Sertã: Mais de 60% dos fundos comunitários são para apoio às empresas

Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC, durante a conferência na Sertã (Foto: mediotejo.net)

Em mais de 2 mil milhões de euros de fundos comunitários para a Região Centro, cerca de 60% desse valor é para apoiar micro e pequenas empresas a tornarem-se mais competitivas.

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Foi o que explicou Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, esta quinta-feira, dia 12 de maio, durante uma conferência na Sertã, onde deu a conhecer a empresários e futuros empreendedores os instrumentos financeiros disponíveis para apoiar empresas no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio: o Portugal 2020.

“Portugal no Centro: Desafios e Oportunidades para o Investimento/Financiamento” foi o tema da conferência que decorreu na Casa da Cultura da Sertã onde a presidente da CCDR do Centro deu a conhecer os diversos apoios que o quadro comunitário tem disponível para as empresas até 2020.

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“A principal mudança na atribuição dos fundos comunitários, é que a grande fatia dos valores disponíveis são para as empresas e entidades para ajudarem as empresas a serem mais competitivas”, começou por salientar Ana Abrunhosa, dizendo ainda que “dos mais de dois mil milhões de euros de fundos comunitários para a Região Centro, cerca de 60% é para a competitividade e internacionalização das micro, pequenas e médias empresas”.

O Sistema de Incentivos é um dos apoios que existe para as empresas “já com alguma estrutura profissional, cuja produção permita substituir as importações”, enumerou Ana Abrunhosa, dizendo que neste sistema “são privilegiados os projetos de cariz inovador e que estejam inseridos no setor dos bens transacionáveis”. Neste caso, “financiamos toda a cadeia de inovação, desde a investigação”, referiu Ana Abrunhosa.

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O novo quadro comunitário também apoia as empresas no seu processo de internacionalização: “aqui, apoiamos a abordagem das empresas a outros mercados, com verbas para idas a feiras ou para campanhas de marketing nos novos mercado”, explicou a presidente da CCDRC.

“E nada disto se faz sem pessoas qualificadas, desde gestores a trabalhadores, e por isso também apoiamos as empresas a contratar recursos humanos qualificados, isto é, licenciados, com mestrados ou até doutoramentos, o que pode ser muito importante para a mudança que queremos fazer nas empresas”, salientou Ana Abrunhosa.

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Cláudia André, vereadora da Câmara Municipal da Sertã, Ana Abrunhosa, presidente da CCDRC, José Farinha Nunes, presidente da autarquia da Sertã, Filomena Pinheiro, do Turismo do Centro, e Miguel Munõz Duarte, diretor executivo do Centro de Empreendedorismo e Inovação da Nova Shool of Bussiness and Economics (Foto: mediotejo.net)

A presidente da CCDRC deu o exemplo: “se há uma empresa que precisa de comprar uma máquina e contratar uma pessoa, o Portugal 2020 dá apoio para a compra desse equipamento até 60% e, durante três anos, dá apoio à contratação do funcionário, apoio esse que varia de acordo com o grau académico da pessoa contratada”.

Ana Abrunhosa salientou ainda que “não são apoiadas obras, só investimento em equipamentos”.

E depois há um outro conjunto de apoios indiretos às empresas, através das incubadoras, espaços onde as pessoas com ideias de negócio têm ferramentas para desenvolver os seus negócios, como é o caso da InSer – Incubadora Empresarial da Sertã.

Com dois anos de existência, a InSer “apoiou a criação de nove empresas”, referiu José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, durante a sessão de abertura da conferência onde acrescentou ainda que “este resultado deixa-nos muito otimistas”.

“A InSer pretende ser a primeira resposta para quem procura uma solução profissional autónoma e precisa de apoios desde a primeira hora e podemos dizer que os objetivos foram cumpridos e o balanço não poderia ser mais animador”, referiu José Farinha Nunes acrescentando ainda que “com este ninho de empresas, queremos dar a cana e ensinar a pescar, a InSer pretende dar as ferramentas necessárias para quem quer ir mais além”.

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José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, na sessão de abertura da Conferência “Portugal no Centro: Desafios e Oportunidades para o Investimento/Financiamento” (Foto: mediotejo.net)

“Esta é uma conferência positiva, com os olhos postos no futuro, que deve de ser inspiradora e que nos motive, fazendo-nos acreditar que é possível criar novas formas de rendimento, dando sinais muito claros que os apoios existem e que Município da Sertã está empenhado em encontrar soluções para essa verdadeira urgência nacional que é a criação de emprego e riqueza”, referiu o autarca na sessão de abertura.

“O presidente da Câmara Municipal está aqui fundamentalmente por três razões: para acolher, motivar e incentivar e para apoiar”, referiu José Farinha Nunes, destacando o facto do empreendedorismo ser de grande importância para resolver os problemas relacionados com a falta de emprego e de riqueza.

José Farinha Nunes deixou ainda uma mensagem às entidades regionais e nacionais dizendo que é importante “que se agilizem todos os procedimentos administrativos para que se possa ter um maior leque de oportunidades porque criar emprego e riqueza é um desígnio nacional”.

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Conferência sobre oportunidades de investimento e financiamento decorreu no auditório da Casa da Cultura da Sertã (Foto: mediotejo.net)

Na conferência “Desafios e oportunidades para o investimento/financiamento” participou ainda Filomena Pinheiro, do Turismo do Centro, em representação do presidente desta entidade Pedro Machada, que abordou a importância do turismo no crescimento económico, e Miguel Muñoz Duarte, diretor executivo do Centro de Empreendedorismo e Inovação da Nova School of Bussiness and Economics, que deixou alguns dicas para os empreendedores: apostarem em algo de novo, inovador, que os negócios devem de ser simples e focados, que devem de resolver problemas e serem relevantes para alguém.

Ricardo Sequeira, carpinteiro desde os 13 anos, que criou recentemente a empresa Colmeiser, que se dedica à construção artesanal de colmeias em madeira, e Lucélia Ferreira, mentora da empresa SerHappy, que se dedica à execução de lembranças para festas, aniversários e diversos eventos, ambas incubadas na InSer deixaram o seu testemunho do apoio dado pela incubadora de empresas na concretização do seu negócio.

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