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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Sertã | Farinha Nunes, o autarca recordista numa “função motivadora e aliciante”

É o presidente com mais tempo na liderança dos destinos do Município da Sertã desde que há eleições livres em Portugal. José Farinha Nunes está a completar três mandatos consecutivos, num total de 12 anos de governação autárquica, pelo que impunha-se um balanço do trabalho desenvolvido a pouco mais de um mês de deixar o cargo.

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Têm sido marcadas por um tom de balanço e despedida as recentes intervenções públicas do Presidente da Câmara Municipal da Sertã. Para José Farinha Nunes, agora com 70 anos, está a chegar ao fim o terceiro e último mandato como autarca. Casado, com dois filhos e três netos, Farinha Nunes entrou na política depois de 35 anos como funcionário na Autoridade Tributária, primeiro na Assembleia Municipal e depois no órgão Executivo.

O dia do aniversário do Município, 24 de junho, foi a última vez que José Farinha Nunes presidiu às comemorações do dia do Concelho e, por isso, o seu discurso ficou marcado por um balanço e por agradecimentos à sua equipa.

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A conversa com o autarca, sempre no seu habitual registo moderado, aconteceu após a atribuição do nome de António Freitas Lopes às piscinas municipais de Cernache do Bonjardim, com o descerramento de uma placa à entrada do equipamento.

O presidente da Câmara Municipal da Sertã, José Farinha Nunes Foto: mediotejo.net

Como é que se sente nesta fase derradeira do mandato?

Neste momento estamos numa fase de despedida e é com muito gosto que me despeço assim. Apesar de ser muito simples, esta iniciativa de reconhecer um benemérito (António Freitas Lopes) aqui de Cernache do Bonjardim, para mim, é um orgulho. António Freitas Lopes foi uma pessoa que eu conheci sempre de perto, com quem privei e convivi durante muitos anos. E por isso, para mim, foi uma boa forma de comemorar o dia do Município. Reconhecer um benfeitor é sempre uma boa forma de comemorar o dia do Município.

O seu discurso neste dia é marcado por um balanço e por uma despedida…

Sim, é uma despedida e uma oportunidade para agradecer a um grupo de colaboradores extraordinário que tive sempre, caso contrário não teríamos conseguido aquilo que conseguimos.

 O que lhe merece mais destaque nestes 12 anos como Presidente de Câmara?

A área social foi onde nós investimos mais, mas investimos, no fundo, em todas as áreas e em todas as localidades, em todas as freguesias. A nossa prioridade foram as pessoas. A nossa campanha era essa: em primeiro lugar as pessoas e foi aquilo que nós fizemos. Ter as preocupações em primeiro lugar com as pessoas e as nossas energias foram canalizados para isso mesmo.

Nesta altura, estão a decorrer algumas obras de regeneração urbana na vila. Que importância têm essas intervenções?

Eram locais que estavam abandonados há muito tempo e quando não se fazem requalificações periodicamente, de 10 em 10 anos, por exemplo, têm de se fazer grandes requalificações depois passadas dezenas de anos. Foi o que aconteceu com as obras na vila, foi que aconteceu com a requalificação do edifício dos Paços do Concelho, é o que está a acontecer com a requalificação da Escola Secundária da Sertã. Portanto, o que deveria ter acontecido normalmente era de 10 em 10 anos requalificarmos determinados espaços para evitar que se tenha que investir tanto em grandes intervenções e reparações

Farinha Nunes quando se apresentou como candidato para o terceiro e último mandato (Foto: mediotejo.net)

Nestes 12 anos o que é que gostaria de ter feito e não conseguiu fazer?

Nós conseguimos atingir praticamente todos os objetivos. Ficou ali por fazer a requalificação da estrada 238, porque houve freguesias que entendiam que a estrada deve passar dentro das localidades. E passar dentro das localidades não evita os tais 15 minutos que se pretendia que que se evitasse. Portanto, gastar 15 milhões de euros para evitar 15 minutos é possível e gastar 15 milhões de horas para evitar 5 minutos não é possível e, portanto, houve essa questão, caso contrário também se teria requalificado.

Numa palavra como avalia a sua passagem pela Câmara?

Foi motivadora porque nós temos sempre preocupações, temos de ir à procura dos recursos, foi isso que nós fizemos, conseguimos atingir os objetivos. É aliciante, de facto, pertencer a uma autarquia local, seja Junta de Freguesia, seja Câmara Municipal.

 Como gostaria de ser recordado pela população ao fim destes 12 anos?

Não pretendo que me recordem. Quando faço alguma coisa não quero que me recordem porque isto é uma obrigação nossa também e nós quando vamos para uma autarquia sabemos que vamos de forma voluntária, de forma disponível, sabemos que é assim. Não vale a pena estarmos a pensar que nos devem aqui alguma compensação em termos de reconhecimento, não estou à espera disso, nem foi por isso que me candidatei.

 O que é que vai fazer depois de sair da Câmara?  

Normalmente o trabalho vem ter comigo e acredito bem que o trabalho venha ter comigo em setembro ou outubro.

 Portanto, podemos dizer que não tenciona calçar as pantufas?

Não posso, até porque isso em termos de saúde também é prejudicial.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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