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Domingo, Maio 16, 2021

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Sertã | Executivo municipal aprova voto de pesar pelo falecimento de Ângelo Bastos

Ângelo Bastos, que esteve na génese do PSD no concelho e que foi o primeiro presidente de Câmara eleito democraticamente, mereceu unanimidade no voto de pesar, apresentado pelo executivo municipal na reunião ordinária de dia 7 de maio. Ainda assim, a falta de comunicação institucional do falecimento e cerimónias fúnebres aos vereadores eleitos gerou lamento e mal-estar, nomeadamente da parte da vereadora Cláudia André (PSD) que referiu ter tido conhecimento por um familiar.

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José Farinha Nunes (PSD) lamentou o falecimento do ex-autarca Ângelo Patrício Soares Bastos na manhã de 4 de maio, referindo-se ao mesmo como “homem de causas”, um “autarca íntegro e imbuído de valores humanos” que “sempre lutou pelo desenvolvimento da Sertã, procurando defender os interesses da comunidade”.

“Teve um papel bastante interventivo antes do 25 de abril de 1974, pugnando pela liberdade e pelo direito à opinião”, período após o qual “foi candidato à Assembleia Constituinte (1975) e assumiu-se como um dos principais responsáveis pela democratização do movimento político no concelho de Sertã”, leu José Farinha Nunes.

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Eleito presidente da Câmara Municipal em 1976, permaneceu no cargo até dezembro de 1979, tendo merecido “elogio geral no desempenho das suas funções”, enquanto um autarca “próximo das populações” e cujo trabalho se pautou por “um sentimento de justiça social”.

Desempenhou intervenções importantes para a melhoria da qualidade de vida do concelho, nomeadamente pelo alcance de melhores condições na rede viária, saneamento básico, eletrificação rural e arruamentos.

Ângelo Bastos esteve sempre ligado a associações culturais e desportivas, caso do Sertanense F.C.

“Atendendo ao seu contributo na vida como autarca e personalidade muito estimada, dando ao concelho da Sertã como cidadão o melhor do seu humanismo, desempenho, dedicação e disponibilidade, proponho um voto de pesar (…) e apresentar em meu nome pessoal, do executivo municipal da Sertã e dos trabalhadores do município, as nossas mais sentidas condolências à sua família”, terminou José Farinha Nunes.

O voto fora aprovado por unanimidade.

Vereadora Cláudia André (PSD) indignada pela não comunicação institucional do falecimento e cerimónias fúnebres

Apesar de ter sido unânime o reconhecimento ao falecido ex-autarca sertaginense, tempo houve ainda para críticas à não comunicação institucional/oficial por parte da Câmara Municipal a todos os vereadores eleitos e antigos vereadores do falecimento de Ângelo Bastos. “Institucionalmente deve-se garantir que, pelo menos aos eleitos, tenha chegada a informação. E a única forma de garantir isso é telefonar”, afirmou a vereadora social-democrata.

Cláudia André (PSD) questionou se o município havia informado os autarcas em exercício do sucedido, ao que o presidente de Câmara José Farinha Nunes (PSD) assumiu ter sido comunicado apenas à Rádio Condestável. “Penso que é o meio que chega a mais lados do concelho e fora do concelho”, indicou.

A vereadora mostrou lamentar o sucedido, reconhecendo que “a Rádio Condestável chega a toda a gente, felizmente, temos uma rádio de sucesso. Mas eu acho que institucionalmente, ao falecer um antigo presidente de Câmara – ainda por cima o primeiro presidente de Câmara do pós-25 de abril – acho que era correto ter dado indicações a alguém para que, no mínimo, ligasse aos vereadores e eleitos em exercício para informar”.

“Deixo aqui o meu lamento, que por caso um vizinho amigo mandou o recado por um familiar meu, para me dizerem que a pessoa em causa tinha falecido”, contou.

José Farinha Nunes confirmou que a informação também fora veiculada através da secção concelhia do PSD, assumindo que “as instruções que existem [em caso de falecimento] é comunicar sempre” e que “alguma coisa falhou”. Cláudia André lembrou que o seu e-mail pode não constar na base de dados do partido, algo que por certo também sucede com os vereadores da oposição PS.

Cristina Nunes (PS) também confidenciou não ter tido conhecimento. “Em concordância com o que a vereadora Cláudia referiu, eu soube, por acaso no próprio dia, por um antigo funcionário da Câmara. Não soube por ninguém ligado ao executivo”, disse.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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