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Domingo, Julho 25, 2021

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Sertã | Paulo Rangel defende reflexão sobre o Portugal que temos e a Europa que queremos

O eurodeputado Paulo Rangel encerrou no sábado na Sertã as Jornadas Europeias da JSD Distrital de Castelo Branco, uma iniciativa que congregou ao longo do dia cerca de 150 pessoas, entre palestrantes, militantes e pensadores da Europa e do Mundo.

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A iniciativa, que decorreu na Casa de Espetáculos e da Cultura da Sertã, pretendeu assinalar os 30 anos de Portugal na Europa, estimular o debate sobre a Europa que fomos, a Europa que temos e a Europa que queremos ter, tendo participado no encontro diversos Eurodeputados (de várias forças políticas), ex-ministros, deputados, ex-secretários de Estado e docentes de várias instituições de ensino superior do país.

Paulo Rangel, eurodeputado e vice-presidente do PPE, presidiu à sessão de encerramento das Jornadas Europeias, organizadas pela JSD de Castelo Branco, iniciativa que pretendeu assinalar os 30 anos de Portugal na Europa e estimular o debate sobre “a Europa que fomos, a Europa que temos e a Europa que queremos ter”.

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O eurodeputado social-democrata Paulo Rangel alertou para “uma fase em termos europeus internacionais, de tal modo desafiante, para o bem e para o mal que”, afirmou, “temos de parar para pensar”.

Segundo Rangel, “para perceber o que está a acontecer, fazer a análise das causas e das condições que nos trouxeram aqui, para traçarmos um rumo para Portugal”, e saber “qual deve ser o nosso posicionamento perante as mudanças que estão a acontecer a nível global e na Europa e quais as consequências sobre a Europa”.

O eurodeputado apontou os resultados das recentes eleições norte-americanas, lembrou o Brexit e questionou o papel da Rússia, além de chamar a “atenção para os resultados das eleições que se aproximam na Holanda, Áustria, França e Alemanha”.

Paulo Rangel, eurodeputado e vice-presidente do PPE, presidiu à sessão de encerramento das Jornadas Europeias, organizadas pela JSD de Castelo Branco, iniciativa que pretendeu assinalar os 30 anos de Portugal na Europa e estimular o debate sobre "a Europa que fomos, a Europa que temos e a Europa que queremos ter". Foto: mediotejo.net
Paulo Rangel, eurodeputado e vice-presidente do PPE, presidiu à sessão de encerramento das Jornadas Europeias, organizadas pela JSD de Castelo Branco, iniciativa que pretendeu assinalar os 30 anos de Portugal na Europa e estimular o debate sobre “a Europa que fomos, a Europa que temos e a Europa que queremos ter”. Foto: mediotejo.net

A JSD lançou ao longo do dia várias questões sobre a Europa, como: As instituições Europeias são soberanas? Vale a pena uma Europa Federal? A Europa trouxe progresso? Portugal deve continuar no Euro? Devemos fechar as fronteiras aos refugiados? Que Europa queremos para o futuro? O terrorismo condiciona a nossa liberdade? – e muitas outras que foram levantadas pela JSD e cujas soluções foram sugeridas pelos oradores, coerentes e ideologicamente distintos, que foram desafiados a integrar os diversos painéis deste encontro.

A organização mostrou-se satisfeita com a qualidade do debate e da reflexão que o mesmo gerou, no âmbito dos propósitos que nortearam as Jornadas Europeias: “Só há verdadeira Democracia com cidadãos que participam no Governo de si próprios. E para saber participar há que estar informado. Estamos convictos de que as “Jornadas Europeias” cumprem esse dever porque acreditamos que a discussão se faz de liberdade, responsabilidade e isenção, mas sobretudo de pluralismo político e ideológico”, afirmaram os organizadores.

Sentimento partilhado pelo presidente da autarquia anfitriã, José Farinha Nunes, que disse ao mediotejo.net que os 30 anos de integração na União Europeia “foram positivos”, lembrando a falta de acessibilidades na Sertã, mas fazendo notar que “nem todos os países aproveitaram os fundos comunitários da melhor maneira”, referindo-se a Portugal e à Grécia, países que só são pobres porque abdicaram da sua riqueza.

O presidente da Câmara da Sertã, Farinha Nunes (2º a contar da esquerda) considerou os debates “muito positivos e interessantes”, parabenizando a JSD de Castelo Branco. Foto: mediotejo.net
O presidente da Câmara da Sertã, Farinha Nunes (2º a contar da esquerda) considerou os debates “muito positivos e interessantes”, parabenizando a JSD de Castelo Branco. Foto: mediotejo.net

“Em todas as áreas os fundos comunitários permitiram desenvolvimento, embora haja países que não os tenham aproveitado da melhor maneira”, disse o autarca social democrata, tendo lembrado que em Portugal “abandonámos as pescas, a floresta, e a agricultura”, a riqueza que gera riqueza. ”Um país que abandona a agricultura é um país pobre. E nós somos pobres mas sem necessidade”, disse, lamentando a não aposta ou aposta incipiente no setor agrícola.

Questionado sobre o modo como se desenvolveram as regiões do interior do país relativamente aos grandes centros urbanos, Farinha Nunes foi taxativo: “as regiões do interior deviam ser tratadas de modo diferente. Não com palavras mas incentivos palpáveis, o que não sucedeu através de nenhum governo deste 1974. Todos dizem que defendem o interior mas na prática não é verdade. Agora com as novas CCDR e com a revisão do PDM vai ser quase proibido construir nos centros urbanos das regiões do interior”, observou.

Quanto às Jornadas Europeias, o presidente da Câmara da Sertã considerou os debates “muito positivos”, parabenizando a JSD de Castelo Branco. “Foram debates muito vivos, souberam escolher os oradores e discutiram-se ideias muito interessantes, olhando para o presente mas perspetivando também o futuro”, concluiu.

Pela Casa de Espetáculos e da Cultura da Sertã passaram, entre outros, Daniel Luís, presidente da JSD/Sertã, Manuel Frexes, presidente do PSD/Castelo Branco, Cristóvão Simão Ribeiro, presidente da JSD, Carlos Coelho, eurodeputado do PSD, Maria Luís Albuquerque, ex ministra das Finanças, Carlos Costa Neves, ex ministro das Assuntos Parlamentares, Adolfo Mesquita Nunes, vice-presidente do CDS/PP e António Marinho e Pinto, eurodeputado do MPT, entre muitos outros oradores, alguns dos quais com intervenção por vídeo.

António Marinho e Pinto, eurodeputado do MPT, foi um dos oradores presentes nas Jornadas Europeias da JSD. Foto: mediotejo.net
António Marinho e Pinto, eurodeputado do MPT, foi um dos oradores presentes nas Jornadas Europeias da JSD. Foto: mediotejo.net

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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