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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Sertã | Vale do Pereiro ganhou vida e esperança entre 10 mil árvores autóctones plantadas (C/VIDEO e FOTOS)

Dez mil árvores de espécies autóctones começaram a ser plantadas na quinta-feira formando uma faixa de gestão e proteção contra incêndios florestais na aldeia de Vale do Pereiro, na freguesia de Várzea dos Cavaleiros, concelho da Sertã. As árvores doadas pela Companhia de Seguros Allianz Portugal através de uma ação de responsabilidade social com parceria da ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas, foram plantadas por colaboradores da seguradora, por residentes da aldeia e por alunos do Agrupamento de Escolas da Damaia, inserido no projeto EPIS de combate ao abandono e insucesso escolar, que os acompanharam na iniciativa. Apesar da chuva e frio, a resiliência passou das espécies de árvores plantadas para quem as plantava. Alguns pela primeira vez.

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O primeiro impacto causado pelos sapatos e roupas enlameadas, ou noutros casos, por agarrar pela primeira vez a enxada e colaborar numa plantação devidamente organizada e que respeita o Plano Municipal Contra Incêndios, depressa gerou entusiasmo por se estar a dar a mão a populares do Vale do Pereiro, que sofreram com os incêndios do passado, e que quiseram, por iniciativa própria, procurar soluções por forma a criar uma barreira natural que impedisse o avanço do fogo pela aldeia dentro, como infelizmente já acontecera. Novidade não fora para os colaboradores da Allianz que já plantaram, um pouco por todo o país, cerca de 21 mil árvores em ações de responsabilidade social.

Assim, com a colaboração do Gabinete Florestal da autarquia da Sertã, e com a colaboração da Allianz que doou as 10 mil árvores, bem como a sua solidariedade e mão-de-obra em conjunto com os alunos da Damaia, eis que a aldeia se tornou exemplo para outras no concelho e na região.

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Cristina Nunes, vereadora na Câmara Municipal e responsável pelo Gabinete Florestal do município, explicou que a vontade partiu dos próprios residentes que se uniram em torno da causa, “e disseram que era importante repensar a proteção da própria aldeia”, tendo consultado a autarquia sobre que espécies poderiam ser ali implementadas, sendo privilegiadas as autóctones, que vão desde o medronheiro, ao carvalho e ao castanheiro.

A responsável pelo Gabinete Florestal referiu que a parceria e doação da Allianz, em colaboração com a ANEFA, permitiu que “em terrenos privados se pudesse implementar a faixa de proteção do Vale do Pereiro” com as 10 mil árvores.

Foto: mediotejo.net

Na opinião de Cristina Nunes esta iniciativa deveria servir de exemplo a outras aldeias que sentiram igualmente na pele a passagem do fogo pelas suas terras. “Seria fundamental. E não conseguimos implementar algo se não houver união das pessoas (…) têm de estar dinamizadas como sucedeu aqui no Vale do Pereiro, e se estiverem disponíveis a implementar espécies resilientes à passagem dos incêndios florestais, obviamente que isto deveria ser replicado em várias aldeias do concelho”.

Por outro lado, também o município poderá ter um papel fundamental a partir de agora, incentivando neste tipo de iniciativa por parte dos proprietários e residentes. “Nós estamos disponíveis para continuar a colaborar com os proprietários, desde que hajam ideias concretas e concisas, áreas bem definidas – como foi aqui o caso. A Câmara estará disponível obviamente para continuar a apoiar iniciativas similares”, terminou, visivelmente satisfeita com este feito.

Uma parceria feita de responsabilidade social, integração e consciência ambiental

A doação destes milhares de árvores sucedeu a partir da Campanha Especial de Multirriscos Habitação da Allianz Portugal, que uniu cerca de uma centena de voluntários em torno desta ação de reflorestação com vista à proteção da aldeia de Vale do Pereiro e devolvendo a floresta que foi devastada pelos incêndios florestais nos últimos dois anos.

Carvalhos, pinheiros, castanheiros, sobreiros e medronheiros certificados fazem agora parte daquela nova faixa de cerca de 10 hectares, resultado da iniciativa no âmbito da iniciativa “Vamos plantar o futuro”.

A CEO da Allianz Portugal, Teresa Brantuas, também calçou as luvas e explicou a sua motivação e a do grupo de colaboradores da empresa, que visa essencialmente plantar um pouco de esperança no Interior fustigado pelas chamas dos fogos florestais de 2017.

Carvalhos, medronheiros e castanheiros foram algumas das espécies autóctones privilegiadas e aconselhadas pela ANEFA para plantação devido à sua resistência e resiliência perante o fogo. Foto: mediotejo.net

Teresa Brantuas disse que tudo parte da “vontade de ajudar e de ser útil”, assumindo também este tipo de ação como “responsabilidade”. “Sentimo-nos bem ao vir ajudar e ao estar a proteger o nosso país”, assumiu, confidenciando que o apoio no concelho da Sertã lhe dá “um gosto especial” uma vez que parte da sua família é natural daquela região.

A responsável frisou ainda o acompanhamento de alunos integrados no projeto da Associação EPIS, que é costume acompanharem a seguradora nas diversas ações de reflorestação promovidas por todo o país.

“Nós facilitamos que estes jovens consigam participar e consigam também se sentir bem com a ajudar que prestam”, referiu, notando que serve igualmente para os “consciencializar e despertar para este tipo de causas”.

Certo é que, entre os alunos das duas turmas do Agrupamento de Escolas da Damaia, muitos admitiram nunca ter participado numa ação do género. Agora, fica o desafio de, daqui a uns anos, voltarem para reencontrar as árvores por si plantadas, algumas em experiências inéditas, de estreia absoluta nas lides da floresta.

 

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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