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Sábado, Setembro 25, 2021

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Sertã: Uma Banda jovem com 185 anos

A Filarmónica União Sertaginense (FUS) está a comemorar este ano (1 dezembro) os seus 185 anos de existência ao serviço da música no concelho da Sertã. Com cerca de 50 músicos, a FUS integra a lista das 20 melhores bandas da zona centro.

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Desde sempre vocacionada para a música, a Filarmónica União Sertaginense tem uma Banda de Música que é constituída, atualmente, por cerca de 50 elementos no ativo.

Conforme salientou Vítor Cavalheiro, presidente da direção da FUS, “antigamente as pessoas permaneciam mais tempo na Banda e hoje não, a faixa etária dos elementos da Banda ronda os 15 e os 30 anos, é uma banda jovem. Temos um elemento com 50 anos e outro com mais de 40 que são os mais velhos, depois é só juventude”.

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Recentemente, a FUS criou uma Academia de Música, Artes e Espetáculos da Sertã, a AMAES, que vem no seguimento da Escola de Música existente há anos, e que, atualmente, conta com cerca de 43 alunos, desde os 7 até aos 10 anos, dos quais 20 estão a frequentar o Conservatório de Música da Sertã.

Para além dos instrumentos essenciais de uma banda, a Academia de Música da FUS leciona outras valências, como sendo a guitarra, o piano e o violino.

Concerto na Casa da Cultura da Sertã
Concerto na Casa da Cultura da Sertã

Entre as principais dificuldades desta coletividade vocacionada para a música, Vítor Cavalheiro destaca as financeiras. “O nosso grande apoio é a Câmara Municipal da Sertã, temos um protocolo com a autarquia e é o grande financiador, se não houvesse este apoio era muito difícil manter uma Banda nestas circunstâncias porque as quotas são muito poucas, manter e comprar os instrumentos é muito caro”, salienta Vítor Cavalheiro referindo que “este ano fizemos um investimento muito grande em recuperação de instrumentos, de cerca de 3 mil euros porque disponibilizamos os instrumentos para os nossos alunos que frequentam o Conservatório, todos têm instrumentos da Banda porque queremos manter este elo de ligação entre o Conservatório e a Banda”.

Big Band FUS

Com 185 anos de história, Vítor Cavalheiro destaca como um dos acontecimentos mais marcantes da FUS a construção da sua sede, há mais de 15 anos. “Temos uma sede muito boa o que é excelente para a Filarmónica e acho que foi a partir daqui que a coletividade teve uma nova força”, salienta este responsável que está na direção da FUS desde 2002.

Sob a orientação do maestro Victor Feitor, a FUS participa regularmente em concertos temáticos e diversificados, para além das festas e romarias, intercâmbios com outras bandas e estágios. O trabalho que tem desenvolvido nos últimos anos, permitiu a entrada na lista das 20 melhores bandas da zona centro de Portugal.

Em dezembro de 2008, a FUS venceu o prémio da SIC “A Nossa Terra Quer”, no distrito de Castelo Branco, com o projeto da criação de um Conservatório de Música que, refere a FUS, “revolucionará o ensino da música na região do Pinhal Interior”.

A Filarmónica União Sertaginense é promotora e impulsionadora da Big Band FUS, constituída essencialmente por elementos da Orquestra de Sopros da FUS, que vem colmatar um tipo de música pouco comum na zona como sejam o jazz, o funk, o swing, o rock, o pop, bebop, música latina, samba, entre outros. A Big Band FUS tem como diretor artístico Miguel Calhaz, professor de música, cantautor, músico freelancer e contrabaixista que define as orientações musicais da Big Band e dos músicos.

História da FUS

SERTA_FUS_FOTOS ANTIGAS (Foto_ FUS)Sobre a história da Filarmónica União Sertaginense, os estandartes nela remetem para a sua fundação ter sido a 1 de dezembro de 1830, mas, conforme refere o site da FUS, “se lermos o que o Almirante Tasso de Figueiredo escreveu num opúsculo editado em 1906, a realidade poderá ser outra, pois nele fala da Philarmónica Patriota Certaginense, cuja existência seria secular, e da Sociedade Musical Recreio Artista, cuja fundação era mais recente. Existiam, pois, em 1906, duas Filarmónica na Sertã, as quais em dia, ao virem de uma festa, se envolveram em desacatos. Este episódio acabou por dar origem à fusão das duas, de que nasceu a atual Filarmónica União Sertaginense”.

No passado, a FUS teve um Grupo de Música Portuguesa e uma Orquestra Ligeira.

Segundo avançou Vítor Cavalheiro, as comemorações do próximo ano da Filarmónica União Sertaginense “vão ser mais a sério”. Na calha está a produção de um livro, da autoria de Rui Lopes, que irá contar a história dos 186 anos de existência da FUS. “As pessoas vão ficar com curiosidade porque há muita informação que foi possível recolher que as pessoas não fazem ideia, é um documento histórico para o concelho”, conclui o presidente da direção da FUS.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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