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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Sertã | Concelho tem Centro de Saúde renovado mas faltam médicos e enfermeiros

O presidente da Câmara Municipal da Sertã aproveitou a cerimónia de inauguração das obras de requalificação do Centro de Saúde da Sertã (CSS), no dia 15, para, perante a Ministra da Saúde, pedir a resolução urgente do problema da falta de médicos e enfermeiros na região.

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José Farinha Nunes apresentou números oficiais do INE – Instituto Nacional de Estatística que revelam um rácio é de 1.1 de enfermeiros por mil habitantes na Sertã, enquanto a média nacional é de 7 profissionais por mil habitantes. Uma situação que o autarca considerou “de emergência”, tal como a da falta de médicos, “outro problema crónico que urge resolver”.

As reivindicações do presidente da Câmara não se ficaram por aqui. José Farinha Nunes aproveitou para pedir “a instalação de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) na Sertã” com o objetivo de “potenciar e otimizar a ajuda de emergência e primeiros socorros”, bem como a “criação, o mais rápido possível, do Serviço de Urgência Básica”.

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A estas carências, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), acrescentou a falta de assistentes técnicos e de assistentes operacionais. Vieira Pires aproveitou a oportunidade para anunciar a criação da valência de análises clinicas, o reforço da fisioterapia e a entrega (dia 26) da cadeira de saúde oral.

Lembrou que na Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) estão a trabalhar nove médicos e 19 enfermeiros mas reconheceu a necessidade de aumentar o número de enfermeiros, “substituindo os que se encontram de licença alargada”. Anunciou ainda a entrada de um novo médico a partir de 1 de agosto e a contratação de assistentes técnicos e de assistentes operacionais, mas sem adiantar datas.

A Ministra da Saúde, em declarações aos jornalistas, disse que o problema da falta de médicos “é uma questão bastante complexa. Continuamos a ter uma assimetria muito grande na distribuição de médicos no país. A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco e a do Baixo Alentejo são dois casos que perderam médicos desde o início da legislatura”.

Por isso, no seu discurso reconheceu que o Governo e o seu Ministério “têm de fazer mais por estes territórios”.

Momento do descerramento da placa inaugural. Foto: mediotejo.net

“Estar aqui é uma afirmação política. O interior e o litoral merecem igual respeito. O SNS tem que ter em conta as diferentes necessidades e fazer mais por estes territórios”, defendeu.

Marta Temido sublinhou também que a mensagem do presidente da Câmara da Sertã “ficou bem guardada”.

Inauguração das novas instalações do Centro de Saúde da Sertã, com a presença da Ministra da Saúde, Marta Temido

Publicado por mediotejo.net em Segunda-feira, 15 de julho de 2019

No Centro de Saúde da Sertã, integrado no Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Interior Sul da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), funcionam a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e o Serviço de Atendimento Permanente (SAP).

As obras de requalificação, orçadas em mais de 612 mil euros, consistiram na substituição de toda a cobertura (havia graves problemas de infiltrações) e na remodelação e recuperação de todo o imóvel e zona envolvente.

No total, a intervenção, segundo números adiantados pelo autarca da Sertã, rondou os 800 mil euros, com a maior parte do financiamento (85%) a vir de fundos comunitários e o restante da responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. À Câmara coube o investimento nos espaços exteriores.

José Farinha Nunes garante que esta obra vem garantir “muito melhores condições” para os cerca de 15 mil utentes inscritos no Centro de Saúde da Sertã.

“Hoje é um dia especial para a Sertã. Estas eram obras há muito aguardadas e que vão melhorar a vida e o bem estar da população. Temos a noção que damos um passo rumo ao futuro com esta obra”, sublinhou o autarca.

Centro de Saúde da Sertã depois das obras de requalificação. Foto: mediotejo.net

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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