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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Sertã | Empresário Marco Santos candidata-se pelo Chega para “fazer mais e melhor” (c/áudios)

O partido Chega apresentou os seus candidatos aos órgãos autárquicos do concelho da Sertã no sábado, dia 11, na Alameda da Carvalha. Estreante nas lides autárquicas, a candidatura protagonizada pelo empresário Marco Santos conseguiu reunir mais de três dezenas de pessoas numa apresentação onde marcaram presença dirigentes distritais do partido e candidatos de outros concelhos.

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Na Sertã, onde já existe um Núcleo do partido, o Chega avança com candidaturas à Câmara, à Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia da Sertã e Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais.

Depois das boas vindas e dos agradecimentos, Marco Santos apresentou-se: “sou cabeça de lista à Câmara Municipal da Sertã, nasci na Sertã há 44 anos, moro na Freguesia do Cabeçudo, tenho um filho e sou divorciado”.

“Aceitei sair da minha zona de conforto e aceitar este novo projeto porque entendo que é possível fazer mais e melhor”, proclamou o candidato que se apresenta “para fazer a diferença porque é saudável para a democracia o confronto de ideias”.

Sem experiência política, mas atento ao que se vai passando por cá”, Marco Santos diz ser “uma pessoa comum, sem vícios e sem agenda pessoal, farto do rumo deste nosso País que caminha para o abismo”.

Depois de fazer uma análise crítica à situação política nacional com críticas ao Governo do PS, centrou o discurso na realidade do seu Concelho. Afirma que a gestão camarária PSD ao longo de três mandatos pouco fez, mas, “agora que as autárquicas estão à porta, a azáfama é grande”.

Empresário Marco Santos é o candidato do Chega à Câmara da Sertã. Foto: mediotejo.net

“Vejo agora muito trabalho no meu concelho. A poucos dias das eleições parece que anda tudo em alvoroço, obra atrás de obra, como se não houvesse amanhã… Custa a crer que o atual executivo tenha estado a hibernar durante quase todo o mandato e agora acordou”, critica, naquilo a que apelidou de “uma operação de botox”.

A perda de população com base nos resultados do Censos 2021, a N238, o PDM de 1994, as zonas industriais que “estão paradas”, o IC8, a N2, a floresta – “motor da nossa economia” – e as albufeiras, foram alguns dos temas que abordou com críticas a atual situação e algumas propostas.

Os problemas nos serviços de saúde num concelho com uma população envelhecida não podiam deixar de merecer reparos por parte de Marco Santos, que referiu a falta do Raio-x na Sertã e a dificuldade de marcação de consultas por telefone.

Na opinião do candidato, “o Executivo Camarário tem que criar condições para os privados, não pode ser ele a criar emprego… com dinheiros públicos não se brinca”.

“As nossas aldeias são desprezadas, os nossos idosos são esquecidos, os nossos jovens não têm apoios, as famílias não se sentem apoiadas, não se apoia a natalidade”, denunciou o candidato, para quem “chega de corrupção, de compadrio e de tráfico de influências, chega de falta de empregos, chega de falta de indústria e turismo, chega de aldeias abandonadas e chega de abandonar os nossos idosos”.

Ao lado de Marco Santos, estava a candidata à Assembleia Municipal, Cátia Pinto, 22 anos, estudante de design, cujo discurso apontou na mesma direção, com enfoque na necessidade de fixação da população sobretudo jovem e mais apoio às famílias, no sentido de combater a tendência de redução da população revelada pelo Censos 2021.

A estudante Cátia Pinto é a candidata do Chega à Assembleia Municipal da Sertã. Foto: mediotejo.net

Intervieram ainda os candidatos à Assembleia de Freguesia da Sertã, Pedro Jesus, e à Assembleia de Freguesia de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, Ricardo Sequeira, ambos com críticas à atual gestão social democrata das respetivas juntas, ao mesmo tempo, que apresentaram propostas para dinamizar os seus territórios.

De entre os convidados usaram da palavra os Presidentes da Distritais de Castelo Branco e de Leiria, Paulo Mendes e Luís Paulo Fernandes, respetivamente, que deixaram palavras de incentivo à candidatura do Chega na Sertã.

A sessão terminou com os presentes a cantarem o hino nacional.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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