Sertã | Mais de 50 mil viajantes passaram pelo concelho através da EN2

A Rota da Estrada Nacional 2, que atravessa parte considerável do concelho da Sertã, foi percorrida este ano por mais de 50 mil viajantes, segundo dados da Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2 (AMREN2) que se baseia nos mais de 30 mil passaportes já emitidos em 2020.

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Em declarações ao JN, Luís Machado, presidente daquela Associação, revela que este movimento turístico gerou um impacto económico a rondar os 20 milhões de euros nos 34 municípios associados.

O número surge da estimativa de que cada uma das 50 mil pessoas tenha gastado 400 euros, em média, para fazer a viagem. “O objetivo de criar riqueza nos concelhos atravessado pela EN2 é já uma realidade”, regozija-se.

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O também autarca de Santa Marta de Penaguião está convencido de que o sucesso é uma “oportunidade gerada pela pandemia”. A rota é um produto direcionado para um “turismo seguro” de “pequenos grupos e famílias” e “encaixou perfeitamente” num ano em que muitos preferiram fazer férias cá dentro e longe de multidões.

Na Sertã, o presidente da Câmara Municipal olha para estes números com “enorme satisfação” e com “a certeza de que a EN2 é hoje uma aposta ganha”.

“A Estrada Nacional 2 faz parte do património material do concelho da Sertã. Estamos a falar de uma via com uma forte ligação umbilical ao nosso concelho e que o atravessa ao longo de mais de duas dezenas de quilómetros”, acrescentou José Farinha Nunes.
O presidente da Câmara entende que é “fundamental a aposta em ativos como a Estrada Nacional 2, que permitem a criação de produtos atrativos e diferenciadores ao nível socioeconómico. Falamos de uma estrada que liga Portugal de norte a sul e que é a sua espinha dorsal”.

Ainda de acordo com aquele jornal que cita vários autarcas, os setores que estão a retirar maiores benefícios da Rota da EN2 são a restauração, alojamento, museus e lojas que vendem os produtos típicos de cada concelho.

A EN2 atravessa 35 concelhos de norte a sul de Portugal.

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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