Quarta-feira, Março 3, 2021
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Sertã | Município da Sertã na luta biológica contra a vespa dos castanheiros

Com o objetivo de encetar uma luta biológica para controlo de praga nos castanheiros, a Câmara Municipal da Sertã procedeu a largadas de insetos parasitoides, iniciativa realizada em parceria com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.

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Foram efetuadas largadas do insecto parasitóide (Torymus sinensis) em sete locais distintos do concelho, em ação que decorreu no final do mês de maio, previamente monitorizados pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e pela Câmara Municipal, onde se situam exemplares de castanheiros nos quais já tinha sido detectada a presença da referida praga.

O inseto Dryocosmus kuriphilus, originário da China e designado por Vespa-das-Galhas-do-Castanheiro, ataca os exemplares arbóreos dos castanheiros (Castanea), induzindo a formação de galhas nos gomos e folhas, o que provoca uma redução drástica na produção e qualidade da castanha (entre 60 a 80%) conduzindo, por consequência, ao declínio dos castanheiros.

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O único meio reconhecido atualmente como tendo alguma eficácia no controlo desta praga é a luta biológica, através da largada de um inseto parasitóide que se alimenta das larvas da vespa e tem um raio de atuação de cinco quilómetros. A reversibilidade do efeito nefasto nos castanheiros só é visível seis a sete anos após a introdução do referido insecto.

Recentemente, o município da Sertã aderiu ao Protocolo BioVespa, que prevê um plano de ação que garanta o plano financeiro para a luta biológica. A entidade gestora do BioVespa é a RefCast – Associação Portuguesa da Castanha. Para esta acção, o município da Sertã assegurou a despesa com a aquisição dos insectos parasitóides, os quais necessitam de ser importados de Itália, através da RefCast.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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