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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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Sertã: Missionário da Consolata português morre tragicamente na Etiópia

O sertaginense Carlos Domingos, missionário da Consolata, de 53 anos, exercia o seu ministério apostólico em Adis Abeba, Etiópia, desde 2014. Morreu tragicamente no dia dois de janeiro deste novo ano.

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O Fátima Missionária relata, segundo informações ainda muito escassas, que o sacerdote acompanhava um grupo de amigos em visita às missões da Etiópia. De passagem por uma cascata, perto de Gambo, terá escorregado e caído num precipício, desaparecendo nas águas dessa mesma cascata.

CARLOS
Carlos Domingos, missionário da Consolata português

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Nascido em Vale do Pereiro, Várzea dos Cavaleiros, Sertã, tinha sido ordenado sacerdote em 1990, depois de ter concluído os estudos de filosofia na Católica de Lisboa e teologia em Nairobi, no Quénia. Seguiu depois para Roma, onde fez o mestrado em História da Igreja, na Universidade Gregoriana.

A sua primeira experiência missionária foi feita em várias missões da África do Sul, durante 14 anos, como pároco de várias comunidades e como conselheiro e mais tarde vice superior da Delegação da Consolata da África do Sul.

Regressou a Portugal em 2009, onde exerceu o cargo de administrador da província portuguesa dos missionários da Consolata até 2014, ano em que fora destinado às Missões da Etiópia, onde neste momento exercia também a funções de administrador dessa Região.

Homem simples, mas de inteligência prática, Carlos Domingos era um trabalhador incansável e um missionário muito próximo das pessoas com quem se relacionava com muita facilidade e espontânea abertura. Os missionários da Consolata perderam uma pessoa cheia de talento e muito dedicado à causa do evangelho e promoção humana das pessoas. Profundamente conhecedor da realidade africana, deixa um enorme vazio lá onde os operários da messe são sempre poucos para as enormes necessidades.

Foto: Ana Paula

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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