Sertã | Deputada do PSD questiona Ministro da Educação se vai ressarcir autarquias

“Pretende o Governo (…) ressarcir as autarquias do investimento que têm realizado na aquisição de computadores/tablets e routers de acesso à Internet?”, questiona um grupo de deputados do PSD, entre os quais a deputada Cláudia André, eleita pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, numa pergunta dirigida ao Ministro da Educação.

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Uma questão que tem por base “a anunciada intenção de assegurar no próximo ano letivo a universalidade do acesso às plataformas digitais para todos os alunos do ensino básico e secundário”.

No documento subscrito pela deputada da Sertã denuncia-se que “o Ensino à distância acabou por acentuar as desigualdades em resultado, desde logo, da circunstância de existirem grandes desigualdades no acesso à internet, a dispositivos/computadores e/ou recursos educativos online”. E lembra-se que há estudos que apontam para cerca de 50 mil alunos sem acesso a recurso educativos online.

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Os deputados do PSD acusam o Governo de nada fazer “sobre este problema grave que coloca em causa a igualdade de oportunidades de milhares de alunos”.

Face a esta “inação do Ministério da Educação”, várias autarquias mobilizaram-se para fornecer equipamento informático e de acesso à internet. Desde o encerramento das escolas cerca de 32 mil equipamentos, entre computadores portáteis e tablets com ligação à internet foram emprestados por 105 municípios aos seus residentes em idade escolar para além de arcarem com as despesas de aquisição de cerca 11 mil routers com pacotes de dados incluídos.

No caso do distrito de Castelo Branco, o PSD sublinha que as autarquias procuraram apoiar as comunidades educativas, em especial, as famílias com mais dificuldades, e adquiriram computadores portáteis e tablets para permitir que milhares de alunos não ficassem privados do Ensino à distância.

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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