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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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Sertã: Município homenageou professoras e abordou igualdade de género

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal da Sertã realizou palestras em Cernache do Bonjardim, no Auditório da União de Freguesias com alunos do Instituto Vaz Serra, na Escola Secundária da Sertã e na Escola Tecnológica e Profissional da Sertã.

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Ao longo do dia, durante as palestras, “foram homenageadas de forma simbólica todas as professoras do concelho da Sertã e que por ele passaram durante a sua vida profissional, desempenhando um papel fundamental na educação e formação dos jovens do concelho e de concelhos vizinhos. Cada escola escolheu uma professora que recebeu uma lembrança evocativa da homenagem”, refere a autarquia da Sertã.

No Instituto Vaz Serra a lembrança foi atribuída à professora Sílvia Ferreira; na Escola Tecnológica e Profissional da Sertã foi homenageada a professora Paula Rosa; e na Escola Secundária da Sertã, a lembrança foi atribuída à professora Luísa Melro.

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“A lembrança foi pensada, desenhada e concretizada por funcionários da Câmara Municipal da Sertã: tratava-se de uma Sertã em madeira com ardósia, remetendo para as ardósias das escolas de outros tempos”, salienta a autarquia em comunicado.

No Dia Internacional da Mulher, foram várias as professoras do concelho da Sertã que foram homenageadas (Foto: CMSertã)
No Dia Internacional da Mulher, foram várias as professoras do concelho da Sertã que foram homenageadas (Foto: CMSertã)

No Dia Internacional da Mulher, pela manhã, em Cernache do Bonjardim, a palestra contou com as presenças de Cláudia André, vereadora da Cultura e Ação Social da Câmara Municipal da Sertã, Diamantino Pina, presidente da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, Filomena Bernardo, secretária da União de Freguesias, Carlos Miranda, diretor do Instituto Vaz Serra e Teresa Oliveira e Beta Tavares, árbitras de futebol.

Cláudia André abriu a sessão contextualizando a efeméride referindo-se à questão da igualdade, em que as mulheres não pretendem ser superiores nem inferiores aos homens. Pretende almejar-se igualdade de género nos direitos e deveres, nas remunerações, no acesso a profissões, e em todas as esferas da vida “nem superior nem inferior ao homem, apenas igual”, concluiu a vereadora.

Carlos Miranda chamou a atenção para o facto de ainda em Portugal se verificarem assimetrias nas remunerações e no acesso às profissões, focando a pobreza, casos de assédio e violência doméstica. O diretor do IVS referiu-se ainda ao facto de alguns dos mais influentes cargos mundiais estarem nas mãos de mulheres, reportando-se a Angela Merkel e Dilma Rousseff.

Diamantino Pina regozijou-se pela presença das árbitras e pela realização da palestra em Cernache do Bonjardim, tratando-se da primeira vez que o Município da Sertã assinalou o Dia da Mulher naquela freguesia. Pegando nas palavras de Carlos Miranda, Diamantino Pina recordou a emancipação das mulheres que no início era alvo de censura mas que, nos dias de hoje, são completamente autónomas. Deu o exemplo das comandantes de avião.

De seguida Berta Tavares e Teresa Oliveira tomaram a palavra. Teresa Oliveira, além de árbitra de futebol, é também oficial do exército, duas profissões habitualmente associadas ao género masculino. Começou na arbitragem e contou que, inicialmente, se sentia nervosa por ser a única mulher em campo, sendo que os árbitros também se sentiam desconfortáveis porque não estavam habituados a trabalhar com colegas mulheres. Contou algumas peripécias, entre elas o facto de existir um balneário único para os árbitros: os colegas esperavam que Teresa trocasse de roupa e, só depois, eles usavam o balneário. Tanto Teresa Oliveira como Berta Tavares referiram que a estrutura do futebol português não estava preparada para receber mulheres. Atualmente, a situação é outra e praticamente não sentem diferenças.

Teresa Oliveira exibiu um vídeo ilustrativo da recruta: mulheres e homens são postos à prova com os mesmos exercícios e provas físicas, não havendo distinção de género.

Berta Tavares foi a fundadora do Quadro Nacional Feminino de Arbitragem e a primeira árbitra portuguesa internacional. Contou que quando chegava a campo com as colegas árbitras deparavam-se com algum preconceito de quem as recebia pelo simples facto de serem mulheres. E quando erravam, muitas vezes o erro era-lhes apontado pelo facto de serem mulheres. Após passarem algumas situações menos agradáveis, a estrutura que as apoiava introduziu algumas melhorias e disponibilizam atualmente as mesmas condições que disponibilizam aos árbitros homens.

serta_dia da mulher4 (Foto: CMSertã)
Ao longo do dia, na Sertã, realizaram-se várias palestras com a presença de mulheres que se destacam em várias áreas (Foto: CMSertã)

Seguiu-se, da parte da tarde, a palestra na Escola Tecnológica e Profissional da Sertã que contou com a presença da dinamarquesa Ann Kristin Wenzel. Está em Portugal há 13 anos. Começou como manequim mas atualmente é chefe de cozinha tendo conquistado o segundo lugar da segunda edição do programa Masterchef. Atualmente tem o blog “Flirt Gourmet” onde partilha receitas, estando a preparar o lançamento de um livro de receitas portuguesas reinventadas e a abertura da sua empresa de catering. Ann Kristin contou algumas peripécias do seu percurso profissional: por vir da área da moda, numa entrevista perguntaram-lhe se não teria medo de partir uma unha ao cozinhar. Contou que algumas entrevistas não foram fáceis, mas é da opinião de que as mentalidades estão a evoluir e as diferenças vão esbatendo-se.

Na Escola Secundária da Sertã, Mónica Pereira, Chefe Vencedora do Programa Chef’s Academy de 2014 contou alguns episódios engraçados que aconteceram durante as gravações do programa e referiu que é na culinária que se sente efetivamente realizada, a par da atividade de advogada.

Para além dos alunos da escola, estiveram presentes as alunas da Academia Sénior da Sertã que trocaram dicas e truques com a Chefe numa sessão bastante animada. Mónica Pereira referiu ter provado Maranho e ter ficado fã daquela iguaria. No final da sessão, com a ajuda de alunos da escola e da academia, Mónica realizou um ateliê de culinária em que foi confeccionado um risotto de camarão com leite de coco. A sessão finalizou com a degustação da iguaria confecionada.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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