presidente que foi forçado a bater com a porta?

Foram os mesmos, aliás eu se tiver que dar passos atrás eu dou passos atrás, e de facto é um passo atrás, quando isto aconteceu comigo, eu fui avisada e não escondo, e fiz um contacto ao doutor Hilário e pedi desculpas, porque o que ele me tinha avisado que ia acontecer aconteceu efetivamente. Portanto é incontornável, são coisas que olhamos para trás e perguntamos “porque é que não dei ouvidos?”, é um facto, acontece, e não há pudor nenhum em admitir que erramos, muitas vezes.

Agora o que já não aceito é quando eu me apercebo do erro é permanecer no erro, eu não faço isso. Se dei conta de um erro, tenho de dar um passo atrás para corrigir e pôr-me a jeito de outra solução e foi isso que eu fiz. Acho que provocar o ato eleitoral foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para a União, dentro daquilo que é o cenário menos feliz, e que aconteça e que as associadas escolham o melhor projeto – à partida teremos duas listas – com o qual se identifiquem, para isto tomar fôlego com estabilidade, que é o que a União precisa, é estabilidade.

Portanto há eleições marcadas, Sónia Lobato recandidata-se ao cargo de presidente com uma lista renovada, pode falar um pouco da mesma, e se os projetos com que se candidatou mudam muito no novo programa?

O programa da anterior, e eu participei ativamente na elaboração do programa e, portanto, a Sónia Lobato de há 6 meses não se demitiu da Sónia Lobato, a pessoa é a mesma, as ideias mantêm-se, acrescentei outras porque de facto desta vez tenho comigo a equipa que eu escolhi e que reúne “dinossauros” do terceiro setor, quando digo dinossauros, conseguimos juntar aquilo que é uma preocupação que tenho muito grande que é querermos dirigentes daqui a dez anos, porque hoje em dia com a pandemia ficou muito evidente que ninguém quer vir para o terceiro setor. Primeiro porque os cargos não são remunerados, e se são remunerados é com remunerações muito baixas, depois a responsabilização que há sobre os dirigentes, temos que gerir uma instituição muitas deles com orçamente entre os 800 mil euros a 2 e 3 milhões, os gestores públicos ganham balúrdios para fazer esta gestão, e nós a custo zero, ou remunerações que envergonham, temos de dar resposta a tudo isto. E a verdade é que já hoje em freguesias mais rurais há uma dificuldade enorme em preencher lugares dos órgãos sociais, não se consegue preencher os lugares porque as pessoas não querem saber, e essa é uma preocupação que nós temos, e como tenho pessoas comigo que estão já há muitos anos nisto procurei convergir, pessoas que já cá estão há muitos anos com pessoas novas, e portanto temos aqui o melhor de dois mundos, aqueles que têm de facto um passado a que levou a que estejamos hoje aqui num presente, mas também temos no presente de pessoas para criar o futuro. Como o Peter Drucker dizia “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. E um exemplo e uma linha de atuação da nossa lista é por exemplo criar uma bonificação para a reforma-pensão para todos os dirigentes em regime de voluntariado, a título daquilo que se faz com os ex-combatentes do Ultramar, por exemplo. Ou seja, o período que está em funções que lhe confira uma bonificação na reforma, é um estímulo. É importante estimular as pessoas a quererem ter uma participação mais ativa no social porque daqui a 10 anos vamos ter dificuldade em convencer as gerações mais novas em querer ocupar estes lugares que são de responsabilidade. Quem quer vir trabalhar a custo zero? Quem está para passar fins de semana e férias e tratar de coisas institucionais a custo zero? Então temos de ir trabalhando e preparando as novas gerações.

A outra linha que também temos e surgiu já em fase de quando já tínhamos a equipa demissionária, surgiu uma coisa que é uma luta que mesmo que se a nossa lista não ganhar quero que outros tomem esta luta, e eu enquanto dirigente assim o farei, uma coisa gravíssima a nível da saúde. Nós temos instituições, os lares, não são obrigados a ter médico na instituição. E se repararem quando foi no tempo forte da pandemia, criticou-se muito onde estavam os médicos dos lares. Nós não somos obrigados ao nível do que é o quadro de pessoal, a ter médico. Mas temos na maioria médicos, porquê? Porque há uma acordo, um protocolo de cooperação entre o Ministério da Saúde e a Segurança Social, onde os médicos de família deveriam deslocar-se às estruturas residenciais para verem os seus doentes, os beneficiários. Só que os médicos, na sua maioria, recusam-se a fazer isto. E então as instituições são obrigadas a ter médico, a contratar, têm de ter uma despesa e até aqui tudo bem, aceitamos, resiliência.

Mas agora surge a segunda parte do problema, e esta descoberta dá-se porque estou à frente de duas instituições, uma tem sede em Maceira (Leiria), trabalha, portanto, com o Centro Distrital de Leiria e está sujeito à ARS de lá, e o de Santarém. E a dada altura sou confrontada por um colega de Santarém que me diz: “olha, lá no lar o teu médico consegue passar um raio x? Sim, o médico passa exames médicos de diagnóstico, complementares, análises clínicas…nós aqui não. Em Santarém, o nosso médico, a quem pagamos, só consegue passar medicação.

Então vamo-nos espantar: temos dois distritos, lado a lado. Pois, no de Leiria há uma convenção com a ARS e as instituições podem, com o médico que contratam, passar todo e qualquer tipo de exames. Em Santarém, os médicos que contratamos só podem passar receitas, medicação, tudo o que é exames de diagnóstico complementar tem de ir com requisição ao médico de família e só assim conseguem ter as suas prescrições. Eu pergunto como podemos ter num país dois distritos a duas velocidades? Eu não fiz o mapeamento se isto acontece nos outros distritos, como pode calcular – era um trabalho interessante de se apurar – mas garanto-lhe que entre Leiria e Santarém isto está a acontecer e é inadmissível. Portanto um dos objetivos que transita, era algo que estava a trabalhar quando se deu a queda desta direção, é de facto repor aquilo que é a justiça, portanto se Leiria tem, Santarém também tem de ter, aliás todo o país tem de ter, porque é inconcebível, desde logo se os médicos se recusam a ir aos lares, se nós temos de contratar um médico, não o podemos manietar de exercer aquilo para o qual está credenciado, não tem sentido nenhum. Não estamos a pedir dinheiro a ninguém, estamos a pedir para aligeirar aquilo que é um procedimento burocrático, porque obriga as instituições a mandar um diretor técnico ou um enfermeiro a passar um dia no centro de saúde para ter credenciais. Isto é inadmissível e portanto é um objetivo que espero que consigamos, a par, claro, da criação de uma TSU (Taxa Social Única) para o terceiro setor, nós não somos privado não somos público, não nos apliquem uma TSU do privado, é inconcebível, nós somos terceiro setor, queremos uma TSU própria, isso é essencial. E lá está, não estamos numa de pedir dinheiro, dinheiro, não, se o Estado, quem legisla, aliviar as nossas despesas, estão de uma forma indireta a criar liquidez e isso sim, é criar condições para que a sustentabilidade, não é a riqueza, não é o lucro, não é esse o nosso mote mas sim que a sustentabilidade perdure no tempo e não se esgote em dois meses.

Trabalho não falta, no distrito e no país…

Há muito trabalho que eu acho que falta é políticas exequíveis. Ou seja, continuamos – e isto acontece no terceiro setor como acontece noutras áreas, a proteção civil por exemplo – nós, tudo o que é dirigente, tem uma sensação que as decisões são tomadas à distância num escritório, e que não há conhecimento da realidade, e cada vez mais se têm deslocado as decisões para Lisboa e isso é muito mau pois acaba por prejudicar aquilo que é o terreno das instituições. A título do PARES, destes programas que é para financiar a ampliação ou construção de infraestruturas, os centros distritais dão os seus pareceres mas depois é tudo encaminhado para Lisboa para decisão, e isto a meu ver é uma estratégia em contramão pois isto está a acontecer ao mesmo tempo a que estamos a assistir à transferência de competências do Central para o Local, que vai acontecer em 2022. Quer dizer, dão-nos as competências mas o poder de decisão é erradicado das regiões, isto não faz sentido e torna pouco exequível depois as soluções que nos são dadas. Portanto há muito trabalho, há soluções, não há é quem nos oiça, porque se os nossos governantes ou executores de políticas nacionais tomassem atenção a quem está aqui deste lado, nestas plataformas e outras, coisas tão simples como o exemplo que acabei de dar da prescrição de exames poderiam ser resolvidas.

Não estamos a pedir dinheiro, se bem que também precisamos de dinheiro. Porque também podia falar da bazuca financeira e do valor que supostamente está afeto ao terceiro setor, que pelas nossas contas não é nada. Isso é outra discussão.

Portanto o terceiro setor tem diagnóstico, tem trabalho para fazer, precisa sim é que haja audição ativa, escuta ativa e não passiva, feita num gabinete com teóricos, tem de ser feita no terreno. Não podem ir todos os dirigentes lá bater à porta por isso é que existem confederações, uniões, associações representativas a nível nacional, mas deixem-nos falar.

E a voz das IPSS no distrito de Santarém neste momento é de Sónia Lobato que quer continuar a ter voz nesta matéria, nestas eleições. Portanto há uma segunda lista concorrente?

Sim, parece que sim, haverá uma segunda lista, aliás e se aparecer uma terceira e uma quarta, eu sou defensora da pluralidade, e portanto concorram. Somos uma associação e essa é também uma finalidade, que hajam várias propostas e o que tem de ser garantido é a missão, que é qual? E eu só posso responder pela lista que encabeço, que é uma lista que tem como mote “Vamos ser mais UDIPSS”.

Portanto para as eleições de 18 de setembro, a voz é devolvida para já às associações do distrito?

A voz é devolvida às associações do distrito, que de facto merecem que essa voz seja de uma vez por toda estabilizada, para que se possa fazer ouvir no palco necessário e certo, onde a discussão tem de acontecer em defesa das nossas associações e isso é muito importante que aconteça. E acredito que sim, que isto irá estabilizar, são vicissitudes que acontecem, não são saudáveis, mas são também fruto dos tempos que estamos a viver. O mais importante, e volto a dizer, às vezes temos de dar passos atrás para dar passos acertados para a frente, e acho que isso é a lição grande a tirar destes tempos, e é a resiliência, não fosse esse o nosso lema, nós somos o setor da resiliência, e acredito que dia 18 as associadas irão escolher aquilo que melhor as representa.

Se, de facto, a pretensão delas é ter uma voz ativa, reivindicativa, defensora dos interesses das instituições, uma agenda com o coletivo, então com certeza teremos essa voz e eu terei oportunidade de prolongar aquilo que só tive tempo de fazer em 6 meses”, concluiu.

EQUIPA ” VAMOS SER MAIS Udipss Santarém”

 Mandatária: Ana Filipa Magalhães, assessora jurídica

 Mesa da Assembleia Geral:

 Presidente: Álvaro Brites | CRIT – Centro de Reabilitação e Integração Torrejano (Torres Novas)

Primeiro secretário: Carla Cândido | Centro de 3.ª Idade de Gondemaria (Ourém)

Segundo secretário: Maria Eugénia Fernandes | Centro de Solidariedade Social Padre José Filipe Rodrigues (Torres Novas)

 Direção

 Presidente: Sónia Lobato | Presidente do LENE – Lar Evangélico Nova Esperança – Alcanhões (Santarém)

Vice-Presidente: Marcelo Morgado | Centro de Dia da Moçarria (Santarém)

Secretária: Estela Rito Ribeiro | Centro Social e Paroquial de Atoguia (Ourém)

Tesoureiro: António Veiga | Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Oliveira em Tramagal (Abrantes)

Vogal efetivo: Pedro Santos | Jardim Infantil de Riachos (Torres Novas)

Vogal suplente: Padre Rui Tereso | Centro Social e Paroquial da Serra (Tomar)

Vogal suplente: Rogério Monteiro | Centro de Bem Estar Social de Glória do Ribatejo (Glória do Ribatejo)

 Conselho Fiscal

 Presidente: António Mor | Presidente do Centro Social do Pego (Abrantes)

Primeiro vogal: Manuel Vicente | Centro Social e Paroquial de Pedrógão (Torres Novas)

Segundo vogal: Carlos Marques | Associação dos Lares Ferroviários (Entroncamento)

As eleições para a direção da UDIPSS vão decorrer a 18 de setembro e Sónia Lobato vai ter Mário Machado, presidente da Assembleia Geral duma IPSS de Malaqueijo (Rio Maior), como seu oponente. 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. Esta senhora e a sua lista pretendem: … uma das propostas passa por “estimular a participação das gerações vindouras”, propondo a “bonificação de pensão/reforma dos dirigentes, à semelhança dos ex-Combatentes do Ultramar e bombeiros”.

    Como é pode comparar o trabalho e a responsabilidade dum dirigente associativo com o que passaram os Combatentes do Ultramar na guerra?. Será que imagina quanto é que eles recebem por terem andado na guerra onde morreram cerca de 10.000 e vieram estropiados cerca de 40.000? Pois esses comabatentes recebem uma vez por ano 100€ sujeitos a IRS. E quanto aos Bombeiros, mas Bombeiros mesmos e não os seus dirigentes associativos porque esses não têm direito a nada, têm direito a que sejam contados 25% do tempo prestado efectivamente ao serviço dos populações desde que paguem do seu bolso as quotizações para a Segurança Social quando e se chegarem à idade da reforma.

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