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Quarta-feira, Janeiro 19, 2022
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Sertã | Presidente da Câmara garante que concelho tem mais de 15 mil habitantes

Na primeira reunião da Câmara da Sertã após a publicação dos resultados preliminares do Censos 2021, a quebra demográfica no concelho não podia deixar de ser abordada. O presidente garantiu que o concelho tem mais de 15 mil pessoas, diferenciando aquilo que são os dados estatísticos e a população residente permanentemente no território.

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Antes que a oposição falasse do assunto, José Farinha Nunes, presidente da Câmara, antecipou-se e logo no início da reunião do dia 2, realizada online, começou por lamentar que a perda de população “foi um problema para o país em geral, mas principalmente para o interior, não só para a Sertã”.

Falando no período de antes do dia, o autarca defendeu que “é indispensável e é urgente alterar as políticas” porque “a culpa não é só do poder central, mas também do poder local, câmaras municipais, juntas de freguesia e partidos políticos”.

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Preconiza, por isso, “uma convergência”, “um entendimento entre os partidos políticos, entre poder central e local para que haja uma reforma para alterar a taxa de natalidade”.

Antecipando críticas da oposição, considerou que “os casais não vão passar a ter mais filhos apenas com medidas isoladas”.

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“Enquanto não houver condições para os casais terem mais filhos”, José Farinha Nunes propôs que “sejam criadas condições para se atrair pessoas de outros países”.

Entre 2011 e 2021, a população do Concelho da Sertã diminuiu 7,1%, tendo atualmente 14.748 habitantes, segundo os resultados preliminares do recenseamento.

O presidente garante que o concelho tem mais de 15 mil pessoas, diferenciando aquilo que são os dados estatísticos e a população residente permanentemente no território, conforme constataram os recenseadores.

Farinha Nunes fala em “várias centenas de pessoas” que têm a morada do cartão do cidadão nos municípios da Grande Lisboa, mas a maior parte delas reside no concelho.

Esta situação deve-se, segundo o autarca, aos serviços de saúde. “As pessoas não alteram a morada porque desta forma têm acesso a dois médicos, onde vivem e onde estão recenseadas”, justifica, ao mesmo tempo que reclama melhores serviços de saúde e mais médicos para a Sertã.

O assunto levou a uma troca de argumentos com o vereador Carlos Miranda (PS) em que este defendeu políticas de apoio à criação de emprego e de atração de empresas, condições de saúde, melhor educação, entre outros serviços, para aumentar a população no concelho.

O presidente da Câmara voltou a argumentar que “as pessoas estão recenseadas onde têm melhores serviços de saúde”, enquanto o eleito do PS defendia que a Câmara podia ter uma atitude mais proativa no que toca às políticas de captação e fixação de famílias.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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