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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Sertã | Município cria Hemeroteca Digital do Concelho, projeto pioneiro na região (c/áudio)

A Hemeroteca Digital do Concelho da Sertã “é um projeto absolutamente pioneiro na região e representa um passo significativo na forma como as autarquias devem encarar o seu património histórico”, afirmou o presidente da Câmara na sessão de apresentação do projeto realizada na Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes.

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“Estamos muito felizes, este portal é um sonho tornado realidade. Temos vontade de trabalhar para que o portal seja cada vez mais completo e cumpra essa função de serviço público que ele tem”, regozijou-se a bibliotecária Ana Sofia Marçal.

No país há apenas uma hemeroteca física, em Lisboa, e são poucas as digitais. O município da Sertã mostrou os primeiros resultados da criação do projeto naquela sessão onde estiveram presentes autarcas e dirigentes concelhios.

Foto: mediotejo.net
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De 1884, ano em que pela primeira vez se publicou um jornal na Sertã, aos nossos dias há registo de 33 publicações periódicas no concelho. A pouco e pouco, essa memória através da qual é possível reconstituir a história recente da Sertã e da região, está a ser disponibilizada através da hemeroteca digital (https://hemeroteca.cm-serta.pt/)

Áudio: Intervenção do Presidente da Câmara, José Farinha Nunes:

Pátria de Celinda, Progresso Beirão, A Boa Nova, A Comarca da Sertã (o único que ainda se publica), A Nympha do Zêzere, Campeão do Zêzere, Certaginense, Correio das Províncias, Echo da Beira, Gazeta das Províncias, Jornal da Certã, Correio da Sertã e Voz do Povo são alguns dos títulos que é possível consultar naquela plataforma.

Conforme referiu José Farinha Nunes (PSD), a hemeroteca permite “acompanhar o modo como o concelho evoluiu e quais os seus momentos mais impactantes”. O autarca sublinhou a importância da imprensa para o desenvolvimento do concelho num dia em que o único periódico que ainda se publica, A Comarca da Sertã, comemorava 85 anos.

“Uma palavra de homenagem a todos os meios de comunicação social da região que desenvolvem um trabalho fundamental e desempenham uma função social importantíssimo”, realçou o Presidente da Câmara, num “sentido reconhecimento pela ação da Comunicação Social e exemplo de dedicação independência e profissionalismo”.

O autarca regozijou-se pelo facto de a Sertã ter sido um dos primeiros concelhos do distrito de Castelo Branco a ter jornais. Foi em 1884 que se começou a publicar o “Correio da Certã”.

“Temos atualmente a felicidade de contar com um título que honra o concelho e que merece os nossos maiores encómios, o jornal A Comarca da Sertã que hoje assinala os seus 85 anos de vida”, sublinhou José Farinha Nunes, dando os parabéns ao diretor, João Miguel, ali presente.

Rui Pedro Lopes, jornalista, investigador e consultor do município, depois de explicar o que é uma Hemeroteca, local onde estão depositados jornais, publicações periódicas, realçou o facto de aquela ser a primeira hemeroteca digital da região. “Sertã está no pioneirismo deste trabalho de preservação”, frisou.

Áudio: Intervenção de Rui Pedro Lopes, investigador

Os números revelam a dimensão do projeto: são 33 títulos, dos quais só existem 25, desde 1884 aos nossos dias, num total de 6557 edições de jornais. É um “trabalho hercúleo” do pessoal da biblioteca que ainda vai demorar algum tempo a estar disponível na totalidade.

Além de não existirem quaisquer exemplares de alguns títulos, alguns jornais não têm coleções completas porque se perderam, não foram guardados, ou porque foram alvo de censura.

Rui Lopes destacou o facto de, no final do séc. XIX, Sertã ser o concelho do distrito de Castelo Branco com maior número de publicações, quatro, e isto numa altura em que o analfabetismo atingia 85 por cento da população. Relata o investigador que havia o hábito de quem sabia ler na época ir para as tabernas e barbearias ler as notícias em voz alta como se fosse a rádio da época.

Na sua opinião, a criação da hemeroteca é uma forma de homenagem a todos os jornais da Sertã, bem como aos diretores, administradores e redatores.

A hemeroteca digital funciona numa plataforma muito intuitiva e fácil de utilizar. Para já estão disponíveis exemplares de 13 dos 33 títulos, sendo que três deles já têm a coleção completa disponível: Pátria de Celinda, Progresso Beirão e A Boa Nova.

Foto: mediotejo.net

Coube a Ana Sofia Marçal, responsável pela Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, apresentar o projeto através de uma apresentação multimédia, dando conta de todas as funcionalidades disponíveis.

Além da possibilidade de “folhear” os jornais de há mais de 100 anos, pode-se pesquisar em cada publicação por uma expressão específica, por palavras através do OCR (Optical Character Recognition), sistema de reconhecimento de carateres.

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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