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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Sertã | Certificação do maranho impulsiona outros produtos locais

A denominação «Maranho da Sertã» enquanto Indicação Geográfica (IG), determinada por despacho da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, foi um dos temas da reunião do executivo do dia 8 de junho, realizada por videoconferência. A publicação em Diário da República desta “certificação” suscitou intervenções de vários eleitos sobretudo em defesa da promoção e proteção de outros produtos locais.

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O vereador Jorge Coluna (PSD) regozijou-se que, ao fim de cerca de seis anos, se conseguisse a certificação do maranho e questionou como estava o processo do bucho recheado e dos cartuchos de Cernache. Acrescentou os coscoreis da Cumeada e as bonecas de Palhais, também em processo de certificação através de associações locais.

Da mesma bancada, a vereadora Claúdia André destacou o papel da APROSER – Associação de Produtores do Concelho da Sertã e reforçou a necessidade de certificação de produtos únicos como bucho recheado, coscoreis, merendas doces, bonecas de Palhais e cartuchinhos de Cernache, defendendo que sejam redigidos cadernos de especificações para todos estes produtos.

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A eleita lembrou que na Sertã o maranho “assegura alguns postos de trabalho seja na indústria das carnes, seja na indústria da restauração”.

Do lado da oposição, o vereador Carlos Miranda (PS) lamentou que os caprinos criados na Sertã não sejam suficientes para a produção local de maranho (a carne de cabra é um dos principais ingredientes deste enchido).

O eleito socialista defendeu que a Câmara aposte em estimular a criação de caprinos no concelho, porque a certificação do maranho “só faz sentido se a carne que tem no seu interior for de animais criados na Sertã, de preferência ao ar livre e que pudessem ser devidamente certificados”. Seja como for, congratulou-se pelo título alcançado e destacou a importância dos produtos locais.

Em resposta, o presidente da autarquia, José Farinha Nunes (PSD), referiu que, indiretamente, a câmara está a estimular a criação de caprinos uma vez que tem apoiado a ACRIPINHAL – Associação de Criadores de Ruminantes do Pinhal, com sede na Sertã.

Explicou que cada produto local tem de ter o seu processo individual de certificação, garantindo que a seguir pretende-se qualificar os cartuchos de Cernache e depois o bucho recheado.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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