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Domingo, Setembro 19, 2021

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Sertã | Vereadora do PS termina mandato com balanço e críticas à maioria PSD (C/ÁUDIO)

A vereadora Cristina Nunes (PS), aproveitou a última reunião do executivo da Sertã antes das eleições autárquicas para fazer um balanço da sua participação no mandato que está a terminar tendo criticado a atuação da maioria PSD em algumas matérias.

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A eleita começou com uma palavra dirigida ao presidente da Câmara “neste momento de fim de ciclo de 12 anos”. “Apesar das perspetivas e visões políticas serem díspares, o respeito e a consideração pessoal estiveram sempre presentes”, realçou.

Em termos políticos, a eleita do PS já apontou algumas críticas: “não concluo o presente mandato satisfeita nem com a sensação de total dever cumprido”, afirmou, dando de seguida alguns exemplos de decisões mal tomadas e processos mal conduzidos.

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Na sua opinião “o futuro e os desígnios de um concelho com tanto potencial não se podem cingir à atribuição de subsídios, protocolos e aquisição de terrenos”, defendendo “verdadeiras propostas que dignificassem a Sertã e que conferissem mais qualidade de vida aos sertaginenses”.

Quando ao PDM – Plano Diretor Municipal, Cristina Nunes lamenta que não se tenha concluído a revisão daquele documento que “não trata somente a componente urbanística. Não pode ser travado só a pensar na especulação imobiliária. Define e protege os espaços ambientais, florestais, culturais e o património edificado”.

Outra crítica tem a ver com a adesão da Sertã à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, território com o qual o concelho, na sua opinião, não se identifica e onde tem “o limite equidistante de tudo”.

Proteção civil e saúde foram outros aspetos focados na sua intervenção de fundo.

Em resposta, o presidente da Câmara considerou haver “exageros” na intervenção da vereadora socialista. “A social democracia pensa de maneira diferente do socialismo”, notou José Farinha Nunes.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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