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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Sertã | Eduardo, 86 anos, um cidadão que trabalha “em prol da população”

“São quase sempre os mesmos”. É o comentário que se ouve nos corredores do edifício onde decorrem as reuniões da Câmara da Sertã a propósito da participação dos cidadãos nas reuniões públicas do Executivo.

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Entre os cidadãos que habitualmente intervêm nas reuniões camarárias, há um que se destaca não só pela sua proveta idade, mas também pelos problemas que apresenta e pela forma como o faz.

Eduardo Patrício, 86 anos, mora em Cernache do Bonjardim e participa “com uma certa frequência”, como o próprio diz, nas reuniões do Executivo e nas sessões da Assembleia Municipal.

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A sua atividade como dirigente do Centro Social S. Nuno de Santa Maria de Cernache do Bonjardim é um dos pretextos para essas constantes intervenções públicas, mas aborda sempre temas de interesse coletivo não só da sua freguesia – União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais – como também do concelho.

Normalmente leva um texto escrito já preparado para, no final da reunião da Câmara, apresentar, com energia e lucidez, os assuntos que o atormentam.

“Nunca falei de qualquer assunto de interesse pessoal, sempre de interesse coletivo”, faz questão de sublinhar.

E como sabem e reconhecem esta participação cívica como porta-voz da população, já é habitual os cidadãos contactarem Eduardo Patrício para que exponha os problemas. “Era bom que os cidadãos interviessem e participassem mais”, apela.

Iniciou esta sua intervenção pública nas reuniões da Câmara e da Assembleia depois de se reformar. “Reformei-me não para ficar sentado todo o dia no café, nem para estar com o jornal em cima do joelho a dormitar num banco de jardim. Quis sempre trabalhar em prol da população e, depois de me ter reformado, achei que devia ter uma ação mais ativa nos assuntos do nosso concelho e da freguesia”, refere o octogenário.

Com esta atividade como cidadão preocupado com problemas comuns, não admira que Eduardo Patrício seja “assediado” pelos partidos, como o próprio conta. “Nunca fui autarca porque nunca quis, fui convidado muitas vezes para ser candidato. Acho que, como independente, tenho mais força para apoiar, criticar e louvar qualquer que seja a força política que estiver no poder”, conclui.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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