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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Sertã | Governo reconhece incêndios como catástrofe natural e disponibiliza 2ME para explorações agrícolas

Os incêndios de grande dimensão que ocorreram entre maio e setembro deste ano são reconhecidos como “catástrofe natural” e foi disponibilizado um montante global de dois milhões de euros para o restabelecimento do potencial produtivo das explorações agrícolas danificadas. Os proprietários agropecuários lesados pelos incêndios de julho e agosto na Sertã têm ao dispor apoios definidos na Medida 6.2.2 – Restabelecimento do Potencial Produtivo.

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A Câmara Municipal da Sertã decidiu divulgar este mecanismo para apresentação de candidaturas a apoio ao restabelecimento do potencial produtivo por forma a minimizar prejuízos agropecuários decorrentes dos incêndios rurais

As medidas são aplicáveis no caso dos incêndios ocorridos a 25 de julho (Freguesias atingidas: União de Freguesias de Ermida e Figueiredo, Freguesia do Troviscal e Freguesia da Várzea dos Cavaleiros); e a 14 de agosto (União de Freguesias da Cumeada e Marmeleiro).

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As candidaturas têm de ser apresentadas até 15 de janeiro de 2021.

Foto: DR

Incêndios | Governo reconhece catástrofe natural e disponibiliza 2ME para explorações agrícolas

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Os incêndios de grande dimensão que ocorreram entre maio e setembro deste ano são reconhecidos como “catástrofe natural” e foi disponibilizado um montante global de dois milhões de euros para o restabelecimento do potencial produtivo das explorações agrícolas danificadas.

Publicado a 26 de novembro em Diário da República, o despacho do Ministério da Agricultura determina que só são elegíveis ao apoio as explorações em que o “dano sofrido ultrapasse 30% do seu potencial agrícola”, esclarecendo que se aplica “nos ativos fixos tangíveis e ativos biológicos do seu capital produtivo, correspondente a animais, plantações plurianuais, máquinas, equipamentos, armazéns e outras construções de apoio à atividade agrícola”.

“O montante global do apoio disponível é de dois milhões de euros”, lê-se no diploma, referindo que o apoio é “concedido sob a forma de subvenção não reembolsável” e que os níveis de apoio a conceder às operações elegíveis repartem-se por quatro escalões.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura informou que os incêndios de grandes proporções ocorridos nos passados meses de maio, junho, julho, agosto e setembro deste ano, que são reconhecidos oficialmente como catástrofe natural, “atingiram com especial gravidade algumas freguesias do país”, que se localizam nas regiões do Norte, Centro, Alentejo e Algarve.

No despacho estão identificadas 42 freguesias, das quais 24 na região Centro, localizadas nos municípios de Sever do Vouga, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã.

Na região Norte estão identificadas 12 freguesias, distribuídas pelos municípios de Torre de Moncorvo, Vinhais, Vila Nova de Foz Côa, Chaves e Sernancelhe. No Algarve estão identificadas cinco freguesias nos concelhos de Aljezur, Lagos e Vila do Bispo, e no Alentejo apenas uma freguesia em Castro Verde, de acordo com o diploma publicado em Diário da República.

“Considerando a catástrofe natural registada e os danos por ela causados no potencial produtivo das explorações agrícolas, a sua reposição é suscetível de ser objeto do apoio 6.2.2 – Restabelecimento do Potencial Produtivo – inserido no Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PDR 2020)”, avançou o Ministério da Agricultura.

Entre os quatro escalões de apoio, as explorações agrícolas danificadas podem ser apoiadas em 100% da despesa elegível igual ou inferior a 5.000 euros, em 85% da despesa elegível superior a 5.000 e até 50.000 euros, em 50% da despesa elegível superior a 50.000 e até 800.000 euros e, “caso a despesa elegível seja superior a 800.000 euros, o apoio é atribuído até ao limite deste valor”.

“O montante mínimo da despesa elegível é de 100 euros”, segundo o despachado da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Os pedidos de apoio devem ser apresentados através de formulário eletrónico disponível no Portal do Portugal 2020, em www.portugal2020.pt ou do PDR 2020, em www.pdr-2020.pt, devendo ser submetidos até 15 de janeiro de 2021.

O diploma indica ainda que “os beneficiários só podem apresentar uma candidatura” e que “são elegíveis as despesas efetuadas após a data da ocorrência dos respetivos incêndios”, mas que estão dependentes da verificação e confirmação pela Direção Regional de Agricultura e Pescas dos prejuízos declarados, processo que “deve estar terminado em 28 de fevereiro de 2021”.

No âmbito da seleção das candidaturas, o Ministério da Agricultura definiu que têm prioridade aquelas que satisfaçam o critério de “candidaturas que respeitem a danos não seguráveis” e, “complementarmente, será dada prioridade às candidaturas em que a dimensão relativa do dano sofrido seja mais elevada”.

O despacho que reconhece como catástrofe natural o conjunto de incêndios deflagrados nos meses de maio, junho, julho, agosto e setembro deste ano em várias freguesias entra em vigor no dia 27 de novembro.

c/LUSA

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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