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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Sertã | Vereadora Cláudia André (PSD) quer grande evento de final de ano a dinamizar ‘Terra do Pinheiro de Natal’

A vereadora da Câmara Municipal da Sertã, Cláudia André (PSD), quer dinamizar a marca registada ‘Sertã, Terra do Pinheiro de Natal’. A ideia não é transformar a Sertã numa aldeia Natal como acontece em Óbidos ou investir num Christmas Fun Park como anunciou recentemente Isaltino Morais para o Passeio Marítimo de Algés, mas “acrescentar” à programação natalícia existente “um grande evento de final de ano”, explicou ao mediotejo.net a eleita pelo PSD. Em resposta, o presidente da autarquia disse que para 2019 as verbas já estão “cabimentadas” mas não fechou totalmente a porta em 2020.

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Na última reunião de Câmara Municipal de Sertã, no passado dia 3 de janeiro, Cláudia André (PSD) questionou sobre as novidades implementadas neste Natal de 2018. O presidente José Farinha Nunes (PSD), explicou que durante as festividades decorreu o concurso “A Melhor Montra de Natal”, dirigido a todas lojas sediadas no concelho da Sertã, promovido em parceria pelo Município e pela APROSER (Associação de Produtores do Concelho da Sertã).

O objetivo passou por “incrementar o consumo no comércio tradicional e promover o carácter festivo da quadra natalícia”.

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Sertã, Terra do Pinheiro de Natal. Foto: DR

A ideia do Executivo da Sertã, quando Cláudia André tinha a seu cargo os pelouros da Cultura e do Turismo, o projeto ‘Sertã, Terra do Pinheiro de Natal’ surgiu com o objetivo de “espalhar pinheiros da Sertã por todo o Portugal” explicou ao mediotejo.net. A função passava pelo desbaste da floresta, numa ação de sensibilização, de limpeza das matas com carácter educativo”, acrescentou.

Nessa sequência, a Câmara Municipal entregou pinheiros da Sertã, em Natais passados, a lojas, instituições e institutos públicos de Lisboa, Porto e Coimbra, mas essa prática acabou por ser abandonada.

Foto arquivo: mediotejo.net

Com alguns concelhos vizinhos da Sertã a oferecerem pinheiros, a Câmara Municipal optou por, durante o mês de dezembro, promover o projeto ‘Sertã, Terra do Pinheiro de Natal’, com iniciativas e atividades para a população, com uma programação natalícia que passa por concursos, concertos, teatros, pista de gelo, iluminação de Natal, casa do Pai Natal, feira de Natal, e concursos direcionados ao comércio tradicional e ao movimento associativo.

Aos pinheiros propriamente ditos ficou reservada a ‘Floresta da Esperança’, na Alameda da Carvalha.

Contudo, a vereadora deu conta de uma Sertã, em 2018, com pouca oferta de entretenimento durante o período noturno da passagem de ano novo, deixando um desafio à autarquia para “acrescentar” a programação, tornando-a “diferenciadora” e “criar um grande evento de final de ano”.

O objetivo é “promover o território” para que “ganhe prestígio e dignidade” também fora de portas, alavancando “interesse não só do ponto de vista turístico mas também empresarial” aproveitando a marca registada para “mobilizar pessoas para o evento”.

Rejeita, no entanto, uma dimensão como a Aldeia Natal em Óbidos ou a Capital do Natal em Oeiras, projetada e anunciada por Isaltino Morais para 2019. “Não se justifica para um concelho da nossa dimensão, nem temos essa capacidade de investimento”, nota.

Até porque a ideia de Cláudia André “não pretende acrescentar despesa mas animação com determinados eventos programados” de forma aleatória ao longo do ano, no projeto ‘Sertã, Terra do Pinheiro de Natal’, que atualmente conta com uma verba de 45 mil euros.

A sugestão passa então pela criação de “um espaço climatizado, com espaços para crianças, brincadeiras e insufláveis, tasquinhas das associações e de produtores do concelho, palco com bandas musicais conhecidas do público e fogo de artifício”, explicou.

Em resposta, o presidente da Câmara, José Farinha Nunes, esclareceu estarem as verbas “todas atribuídas” para 2019 mas considerando “uma possibilidade” em 2020.

Cláudia André, vereadora da CM Sertã, integra também a Comissão Política Nacional do PSD, tendo sido eleita Vogal e porta-voz da pasta da Educação, Cultura, Juventude e Desporto do Conselho Estratégico Nacional. Foto: DR

Durante a reunião de Câmara, Cláudia André abordou também a questão da certificação do maranho e do bucho, pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, um processo considerado “moroso” levado a cabo pelo Município “há 3 ou 4 anos” ainda sem fim à vista.

O que existe atualmente são marcas registadas de empresas que comercializam o maranho e o bucho, mas o Município quer ir mais além colocando na lista para certificar, além desses dois produtos agroalimentares “diferenciadores”, os cartuchos de Cernache de Bonjardim, os coscoréis, as merendas doces e a aguardente de medronho. Uma “vantagem” na valorização dos produtos endógenos “por não existirem no resto do País”, na perspetiva do executivo.

Por último, a vereadora do PSD manifestou preocupação com a ordenamento da floresta da região que considerou “deplorável”, falando mesmo em situação de “emergência”. Nota que o eucalipto nasce “desordenadamente” tornando-se “uma praga”.

Para Cláudia André, o Município deve “trabalhar com as associações e com os produtores” no sentido de sensibilizar para a “reflorestação” com outras espécies “que não prejudiquem a nossa economia, mostrando que é possível tirar rendimento da floresta sem ser com o eucalipto. Temos potencial para produzir outras espécies, nomeadamente folhosas, como a castanha, a noz ou o medronho”.

A vereadora alertou para a situação dizendo que o eucalipto coloca em causa “as nascentes, os caminhos florestais que tanto dinheiro custam a desbravar, os pontos de água de combate aos incêndios, as hortas e a produção de mel”.

Defende, por isso, uma ação concelhia, porque, segundo frisou, “se não fizermos nada teremos novamente um barril de pólvora no concelho”, referindo-se aos incêndios que devastam o município da Sertã e envolventes de forma recorrente.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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