Domingo, Fevereiro 28, 2021
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Sertã | Vespa asiática “estraga todo o mel” do concelho, alerta vereador

A invasão do concelho da Sertã pela vespa velutina [também conhecida como vespa asiática] foi tema abordado pela vereação da Sertã na última reunião de Executivo, esta quinta-feira, 3 de janeiro. Jorge Coluna (PSD) manifestou preocupação considerando um tema “muito importante” não só pela segurança das pessoas mas porque “está a estragar toda a produção de mel”.

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A vespa velutina está em força no concelho da Sertã. Até ao momento foram destruídos cerca de 40 ninhos da espécie conhecida por vespa asiática, sendo o último no dia 2 de janeiro. O assunto foi abordado pelo vereador eleito pelo Partido Social Democrata (PSD) Jorge Coluna, manifestando preocupação com “uma praga” que “está a estragar toda a produção de mel”, não só no concelho da Sertã mas avançando por todo o País.

Nesse sentido, solicitou a intervenção do Estado Central no combate a este inseto invasor. Um “reforço enorme no combate” e nas campanhas de “sensibilização das pessoas para o combate à vespa asiática” uma vez que a destruição ineficaz de um ninho “não resolve e até piora” dando lugar à formação de outros ninhos, considerou.

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Enumerando concelhos vizinhos, como a Lousã, que já pediram a intervenção do Governo, Jorge Coluna rejeitou “um combate isolado do concelho da Sertã” e por isso sugeriu que o presidente José Farinha Nunes alertasse o Ministério da Agricultura e Florestas com o objetivo de “aumentar os meios as autarquias no combate a esta praga”.

Reunião de Câmara Municipal de Sertã. (da esquerda para a direita) Jorge Coluna, Cláudia André e o presidente José Farinha Nunes.

Por seu lado, a vereadora do Partido Socialista (PS), Cristina Nunes, explicou que “em 2014, quando o problema surgiu no Norte do País, na zona de Valença, Vieira do Minho, Viana do Castelo, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) elaborou um plano de contingência nacional e enviou para todas as autarquias imputando-lhes responsabilidades. Não tínhamos o problema” mas, disse, a Câmara da Sertã, ficando com “o ónus do combate”, questionou o ICNF e a DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária) sobre “quem pagava o combate e onde obter financiamento para adquirir equipamento específico” para os trabalhos de destruição dos ninhos, que devem ser realizados no período noturno com todas a vespas no seu interior.

Deu conta que o último ninho dizimado encontrava-se numa árvore, a 50 metros de altura, próximo das Piscinas, na Ribeira Grande. “Não é fácil!” referiu, pois implica até abater a árvore. “É preciso garantir as condições de segurança para o trabalhador que está a destruir o ninho e cada vez temos mais ninhos a mais de 20 metros de altura, o que dificulta o trabalho operacional em termos de logística”.

A vereadora notou que para além da destruição das colmeias e do mel a invasão da vespa asiática coloca também em causa “a polinização”. Concordando que o problema está a causar prejuízos económicos e ambientais José Farinha Nunes sublinhou representar um risco para a segurança pública, colocando em causa “a vida das pessoas” e lembrou a morte recente de um português em Vila Verde.

Para destruir o último ninho “foi necessário cortar parte da árvore” uma vez que a escada alcançava os 30 metros de altura, acrescentou o vereador Rogério Fernandes (PSD). “Não havia hipótese nenhuma, estava na ponta mais alta da árvore. Deu-nos trabalho desde as 15h00 até às 18h00”, especificou.

Reunião de Câmara Municipal de Sertã. (Da direita para a esquerda) Os vereadores Cristina Nunes, Carlos Miranda, Rogério Fernandes e o presidente José Farinha Nunes.

Jorge Coluna insistiu que a Câmara Municipal “tem um papel importante na área da sensibilização, ao esclarecer as pessoas como devem resolver o problema”, sugerindo a “distribuição de folhetos através das Juntas de Freguesia ou da Paróquia” na tentativa de alertar a população. José Farinha Nunes garantiu que “o trabalho de divulgação está a ser feito”.

A vespa velutina é uma espécie não-indígena, predadora da abelha europeia (Apis mellifera), encontrando-se, até há pouco tempo, circunscrita a concelhos do Norte e Centro do País. Esta vespa asiática, proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia, ocorre nas zonas montanhosas e mais frescas da sua área de distribuição.

Todos os ninhos detetados devem ser participados aos bombeiros da área de residência ou dar conta do mesmo na plataforma online SOS Vespa do ICNF.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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