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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Sertã | Obras no edifício da Câmara estão “muito atrasadas”

O Presidente da Câmara Municipal da Sertã, José Farinha Nunes (PSD), reconhece que as obras de requalificação do edifício dos Paços do Concelho “estão muito atrasadas”. “Não me atrevo a dizer em que mês é que será concluída a obra”, afirmou o autarca na última reunião de Câmara realizada dia 30 de agosto.

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O assunto foi levantado pelo Vereador Vitor Cavalheiro (PS) que lembrou o prazo inicial para conclusão das obras, final de janeiro. Depois disso, o prazo passou para março e, mais tarde, para final de julho.

José Farinha Nunes esclareceu que a empresa a quem foi adjudicada a obra “está em dificuldades, os colaboradores faltam ou vêm muito pouco”. Acrescenta que a resolução do problema “não está ao alcance da Câmara”. “Gostaria que a empresa concluísse o trabalho mas com qualidade porque o edifício merece aquela requalificação”, conclui.

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Naquela reunião do Executivo, o Vereador Vitor Cavalheiro lembrou que, quando a obra foi adjudicada, alertou que “a empresa não tinha condições para fazer a obra”. O Presidente argumentou que a empresa apresentou todos os documentos exigidos por lei e que a lei quase obriga as autarquias a adjudicar as obras a quem apresente o preço mais baixo. Reconhece que “nem sempre é a melhor solução entregar a quem apresente o preço mais baixo”.

O autarca socialista lamentou ter previsto há cerca de um ano que este Executivo não voltaria a reunir nos Paços no Concelho. Considerou “uma vergonha para o Município, um desrespeito pelos munícipes que são atendidos sem condições, para os funcionários e para os profissionais de comunicação social que não têm condições para trabalhar”.

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A empreitada de “substituição da cobertura, revestimentos e pinturas, sistema de segurança contra incêndios, infraestruturas elétricas” do edifício dos Paços do Concelho da Sertã foi adjudicada em julho de 2016 à empresa Construforte – Sociedade de Construções e Empreitadas, Lda., de Mação, pelo valor de 658.682,64 euros + IVA (6%), havendo uma comparticipação de 50 por cento por parte do Governo.

O prazo de execução da obra era de seis meses a contar da data de celebração do contrato, 25 de julho de 2016, prazo que já foi largamente ultrapassado.

 

 

 

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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