Sertã | Executivo discute nova localização para a Biblioteca Municipal

A vereadora da Cultura, Cláudia André (PSD) apresentou na reunião de câmara desta quarta-feira, 23 de novembro, uma proposta que visa adquirir o terreno onde se encontra o antigo quartel dos bombeiros voluntários da Sertã para ali mudar a Biblioteca Padre Manuel Antunes. O terreno é propriedade da Misericórdia a quem a autarquia já remeteu uma proposta nesse sentido.

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Cláudia André explicou que a Biblioteca Municipal está a ficar pequena para a procura sendo que  “a lotação do espaço já esgotou há muito a sua capacidade”. Para além do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários da Sertã a vereadora indicou como outra hipótese o atual edifício do GAT.

“No caso do quartel dos bombeiros, estaríamos a recuperar um edifício que se está a degradar e teria uma ocupação funcional que serviria o interesse municipal”, justificou Cláudia André, acreditando que o processo de compra seria extremamente célere. Já a  hipótese do GAT é menos viável, uma vez que ficaria próxima das bibliotecas escolares, que considera “bem dimensionadas e a funcionar em boas condições”.

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Jorge Coluna, vereador do PSD, lembrou uma promessa do antigo presidente José Carreto, que passava pela implementação de uma biblioteca em Cernache do Bonjardim. “Gostava que, quando começassem a estudar este caso, acrescentassem essa incógnita à equação”, frisou.

Por seu turno, Vítor Cavalheiro, vereador do PS, mostrou-se “frontalmente contra” a ideia de deslocalizar a Biblioteca Municipal para o antigo quartel, considerando que ficaria ali muito melhor um serviço ligado à saúde, tal como um Centro de Dia ou uma Unidade de Cuidados Continuados. “Dois serviços que a Sertã não tem e que a Misericórdia se deve empenhar profundamente nestas duas obras”, reforçou.

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Sobre esta questão, o vereador do PSD Fernando Farinha, considerou que, ter um edifício, qualquer que ele seja, desprezado e ao abandono, na entrada de uma vila é uma má imagem. Refere ainda que prefere ver na entrada da vila uma biblioteca do que um edifício ligado à saúde. Acrescentou ainda que o espaço do antigo quartel não é suficiente para uma Unidade de Cuidados Continuados.

O presidente da autarquia, José Farinha Nunes, reforçou que  “o que se pretende é que o edifício não caia, dando-lhe assim aproveitamento” deixando a questão ainda em aberto.

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