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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Sertã | Município aprova orçamento de 21 milhões feito “em contrarrelógio”

A Assembleia Municipal da Sertã aprovou com os votos da maioria PS o orçamento para 2022, tendo o documento contado com nove abstenções do PSD e o voto contra do Chega.

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Na sessão do dia 30 de dezembro, realizada em sistema misto, online e presencial, a proposta do Orçamento e Grandes Opções do Plano e Mapa de Pessoal para 2022 foi o ponto que gerou maior discussão, com as bancadas do PSD e do PS a esgrimirem argumentos.

Com um valor a rondar os 21 milhões de euros, 5 por cento abaixo do orçamento anterior, o documento mereceu uma extensa explicação por parte do Presidente da Câmara recém-eleito com base nos condicionalismos que presidiram à sua elaboração.

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Carlos Miranda (PS), depois de agradecer à sua equipa, explicou que o orçamento foi feito “em contrarrelógio” e está muito condicionado por obras e projetos que já vêm do anterior Executivo e pelo contexto da pandemia.

Disse que estava à esperava que a proposta de orçamento fosse elogiada pela oposição, porque o atual Executivo de maioria PS assumiu a continuidade dos projetos que vinham do executivo PSD. Deu como exemplos a requalificação da Escola Secundária da Sertã, do Largo Dr. Guimarães e zona histórica envolvente, da praia fluvial do Troviscal, além da modernização da Zona Industrial, os principais investimentos previstos no orçamento.

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O autarca reforçou a ideia do compromisso assumido durante a campanha eleitoral: “Continuar aquilo que está bem e corrigir aquilo que está mal”.

“Não podemos deixar cair obras já comprometidas, com financiamento comunitário já garantido”, frisou. E ressalvou que este “não é o orçamento final, não é o verdadeiro orçamento que nos vai guiar, porque dentro de semanas será introduzido o saldo de gerência, que vai dar outra folga para reforçar rubricas que têm verbas residuais”.

Chamou ainda a atenção para o aumento dos preços base das empreitadas em relação ao valor previsto nas candidaturas, que em alguns casos é o dobro do valor inicial.

As críticas da oposição vieram do Deputado Municipal Alfredo Dias (PSD), anterior Presidente da Assembleia Municipal, que disse estar “espantado” com os argumentos usados pela maioria PS. “Eu diria que é uma irresponsabilidade”, afirmou, lembrando as posições críticas do PS quando era oposição, que tem agora “condições únicas” no atual mandato perante a possibilidade de receber apoios do PRR.

Por fim, desafiou a atual maioria para que passe “do tempo de esperança para o tempo de concretização”.

Igualmente críticas foram as intervenções dos deputados Municipais João Carlos Almeida e Jorge Coluna (PSD) que se basearam naquilo que eram as críticas do PS quando era oposição no anterior Executivo em contraponto com o documento que apresentam para 2022.

O primeiro lembrou, entre outros aspetos, que o atual Executivo “herdou um saldo de gerência generoso”, considerando o orçamento “uma decepção, uma surpresa, não inovador, sendo notória a falta de investimento”.

Em defesa da maioria, interveio o Deputado Municipal Victor Cavalheiro (PS) sublinhando que o orçamento foi feito por um Executivo que tomou posse há dois meses. Reconheceu que não é o orçamento ideal, mas que “é um primeiro sinal de esperança”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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